Madri (Espanha) – Classificada para a final em Madri, Mirra Andreeva será a jogadora de melhor ranking na decisão do próximo sábado e vai em busca de seu terceiro WTA 1000 da carreira. No entanto, a jovem russa de 19 anos e número 8 do mundo rechaça qualquer discurso de favoritismo e prevê um jogo duro, seja contra Marta Kostyuk, 23ª do ranking, ou Anastasia Potapova, 56ª colocada.
“Não me considero a favorita, porque sei que quem chegar à final será uma adversária difícil”, disse Andreeva, na coletiva de imprensa desta quinta-feira. “Aprendi a não me importar com o ranking da minha adversária, nem com o sobrenome dela”.
“Vou apenas tentar entrar em quadra e fazer o que preciso para me concentrar no plano de jogo que criamos com a Conchita [Martínez], e isso é a única coisa que posso controlar”, acrescenta a russa, que tem cinco títulos de WTA, dois deles neste ano, em Adelaide e Linz. Suas conquistas de nível 1000 foram no ano passado, em Dubai e Indian Wells.
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“Não posso controlar o futuro e nem os resultados, isso não depende de mim. Na final, vou tentar fazer tudo o que estiver ao meu alcance e então veremos o que vai acontecer”, complementou a ex-top 5, que vai recuperar uma posição no ranking após o torneio e voltar ao sétimo lugar.
Vitória sobre Baptiste na semifinal
A vaga na decisão veio com uma vitória por 6/4 e 7/6 (10-8) sobre a norte-americana Hailey Baptiste, 32ª do ranking e algoz de Aryna Sabalenka nas quartas. A classificação da russa poderia ter sido definida de forma mais tranquila, já que ela chegou a liderar a segunda parcial por 5/3, mas sofreu uma quebra de serviço e ainda teve que salvar três set-points antes de vencer um equilibrado tiebreak.
“Quando estava com 5/3 e ela estava sacando, disse a mim mesma que tentaria ao máximo vencer aquele game e quebrar o saque dela para já ganhar a partida”, disse aos jornalistas. “Depois, senti que talvez tenha relaxado um pouco, mas ela também acertou algumas bolas incríveis depois que eu tive o match-point, então não havia muito o que eu pudesse fazer. Já quando eu estava sacando para o jogo, como todo mundo fica um pouco nervoso, cometi alguns erros. Mas essas coisas acontecem e acho que o mais importante é como você se recupera depois disso”.










A Baptiste teve chance no tiebreak e não aproveitou, mas foi um jogo equilibrado e espero que a Baptiste não desanime porque mostrou um bom nível nesse torneio, acho que ela desgastou muito contra a Sabalenka e vi que alguns pontos ali ela perdeu por falta de energia por causa do desgaste contra Sabalenka e isso pode ter feito a diferença nos pontos decisivos.
A Mirra desmonta o argumento de que é preciso espancar a bolinha pra conquistar grandes resultados na atualidade! A Barty foi o maior exemplo disso! A própria Baptiste também joga com pouca força! Essa variedade de estilos é uma brisa refrescante pro circuito
Torcer pra ela! Essa ganhará muita coisa ainda no tênis! Jovem e talentosa.