Após 100 partidas de Grand Slam, Alcaraz bate marca do Big 3

Carlos Alcaraz (Foto: FFT)

Melbourne (Austrália) – A vitória de Carlos Alcaraz contra Corentin Moutet, por 6/2, 6/4 e 6/1, marcou a centésima participação do espanhol em jogos de Grand Slam. Avançando no Australian Open, o número 1 do mundo se igualou a Bjorn Borg, com um recorde – até então inédito – de 87 em jogos ganhos nas primeiras 100 partidas de Grand Slam. O feito do jogador de 22 anos passou as marcas de Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic. 

Para efeito de comparação, Nadal e John McEnroe marcaram 86-14 no mesmo período. Já Djokovic, 10 vezes campeão do Australian Open, tem o placar de 79-21, enquanto a marca de de Federer é de 80 vitórias e 20 derrotas.  

Em busca de mais um feito histórico, Alcaraz mira na taça australiana para ser o jogador mais jovem da história a completar os títulos de Grand Slam. Nesta sexta-feira, depois de passar para a quarta rodada, o espanhol não deixou de reconhecer o talento de seu adversário, que apresentou um jogo incomum, com muitas bolas curtas e chegando a sacar por baixo duas vezes seguidas. 

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“Bem, acho que manter o foco em um Grand Slam é sempre difícil, mas acho que quando você enfrenta esse tipo de jogador, é ainda mais difícil. Quando você não sabe o que está por vir, ele pode fazer o que quiser, então é complicado. Você pode ir um pouco mais longe na quadra, mas então ele imediatamente faz uma bola curta. Se você avança, ele faz um topspin. Então, às vezes, é complicado”, disse o líder do ranking. 

Apesar do placar positivo para o espanhol, ele admite ter tido trabalho no confronto contra o francês. “Em determinado momento, no final do terceiro set, eu disse à minha equipe que não iria mais correr para fazer drop shots. Para ser sincero, eu estava cansado de avançar para a rede. Eu olhei para a tela e pensei: ‘Eu já fui para a rede umas 55 vezes. Meu Deus’. Então, sim, tem sido complicado”, acrescentou o jovem de 22 anos.

Mesmo com um desafio inesperado, Alcaraz se mostrou satisfeito com a partida da terceira rodada. “Mas, sabe, estou feliz, porque mantive o foco o tempo todo. Quando as coisas não estavam indo a meu favor, eu simplesmente aceitava e tentava aproveitar meu bom momento novamente, meu bom ritmo, que consegui no segundo set”, explicou. 

Alcaraz enfrenta nas oitavas o norte-americano Tommy Paul, de 28 anos e 20º do ranking, que ficou em quadra por apenas 59 minutos nesta sexta-feira e havia marcado um duplo 6/1 nas duas primeiras parciais contra o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, que se retirou da partida por lesão na coxa. O número 1 do mundo lidera o histórico contra Paul por 5 a 2 e venceu as quatro últimas.

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Julio Marinho
Julio Marinho
1 mês atrás

Ele é destinado a grandes feitos. A carreira terá grandes rivais, Sinner e próximos. Haverá decepções, talvez aquele título que teime em não vir. Mas o futuro certamente será ainda mais brilhante que já é. Eu não achava que esse número de Borg seria alcançado, e nem mesmo Nadal com sua toda precocidade e força mental tão forte tão cedo, conseguiu. Espetacular!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Julio Marinho

Lembras do ” Inconsistente ” Alcaraz, caro Júlio ? . Turma da Kombi chegou a compara-lo ao então N 2 Zverev. As lesões de Carlitos não eram respeitadas . De Sinner aos 22 , diziam” um Robô sem carisma” . O fanatismo os impediu de reconhecer os dois fenômenos. Agora não tem mais jeito rsrs. Abs !

Zacarias Venâncio
Zacarias Venâncio
1 mês atrás

cada vez mais indiscutível: Alcaraz é o GOAT do tênis

CARLOS ALBERTO RIBEIRO DA SILV
CARLOS ALBERTO RIBEIRO DA SILV
1 mês atrás
Responder para  Zacarias Venâncio

É o GOAT pelo total de títulos conquistados até agora ou pelo total de títulos conquistados até os 22 anos? Acho que a sua afirmação, nesse momento, dá margem pra muita discussão sim.

Nei Costa
Nei Costa
1 mês atrás

O importante não e só o começo, mas o fim. Se Nadal mantivesse o desempenho de seus 19/20 anos, teria 200 titulos . Não sabemos como seu corpo reagirá ao tempo e nem o nível dos adversários futuros. Óbvio que um bom começo e muito importante, mas não garante nada.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Nei Costa

Não é?
Tiago Fernandes havia sido o único juvenil brasileiro a ganhar um Grand Slam.
Eram favas contadas ser #1 do Brasil logo adiante…

José Afonso
José Afonso
1 mês atrás
Responder para  Nei Costa

Exato, Nei.

Julio Marinho
Julio Marinho
1 mês atrás
Responder para  Nei Costa

É verdade, mas depende exatamente de qual futuro você está pensando. Se for ser um grande ganhador de títulos, altamente competitivo, ele já é e continuará sendo. Se sua medida for ser o maior vencedor de majors é uma régua sem sentido para quem não tem pelo menos uns 18 slams para começar a pensar nisso. O futuro dele ser brilhante não depende dessa medida especificamente. A questão seria apenas ter uma lesão crônica absolutamente comprometedora. De resto, a aposta em um futuro de glórias é quase palpitar no óbvio e um número de vitórias precoces em slam é por si só espetacular.

Ramiro
Ramiro
1 mês atrás

sei que é muito subjetivo e em nada desmerece as suas conquistas (presentes e futuras)… mas… me parece muito vaidoso, inuportável (e marqueteiro 100%)

José Afonso
José Afonso
1 mês atrás
Responder para  Ramiro

Isso mesmo.

Jose carlos
Jose carlos
1 mês atrás
Responder para  Ramiro

Insuportável é o que tem mais títulos…excepcional vencedor…mas zero carisma.
É exagero (ou brincadeira) o que o pessoal fala do Alcaraz…mas que até agora tem feito uma carreira brilhante isso é inegavel…se vai continuar ganhando…só o tempo dirá…mas mesmo pra quem não gosta dele as partidas dele são legais de assistir

Luis
Luis
1 mês atrás

Alcaraz neles

Luciano Antonio
Luciano Antonio
1 mês atrás

Está jogando bem, mas na final contra o Djokovic não vai dar pra ele. O sérvio vai papar esse AO.

Luis Vanderley Santana
Luis Vanderley Santana
1 mês atrás
Responder para  Luciano Antonio

Kkkkkkkkkkkkkk é 1 brincalhão

Fábio S.
Fábio S.
1 mês atrás
Responder para  Luciano Antonio

Claro, Magda. Jamais duvide de Novak Djokovic.

Ramiro
Ramiro
1 mês atrás

está comprovado historicamente que Moutet é um legítimo “enfant terrível” (pra não dizer ‘desajustado’)… agora, ele tbm tem um tênis supertécnico, virtuoso.

Renato dos santos Pacheco
Renato dos santos Pacheco
1 mês atrás

Se as espectativas se confirmarem, será o maior da história! Carlos é um tremendo fenômeno!

Anderson
Anderson
1 mês atrás

Gênio quebrando recordes.

Rodrigo Cavalcanti de Arruda
Rodrigo Cavalcanti de Arruda
1 mês atrás

Ehhhh Nível muito baixo do tênis atual…. Fato

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