Madri (Espanha) – Após divulgar uma carta em suas redes sociais desabafando sobre o seu atual momento, Paula Badosa explicou o motivo de ter se manifestado de forma tão emotiva. No comunicado, a espanhola havia afirmado que continuar batalhando para voltar ao topo, embora seja bastante difícil retomar o caminho vitorioso.
Desta vez, a tenista de 28 anos enfatizou como suas maiores dificuldades passam pela forma como lida com momentos e sentimentos distintos. Além disso, ela reiterou como o pensamento negativo interfere diretamente em seu rendimento dentro das quadras.
“Na verdade, eu gosto muito de escrever. Estava viajando, ouvindo música e pensando bastante… esses dias estou pensando até demais. Em um momento eu até duvidei se deveria publicar, mas resolvi divulgar meu texto”, comentou a ex-vice-líder da WTA.
A espanhola teceu uma análise sobre ter se pronunciado de maneira tão aberta, logo após cair na segunda rodada do WTA 1000 de Miami. Com o resultado, deixará o grupo das 100 melhores na próxima atualização do ranking. A ideia foi alertar sobre saúde mental e como lidar com a pressão constante.
“Possuo uma voz que pode fazer outras pessoas se identificarem. Minha vida parece bonita e de fato é. Mas também há momentos difíceis. Se isso ajudar uma criança ou alguém passando por algo parecido, já vale a pena”, esclareceu.
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“Tenho muito respeito pelas minhas rivais, mas hoje estou lutando mais comigo mesma, pois são coisas internas, como medos e dúvidas se vou conseguir me recuperar. E se eu não voltar ao meu nível ou me machucar de novo?”, ponderou.
Ao falar sobre como o aspecto mental é crucial para se manter bem em todos os âmbitos, a dona de 4 títulos lamentou o pessimismo que surge ocasionalmente. “Há muitas vozes na minha mente, até durante os jogos, que não deveriam estar ali”, admitiu.
Resiliência e foco em se recuperar na temporada de saibro
“Desistir não passa pela minha cabeça, apesar de ser um processo muito difícil. Sendo sincera, hoje a voz negativa ganha mais vezes. É uma luta constante. Trabalho isso com especialistas e com minha equipe, mas depende também de mim”, disse.
“Quando entro nessa dinâmica negativa, meu tênis cai muito, passo a errar mais, fico tensa. Quando estou bem mentalmente, tudo flui. Nos treinos jogo bem, mas na competição tudo muda. É quando começa a batalha mental.”
A espanhola pensava em iniciar a temporada de saibro no WTA 500 Charleston, mas sua presença ainda é dúvida. Ela foi convidada para o torneio 250 de Rouen, entre os dias 13 e 19 de abril, e pode ser contemplada com um convite para disputar o WTA 1000 de Madri.
“Tenho muita vontade de jogar a temporada de saibro. Amo essa superfície. Estou em processo diferente, às vezes é preciso dar passos para trás para depois dar muitos adiante. Quero voltar a competir contra as melhores do mundo. É isso que me faz feliz”, concluiu.
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São raras as tenistas que não passaram por um momento ou período de dúvida mental, principalmente quando têm problemas físicos associados. Osaka, Muguruza, Tomjanovich e até mesmo nossa querida Bia Haddad passaram ou ainda passam por isso.
Infelizmente isso acaba abreviando uma carreira que poderia ter sido mais vitoriosa.
E não é só no tênis meu caro. Em várias áreas a saúde mental está afetada!