Breno Menezes
Especial para TenisBrasil
Thomaz Bellucci é o novo integrante da comissão técnica do campineiro Felipe Meligeni Alves, em acordo confirmado por ambos. O ex-número 21 do mundo se retirou do circuito em 2023 e desde então tem contribuído ao dividir as próprias experiências, com o propósito de auxiliar na evolução de outros tenistas.
Em entrevista para TenisBrasil, Bellucci reafirmou o compromisso em atuar como técnico, mas também a ser um agente facilitador no gerenciamento da carreira de seus pupilos. O foco desta vez será contribuir na retomada de Meligeni, que não vive bom momento após a cirurgia, mas está confirmado no qualificatório de Roland Garros por meio do ranking protegido.
Animado com a oportunidade de ajudar no direcionamento da jornada do compatriota de 28 anos, Bellucci destacou a relevância de estender o seu papel dentro e fora das quadras. Ele também ressaltou como a saúde dos jogadores vem em primeiro lugar e que cada atleta reage de maneiras diferentes às demandas do circuito profissional.
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“Sempre tive interesse de virar treinador, mesmo antes de parar de jogar. Contava com essa vontade de contribuir como técnico dentro da quadra, não só na parte de assessoria de carreira ou planejamento dos atletas. Gosto da competição e de estar envolvido em todos os sentidos”, afirmou o tenista natural de Tietê.
O ex-número 21 do ranking resumiu seu início na nova função com a lapidação de jovens talentos. “No meu primeiro ano, trabalhei com o Pedro Boscardin. No início fiquei mais como assistente e em algumas semanas atuei como treinador principal. Já no ano passado, estive por pouco de mais um ano com o Bruno Kuzuhara, que é norte-americano, mas de família brasileira”.
Bellucci exalta a possibilidade de agora poder acompanhar Meligeni, atual número 317 da ATP e ex-117º do mundo. “Surgiu a oportunidade de trabalhar com o Felipe, o que me deixou bem contente. Já o conheço há bastante tempo, desde a época em que eu ainda jogava. Chegamos até a treinar um pouco juntos quando ele estava começando, então conheço ele muito bem”, explicou.
“Aceitei o desafio porque acredito que ele tem um perfil que se adequa ao meu estilo de trabalho. Além disso, ele está no caminho certo para evoluir ao longo da carreira”, avalia o canhoto.
Compromisso e o foco em fomentar o trabalho em equipe
Felipe Meligeni tem como treinador principal o espanhol Ruben Ramírez Hidalgo, mas o ingresso de Bellucci na comissão técnica visa justamente prover mais acompanhamento nos períodos de treinos em São Paulo. “Com o Felipe, vou estar junto algumas semanas, não de forma integral. O Rubens continuará mais com a parte da Europa”.
Aos 38 anos, o agora técnico quer impactar a retomada de Meligeni. “A ideia é estar junto com o Felipe aqui na base em São Paulo, onde moramos, além de fazer alguns torneios que o Rubens não consegue atender, principalmente na América do Sul. Vamos dividir o calendário, basicamente”.
Bellucci ainda ressaltou a importância de estar presente. “O atleta joga por volta de 30 semanas, então cada um assume aproximadamente 50% desse período. Estaremos com o Felipe praticamente o ano inteiro, que é o mais importante”.
“Quando aceitei esse convite, uma das coisas que comecei a trabalhar com ele foi estruturar melhor a equipe. Não serei apenas um treinador de quadra, mas também alguém que ajuda em toda a organização da carreira, para que o atleta esteja sempre bem assessorado e não falte nada para atingir o máximo do potencial”.
Recuperação física e ritmo de jogo são prioridades
O dono de quatro títulos da ATP analisou os primeiros passos da parceria. “Neste momento, o Felipe está em recuperação física e é um momento delicado. A nossa meta a curto prazo é que ele se recupere, porque a saúde do atleta é a prioridade sempre. Ele precisa estar saudável para poder competir. Esse é o nosso objetivo imediato”, garante Bellucci.
Meligeni passou por um procedimento cirúrgico para corrigir uma hérnia de disco em agosto de 2025, e estava retomando o ritmo de jogo quando se contundiu novamente. Na última semana, ele sofreu uma lesão no tendão de Aquiles, durante a disputa do challenger de São Leopoldo.
“Toda lesão exige um período de adaptação para voltar ao ritmo ideal. O Felipe ficou praticamente um ano parado, voltou e acabou se machucando novamente. Tem sido um período difícil, mas acredito que ele vai conseguir retornar bem. Demora um pouco para recuperar o ritmo e, consequentemente, o ranking, mas é apenas consequência do desempenho”, ressaltou.
O planejamento para Roland Garros e sequência da temporada
Meligeni está garantido no qualificatório de Roland Garros devido ao ranking protegido, o que levanta a questão de como será a preparação para Paris. “A princípio, estamos tentando fazer com que o Felipe esteja em boas condições físicas. Ainda temos um mês e meio até lá. Ele precisa estar saudável para jogar os torneios que antecedem Roland Garros e, a princípio, o Rubens vai acompanhá-lo”, garantiu o paulista.
