Buenos Aires (Argentina) – Após campanhas expressivas na última semana em torneios de nível 250, os tenistas argentinos ampliaram sua presença dentro do top 100 do ranking mundial. Agora são dez representantes na faixa nobre, com destaque para as ascensões de Mariano Navone, Roman Burruchaga e Marco Trungelliti. A Argentina não conseguia tal feito desde junho de 2009.
Francisco Cerúndolo segue como o mais bem colocado na 19ª posição, com avanço de um posto. O tenista de 27 anos disputa o Masters 1000 de Monte Carlo e já está na segunda rodada, após derrotar o grego Stefanos Tsitsipas em sets diretos, com parciais de 7/5 e 6/4 em 1h47. Ele agora enfrenta o alemão Daniel Altmaier ou o tcheco Tomas Machac.
Na sequência aparece Tomas Etcheverry, número 30 do mundo. Com as quartas de final em Houston, o atleta de La Plata voltou ao top 30 com o resultado. No saibro monegasco, encara o búlgaro Grigor Dimitrov. Pouco mais abaixo vem Navone, na 42ª colocação. Ele ganhou seu primeiro título em Bucareste e saltou 18 lugares.
Ya es oficial 🇦🇷📊
Volvemos a tener 10 tenistas en el Top 100, algo que no ocurría desde junio de 2009… casi 17 años!
En los últimos 20 años, nuestro país es el 4° con más semanas con al menos 10 jugadores en el Top 100 (96 semanas), solo por detrás de 🇫🇷, 🇪🇸 y 🇺🇸 pic.twitter.com/YuCi5SveGl
— Argentenista (@argentenista) April 6, 2026
Vice-campeões na semana passada, Roman Burruchaga e Marco Trungelliti são os grandes destaques argentinos. Burruchaga ficou a um ponto de conquistar o seu primeiro título em Houston, mas mesmo assim saltou 15 posições para atingir o 62º posto, sua melhor marca.
Derrotado pelo compatriota e amigo nas semifinais, Thiago Tirante aproveitou o bom desempenho no Texas para escalar onze posições e alcançar seu melhor ranking, como 72º da ATP.
Trungelliti, por sua vez, atuou em Marrakesh e fez campanha mágica, após furar o quali e alcançar a final. Aos 36 anos, o veterano se tornou o mais velho tenista a ingressar no top 100 pela primeira vez e também disputar uma final deste quilate de forma inédita. Com o resultado, disparou 41 lugares e é o 76º da lista.
Já o experiente Sebastien Baez perdeu colocações após eliminação precoce na Romênia. Ele já foi o 18º e apareceu nesta segunda-feira como o número 65, com queda de 15 posições. Baez derrotou o suíço Stan Wawrinka na estreia em Monte Carlo e vai desafiar o espanhol Carlos Alcaraz. O líder da ATP e atual campeão tem 3 a 0 sobre o sul-americano.
Camilo Carabelli ganhou quatro lugares e está na 63ª posição. Juan Manuel Cerúndolo vem um pouco atrás, em 71º, enquanto Francisco Comesana fecha a lista, como número 99. Ele furou o qualificatório em Monte Carlo e agora enfrenta o italiano Flavio Cobolli, décimo favorito.
Confira a lista de argentinos no top 100 em 2009:
Juan Martin Del Potro (5)
David Nalbandian (16)
José Acasuso (42)
Martín Vassallo Arguello (57)
Máximo González (61)
Juan Monaco (66)
Leonardo Mayer (70)
Diego Junqueira (85)
Brian Dabul (97)
Sergio Roitman (98)
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Realmente incrível!!!
Nessas horas que vemos o nivel do nosso tenis que vira e mexe os entendidos ai fala que esta bom!!! Argentina com 10 top 100!! Brasil tem 1!!! E o numero 2 do país esta abaixo do top 200 !! Fora o tenis feminino que ja estamos em abril e sao so vexames em todas as primeiras rodadas!!! A bia nao conseguiu incrivelmente ganhar 1 jogo!!!
A Bia ganhou um joguinho.
