Londres (Inglaterra) – Com o fim da temporada dos principais torneios, sem mais ATP e challengers em disputa, as mudanças no ranking foram mínimas nesta semana para os principais brasileiros e o paulista Pedro Sakamoto foi o que mais conseguiu subir.
O tenista de 32 anos foi o único entre os 10 melhores do país a ganhar terreno no ranking nesta segunda-feira, subiu quatro colocações e agora é o 383º do mundo. Na contramão, o também paulista Matheus Pucinelli encarou uma leve queda de uma posição e ocupa no momento o 304º lugar.
Eles foram os dois únicos brasileiros a mudar de ranking entre os 10 melhores na ATP, sendo que os outros oito mantiveram suas colocações. O carioca João Fonseca (24º) segue como o único top 100 e o cearense Thiago Monteiro (197º) completa o top 200.
Veja como está o top 10 dos brasileiros na ATP:
João Fonseca – 24º
Thiago Monteiro – 197º
João Lucas Reis – 203º
Thiago Wild – 218º
Felipe Meligeni – 227º
Gustavo Heide – 243º
Pedro Boscardin – 274º
Matheus Pucinelli – 304º (-1)
Daniel Silva – 341º
Pedro Sakamoto – 383º (+4)












O que é de questinar, é a falta de dedicação da CBT com o tênis Brasileiro. Principalmente sabendo que tem 150 jogadores Brasileiros Juvenis ranqueados no Ranking Juvenil, mas sem Torneios ITF no Brasil, raramente alguém entrará no ranking ATP.
Só 2 Torneios ITF Masculino agendado no primeiro semestre no Brasil, os 2 em Maringá, em Maio.
Torneios Juvenis só 2 agendados em Março.
O pessoal sai de Férias de final de ano, e deixa de manter alguém em atividade para fazer contatos com Clubes, Patrocinadores e agendamento de Torneios. O que deve fazer é dar autonomia a Diretorias.
O Brasil com 220.000.000 de Habitantes, com Cidades, Clubes e Patrocinadores.
Comparando com Tunísia, um País de 10.000.000 de Habitantes, tem menos Habitantes que a Cidade de São Paulo, que realiza quase toda semana Torneios ITF.
Então o que acontece, é um descaso, falta de empenho.
Força Brasileiros.
Alguem pode me dizer qual o custo total de um torneio de 15 mil dólares. ?
Depende muito da estrutura que se der ao torneio, assim como se as quadras serão cedidas ou alugadas, se vai haver iluminação (existe um mínimo de qualidade exigido), se o hotel vai ser perto ou longe do clube… mas considere pelo menos o dobro da premiação. Os de primeira linha podem custar entre 3 e 5 vezes o valor da premiação, porque aí entra hospedagem obrigatória e algumas regalias aos tenistas.
Pelo seu pensamento, Tunísia e Turquia teriam que ter tenistas entre os tops, porém essa não é uma realidade
Não.
Lá não tem tradição. É País pequeno, com poucos jogadores de base, e de destaque.
Todos os Jogadores de Países com tradição ( EUA, Alemanha, Itália, França, Espanha e outros) vão buscar pontos lá.
Como é longe para os Brasileiros, poucos vão lá.
Mas olha aqui, você não leu o que foi dito, ou não prestou atenção, entendo, vou repetir:
São 150 Jogadores Brasileiros Juvenis ranqueados no Ranking ITF, esperando oportunidades, fora os que já tem pontuação e precisam crescer no Ranking.
O Brasil tem tradição, principalmente com o efeito Guga. Também tem condições Financeiras/Estruturas/Pessoal para tal, condições de colocar no mínimo 5 jogadores entre os 100 melhores. Mas sem Torneios no Brasil não dá.
Lembrando que a 14 anos atrás, quando teve muitos Torneios no Brasil
Tinha 3 entre os 100 melhores
31° Bellucci
76° R. Mello
96° M. Daniel
E mais 4 entre os 200.
111° J. Souza
150° T. Alves
158° R. Dutra
188° J. Silva
Hoje tem uma base com mais quantidade de jogadores, os Pais deles estão bancando eles nos Torneios Juvenis no Exterior.
Ano que vem o Wild recupera. É surreal ele ficar mais algum tempo atrás do Monteiro e Reis.
Tem muito mais tenis ali que desses dois. Pelo menos até um top 50 é viável… mas precisa recolher os cacos e trabalhar firme pra correr atrás do tempo perdido com esse péssimo ano.