Schwartzman: “Calendário precisa ser reestruturado para ser mais curto”

Diego Schwartzman (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Buenos Aires (Argentina) – Um dos nomes fortes do tênis argentino nos últimos anos, Diego Schwartzman se aposentou do circuito no final do ano passado, mas segue ligado ao tênis trabalhando na federação australiana. Em entrevista à Clay, ele falou sobre o tão criticado calendário e defendeu seu encurtamento.

“Acho que o calendário precisa ser reestruturado para ser mais curto, com menos torneios, priorizando os Masters 1000 e os Grand Slams, seguidos pelos torneios de 500 e 250. Faz sentido criar um calendário mais organizado, porque acho que o atual é um pouco caótico”, afirmou o argentino.

“Mesmo quem assiste pela TV não sabe qual torneio está assistindo ou quantos pontos cada um vale”, acrescentou Schwartzman, destacando que o tênis deveria seguir modelos como a Formula 1, o golfe e a NBA. “Eles conseguiram um esporte muito mais organizado, e espero que o tênis possa eventualmente seguir esse caminho”, disse.

Questionado sobre a temporada sul-americana, que vive sob incertezas com a introdução do Masters 1000 árabe, ele avalia que há muitas variáveis em aberto ainda. “Há muitas decisões a serem tomadas em relação ao circuito sul-americano, especialmente quanto ao calendário do Masters 1000 da Arábia Saudita”, comentou.

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“Se o torneio for realizado em fevereiro, será preciso decidir se ele continuará sendo disputado no saibro, se passará para as quadras duras ou se será mantido na mesma data do calendário”, acrescentou Schwartzman.

Favorável ao enxugamento do circuito, o argentino criticou a duração maior dos Masters 1000. “Acho que os jogadores demonstraram claramente seu descontentamento com os torneios Masters 1000 de duas semanas. É um calendário que foi estendido em quase um mês por causa desses cinco dias extras”, observou.

“Obviamente, isso representa uma receita muito maior para os torneios, e a ATP diz que, em teoria, esse dinheiro iria para os jogadores, mas são muitos dias, e não acho que tenha sido uma boa decisão”, acrescentou o ex-top 10.

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Realista
Realista
1 mês atrás

Essa é uma discussão muito longe de terminar. Quem está na elite quer menos torneios, mas por outro lado, quem quer subir precisa de muitas opções de torneios.
Poderiam retirar obrigatoriedade de torneios, apesar que o torneio perdeu atratividade se tops não irem.

Leonardo
Leonardo
1 mês atrás
Responder para  Realista

Exatamente, a analise de Schwartzman é valida para quem está no top 20, top 30 maximo. Quem está fora sofre, porque mesmo que tenha muitos torneios, pode não ter ponto para classificar, ou se classifica seja por ranking seja por Quali, provavelmente vai pegar uma primeira ou segunda rodada complicada com alta possibilidade de cruzar com os principais cabeças de chave. Os top podem escolher, podem jogar 19 torneios somente, e nos que jogam tem as 3 primeiras rodadas normalmente enfrentando jogarodes muito abaixo. Então, Dieguito, te respeito muito como tenista, mas sua analise é com visão de elite.

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
1 mês atrás

É um caso complexo! Tomara que consigam ajustar isso de forma justa pra todos.

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