De uma catari praticamente amadora e no qualifying
Os entendidos vão dizer que é uma geração fraca, por não ter nenhum jogador top. Claro que provavelmente nenhum chegue a ganha Slams, top 5, mas com tanto jogador, uma hora surge algum pra fura a bolha
Boa sorte a eles em Monte Carlo. Mas, contra o Fonseca, é inegociável!
Ai que está o erro!!! Justamente… veja só:
Acho que até a torcida procura alvo errado ou, dito de outra forma: fica se refestelando com a possibilidade de ter “o melhor do mundo” ou quase isso (JF) não se preocupando que atletas como JF ou a própria Bia são ´pontos isolados, fora da curva (uma curva mirra e historicamente fraca, onde só aparecem “milagres” como Guga ou Esther Bueno).
E a mídia entra nessa barca ilusória tbm.
Reparemos… na Argentina não tem alguém tão promissor assim como JF, dificilmente, neste momento, tenham um atleta com probabilidade de ser top-10 (já tiveram muitos nesse nível, mas agora não)…. mas tem 10 no top-100… Isso é consistência, real, de verdade (não ilusões miraculosas que só alimentam saídas pachequistas)
A escola masculina argentina, assim como a espanhola, francesa e italiana, é muito especial, onde há muita preocupação com a transição ao profissionalismo. Não dá pra entender o que acontece por aqui. Temos vários juvenis com grande potencial, mas não temos, penso, a única dia ex-profissionais com essa situação. Onde estão Cássio Mota, Nico, Oncins, Meligeni, Bruno Soares, Guga etc..? Contamos com bons técnicos, mas que não se destacaram no circuito profissional. O que fazer pro Brasil virar essa chave, e colocar, ao menos, metade dos argentinos?!!
Realmente trata-se de um feito notável e parabenizo a escola argentina de tênis! Mas sinceramentre, na minha modesta opinião, se somar todos esses 10 tenistas top 100 de hoje não dá nem 1 Del Potro ou 1 Nalbandian…
Triste que não dá nenhum del potro mas atingiu o objetivo tendo uma ótima estrutura. Da mesma forma acontece com os EUA (tem mais de 10 no top 100) porém pangarezadas longe de um Connors, Agassi e Sampras. Parabéns a estrutura americana mas talentos são raros.
E quando foi a última vez que o Brasil colocou 10 tenistas no top 100?
Acho que foi no ano do mundial do Pameiras.
No começo dos anos 2000 chegou a haver 20, não?! De qq forma, é impressionante.
Falei em outro post: esse n° expressivo de top 50, top 100, top 200 fala muito mais a favor de um trabalho tecnico bem feito por um país e sua confederação nacional doq o surgimento de um fenômeno isolado q, como o nome diz, são mais frutos do acaso doq qlqr outra coisa..
Difícil aceitar q ninguém em posição de comando aqui no tenis BR veja necessidade de ir lá aprender oq é feito pelos hermanos e tentar replicar por aqui..
Rafael, acompanhei o crescimento dos argentinos rumo ao top 100. Olhando pra eles(saibristas) pra mim eram pangarezadas na quadra dura porém notei que o Cerundolo quando despertou com ótimos desempenhos na quadra dura e deu salto no ranking vi que muitos outros subiram após ele e hoje acredito mesmo como o sucesso de um impulsiona tantos outros que foram atrás e estão aí top 100. Quem acreditaria que J.cerundolo, navone e burruchaga mudariam tanto de patamar no ranking?
Parabéns aos argentinos pelo feito. É um exmplo a ser seguido pelos brasileiros.
10 x 1…fora o baile.
Lá o tênis é levado a sério, já foram campeões até da Copa Davis, fora os vice campeonatos da Davis. Aqui não tem incentivo, investimento, patrocínio, ficam esperando surgir um cometa igual Guga que aparece uma vez a cada 70 anos. Aqui não tem incentivo nas escolas, nas universidades, nas periferias, não há projetos sociais. Nunca vamos ser potência mundial em esporte nenhum se não tiver investimento, principalmente em intercâmbio com técnicos estrangeiros.
Sem dúvida, a parte acadêmica falha muito, mas existem dezenas de projetos sociais no Brasil.