Roma (Itália) – Lorenzo Musetti estava visivelmente emocionado após superar o argentino Francisco Cerúndolo pela terceira rodada do Masters 1000 de Roma e abordou o tema na entrevista coletiva concedida logo depois do confronto. O italiano destacou o apoio dos fãs, comentou os desafios de jogar com o backhand de uma mão e também criticou os apostadores.
O número 10 do mundo triunfou em sets diretos, parciais de 7/6 (9-7) e 6/4, em 2h14 de embate, e foi às lágrimas quando se preparava para deixar a quadra. Segundo Musetti, foi o momento de extravasar todos os sentimentos acumulados durante o jogo. Ele defende semifinais no evento e agora enfrenta o norueguês Casper Ruud.
O italiano demonstrou enorme conexão com a torcida presente ao Foro Itálico. “Eu queria muito vencer essa partida e seguir no torneio diante dos meus fãs. Para mim, significa muito jogar aqui em Roma com torcedores tão apaixonados, que estão me ajudando a conquistar algo importante”, declarou.
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O ex-top 5 passou por momentos conturbados no início da temporada, após sofrer uma lesão no Aberto da Austrália. Ele demorou para recuperar o ritmo de jogo e ainda enfrentou outro problema físico no início da temporada europeia no saibro. “Segurei toda a emoção até o fim. Foi como uma libertação por tudo aquilo que mantive dentro de mim durante a partida”, admitiu.
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Sobre a irritação com parte do público, que o vaiou em alguns pontos, Musetti pediu providências contra os apostadores que interferem na vida dos atletas. “Isso acontece muitas vezes, não só na Itália, mas em várias partes do mundo”, reclamou.
“Infelizmente esse problema ainda existe. Algumas pessoas estão ali apostando, torcendo contra ou tentando atrapalhar o jogo. A ATP certamente precisa fazer algo e reforçar a segurança, porque nós, dentro de quadra, não podemos fazer muita coisa”, disparou.
Backhand de uma mão é desafio no circuito moderno
Musetti é um dos tenistas remanescentes que utilizam o backhand simples, batido com uma mão. Ele voltou a abordar o assunto, e comentou os prós e contras do estilo. “Jogo assim desde os quatro anos, quando comecei no tênis. Nunca mudei”.
O italiano ainda pontuou como o estilo combina mais com a terra batida do que em outras superfícies. “No saibro, a vantagem está na variação que posso usar, especialmente com o slice e o toque que se desenvolve desde a base”, analisou.
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“Há mais desafios do que vantagens, especialmente na era moderna. Não é nada fácil jogar com backhand de uma mão com a velocidade e intensidade do circuito atual. Sou provavelmente um dos últimos no circuito, especialmente nesse nível de ranking. Então, é complicado se adaptar ao tênis moderno com esse golpe”, concluiu.
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Tenho de discordar quanto a ser mais efetivo na terra. No piso duro, a variação e improviso fazem mais diferença que no saibro. Além de na terra, o spin de quem ataca sempre prejudica a batida do backhand.
Acho que o backhand de uma mão na terra permite mais tempo de preparação do golpe. No backhand de duas mãos o movimento é mais curto e permite uma reação mais rápida. Mas essa questão do spin na terra é fato. E isso atrapalha quem usa uma mão só – foi onde Nadal sempre complicou a vida de Federer no saibro.
A do Guga fazia muitos estragos!
O que o Musetti faz com o backhand de uma mão é muito mais do que a maioria dos tenistas profissionais faz com duas. Ele tem todos os golpes com a esquerda e sabe usar cada um no momento certo. O slice defensivo dele, por exemplo, é sempre fundo. E ele usa muito o backhand para atacar na paralela também. Muito diferente do Tsisipas, que não tem slice e só bate o backhand de spin na cruzada. Depois da aposentadoria do Federer, Musetti e Dimitrov são os jogadores com o tênis mais plástico do circuito. Nunca serão os tenistas mais eficientes, mas é muito bonito de ver.