Sobre a sequência da temporada, o treinador evitou estabelecer metas específicas. “No longo prazo, ainda não discutimos objetivos com profundidade, por se tratar de um trabalho muito recente. Começamos agora e nem pudemos ir para quadra juntos. Vamos discutir isso no momento certo”.
Como eles estão iniciando o trabalho, ele diz que só pensará em mudanças no estilo do pupilo mais adiante. “Preciso de mais tempo para fazer uma análise técnica mais profunda do jogo dele e isso vem no dia a dia. Eu o conheço como jogador, mas ainda não tenho convivência suficiente no cotidiano”, reconheceu.
Sensato, Bellucci sabe que só conseguirá extrair o melhor do campineiro após ambos se entrosarem. “Preciso passar algumas semanas com ele para entender melhor o jogo, estudar o que posso acrescentar e só então avaliar com mais profundidade. Hoje ainda não dá para dizer muita coisa”, avaliou.
Ao ser indagado sobre o cenário atual do circuito, um dos grandes nomes do tênis brasileiro nas últimas décadas aproveitou para brincar sobre suas chances. “Acho que seria muito difícil de ganhar do Carlos Alcaraz ou do Jannik Sinner (risos), mas teria mais chances contra o Alcaraz”, garantiu.










Espero que o Belucci esteja sendo muito bem remunerado. Meligeni tem jogo, mas o mental e pior do que um juvenil.
Se for para melhorar o mental, não sei se era a escolha certa.
Assim como Barrichello foi geração pós Senna, Bellucci surgiu depois do Guga. Herdou uma pressão enorme num país que tem, em parte, a triste cultura de desqualificar (pra não escrever destruir) seus próprios ídolos. Exatamente por isso, deveria receber muito mais reconhecimento e ser ainda mais respeitado.
Seu argumento falha em uma questão crucial: Barrichello e Bellucci não são ídolos.
Veja só, Guga e Senna que são ídolos e dificilmente são desqualificados. Eu só criticaria o Guga por seguir muito isolado depois da aposentadoria, diferente dos ex jogadores argentinos que estão sempre juntos com federação, novos tenistas, torneios, etc
Tranquilo, respeito seu ponto de vista. Penso que ídolo pode ser visto em níveis diferentes. Senna e Guga estão no topo, mas Barrichello e Bellucci também foram referências e sofreram uma cobrança desproporcional. Sobre o Guga, discordo. O fato de ele ser mais reservado depois da aposentadoria não diminui o legado. Cada atleta tem um jeito de seguir a vida, e isso não deveria ser usado para medir seu valor.
não são ” ídolos ” pois não conquistaram aquilo que o povo achava que deveriam. O amigo acima disse tudo e completo , o pais desqualifica quem faz muito só valorizando quem se torna o ” maior “. Bellucci fez muito num pais que exaltava Guga e vivia da sombra dele ( o cara atingiu o 21 posto do mundo ) .Barrichello é até hoje querido por todos na formula 1 e fez algo absurdo como foi aquela corrida na Alemanha ( e não foi um feito isolado como vemos em muitos ) afinal era grande piloto mas viveu numa época em que tínhamos Schumacher e rakinnen. Não é só eles , so ver no futebol o que Flamengo fez com felipe luis , como trataram felipão após 7×1 e por ai vai . é nossa cultura infelizmente
Tranquilo Edson, penso como vc. Ele só quis me contradizer usando argumentos via chat gpt.
Uau, ser comparado a chatgpt é interessante, valoriza meu vasto conhecimento. Obrigado, mas é apenas meu pensamento.
Bellucci vai ter muito trabalho. Sinto que o Meligeni decaiu demais fisicamente após a lesão, o que fez o jogo dele perder qualidade.
Se o Thomaz conseguir fortalecer e recuperar a parte física do Meligeni, ai sim acho que o Felipe teria a chance de voltar pro patamar antigo dele de Top 200.
vi numa reportagem que como ele não defendera o titulo no México , cairá uns 400 postos no ranking perdendo os 125 pts do titulo.Que porrada eim
Meu Deus. Que missão inglória a do bellucci. Felipinho dos chiliques é garantia de birra e centenas de erros não forçados. Perde pra todos argentinos que cruza. O cara pode ser top 700….que vai ganahr
Meligeni já tem 28 anos, não vai mudar nunca o mental mimizento e xiliquento. Então pode esquecer.
Parabéns a ambos! Certeza absoluta que Meligeni vai se firmar de novo como top 160 e avante. Não tem como, pois é qualificado e Belucci saberá extrair o melhor dele.
Outra coisa: muito dos chiliques eram frustração, o que tende a diminuir. Wild era outro que precisava de um cabra corajoso como Belucci. Bora!
Tu imagina como o Boscardin deve ser um cara sem a minina perspectiva de evolução técnica, pro Bello preferir larga-lo para trabalhar com o Meligeni, que nem o minimo condicionamento fisico para um tenista profissional consegue entregar…
Fui censurado porque escrevi sobre a barca furada que o Bellucci se meteu
Lamentável o momento que vivemos