Valência (Espanha) – Já experiente no circuito, Matteo Berrettini demonstra estar mais seguro em lidar com os momentos de sucesso e também perante as frustrações que acompanham a trajetória de um profissional. O ex-top 10 e atual número 100 do ranking mundial celebra estar livre de problemas físicos e prioriza a satisfação pessoal.
Em entrevista concedida ao portal Punto de Break, durante a disputa do forte challenger 175 de Valência, o italiano quer aproveitar a atual fase para retomar os melhores resultados, mas sem colocar muita pressão sob si próprio. Ele caiu nas quartas de final do evento espanhol, derrotado pelo argentino Camilo Carabelli em sets diretos, parciais de 7/6 (7-2) e 6/4, em 1h50.
Aos 30 anos, o romano acredita que precisa ter cautela ao estabelecer objetivos. “Com o tempo, percebi o quanto é importante aproveitar a carreira que estou tendo. Claro que quero voltar ao mais alto nível. Mas, se isso não acontecer, não será o fim do mundo”, analisou.
“A felicidade de uma pessoa não pode depender do ranking. Caso contrário, todos os jogadores que estão abaixo do 80º lugar do mundo seriam tristes. Agora entendo que o ranking não é tudo. Ter uma família que apoia, pessoas que te amam e trabalham pensando no seu bem-estar vale muito mais”, prosseguiu.
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Berrettini ainda destacou como está satisfeito com o preparo físico e mais confiante para retornar aos bons resultados. “Quero melhorar meu ranking e voltar a competir com os melhores. Mas, se eu chegar ‘apenas’ ao top 20, não vou enxergar isso como algo ruim. Ganhei de dois jogadores do top 10 este ano, então sei que meu nível ainda é muito alto. Preciso apenas de mais continuidade”, ponderou.
“O mais importante é que me sinto bem fisicamente para competir. Estou trabalhando para chegar com confiança máxima a Roland Garros e Wimbledon. O balanço de 2026 é positivo fisicamente, que era meu principal objetivo no início da temporada. Não pude jogar a Austrália porque não estava na condição ideal, mas me senti bem nos torneios sul-americanos e também nos Estados Unidos”, avaliou.
Sobre a queda precoce também no Masters 1000 de Roma, logo na estreia, o italiano ressaltou a importância de saber lidar com as derrotas. “Há semanas boas e outras menos. O importante é sempre pensar no longo prazo. Roma não foi como eu queria, mas isso faz parte da carreira”, garantiu.
Berrettini também exaltou o esporte como agente transformador. “O tênis me ensinou muitas coisas. Graças a este esporte, sou uma pessoa melhor. Para competir nesse nível, você precisa olhar para dentro de si e entender quem realmente é. Hoje tudo é mais complexo do que eu imaginava quando jovem, mas tento aproveitar cada momento”, analisou.











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