Monte Carlo (Mônaco) – Em sua turnê de despedida do circuito, o francês Gael Monfils fez a sua derradeira partida no Masters 1000 de Monte Carlo nesta terça-feira, perdendo para o cazaque Alexander Bublik em sets diretos. Após o jogo, ele recebeu homenagens em quadra, discursou para os fãs e agradeceu o apoio da torcida.
“É definitivamente especial, vim aqui pela primeira vez em 2005. Um torneio magnífico, senão o mais, um dos mais belos do mundo. Fiquei muito grato pelo convite. Foi uma honra e um privilégio lembrar disso”, falou Monfils em quadra, depois de acompanhar um vídeo em sua homenagem.
“Agora, me vendo novamente 21 anos depois, convidado mais uma vez. Muito obrigado ao torneio por me convidar esses anos. É um torneio especial, com o qual toda criança sonha em jogar. E eu pude jogar um número incrível de vezes”, acrescentou o francês de 39 anos.
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Ele reforçou a importância de Monte Carlo em sua carreira mais tarde na entrevista coletiva. “Na verdade, eu me lembro de todas as partidas que joguei, sinceramente, da primeira à última. Cada momento que pude vivenciar foi uma vitória magnífica. A oportunidade de ter jogado no torneio 13 vezes, vou guardar um pouquinho de tudo isso com carinho”.
Agradecimento ao público
Monfils também não deixou de enaltecer o apoio e o carinho do público. “Jogar diante de vocês sempre foi um prazer, sinceramente. Este torneio deixou uma impressão duradoura em mim. Hoje, não consegui dar energia suficiente. A culpa é minha. Mas os anos passam e minhas pernas estão ficando cada vez mais pesadas”, disse na entrevista em quadra.
“O carinho do público é único, cada vez que piso aqui é magnífico”, complementou o francês, que na coletiva reforçou a lamentação pela falta de energia. “Hoje ele fez uma partida sólida, com poucos erros e foi bastante preciso no que fez. Tive dificuldades, faltando um pouco de energia”, analisou.
“É claro que, quando você está jogando contra alguém que é o 11º do mundo e está jogando bem, é mais difícil. Mas tentei me manter firme o máximo que pude. Cada dia que passa é o último dia de alguma coisa”, observou o experiente tenista de Paris.
Clima de despedida
O veterano francês também falou sobre o clima da despedida que sentiu agora em Monte Carlo e como espera ser em Roland Garros. “Acho que vai ser a mesma, mas algo que eu não vou me esquecer. Não sei como vou estar, tenho que ver quando chegar a hora. Por enquanto estou bem no controle de minhas emoções”, afirmou.
“Eu tento ser o mais competitivo possível. E realmente tento bloquear tudo isso. Claro que, quando acaba, tudo isso volta à tona. Mas tento estar o mais preparado possível para poder ter um bom desempenho”, pontuou Monfils, sobre a forma como encara seus últimos jogos no circuito profissional.
Monfils mais uma vez lastimou a falta de energia contra Bublik. “Não estava no meu melhor e queria ter jogado melhor. Até joguei bem, mas queria ter feito melhor. Tem mais a ver com o desejo de ser melhor, mas às vezes isso acaba nos atrapalhando. Às vezes, eu quero ser melhor, mas acho que meu corpo simplesmente não me permite”, finalizou.










