Turim (Itália) – Alvo de constantes reclamações, o calendário da ATP foi defendido pelo presidente da entidade Andrea Gaudenzi, que nesta sexta-feira abordou vários assuntos em entrevista coletiva realizada em Turim, durante o ATP Finals. Ele defendeu os Masters 1000 de duas semanas e falou sobre os planos para o futuro.
“Nosso objetivo é ter cerca de 10 semanas de torneios de nível 250, cerca de 8 semanas de torneios de nível 500 (cada semana terá vários torneios) e os 10 eventos Masters 1000, que, juntamente com os quatro Grand Slams, totalizam 32. Nos últimos anos, reduzimos o número de torneios ATP 250. De 38, creio eu, caiu para 29. O objetivo, pensando em 2028 com o Masters 1000 na Arábia Saudita, é reduzi-los ainda mais”, disse Gaudenzi.
O presidente da ATP sabe que os torneios 250 são importantes, assim como os 500 e os challengers, mas não esconde que o foco é no topo. “Nossa estratégia tem sido clara: focar em nosso produto premium, os Masters. Precisamos proporcionar aos fãs a melhor experiência possível. Os fãs adoram ver os melhores jogadores competindo entre si, e isso é algo que se vê nos Grand Slams, nos Masters 1000 e no Finals”.
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As reclamações sobre a longa duração dos Masters 1000, quase todos disputados em duas semanas, foram rebatidas por Gaudenzi. “Eu era um jogador que ficava entre o 50º e o 55º lugar no ranking e só conseguia entrar em uma ou duas chaves principais de Masters 1000. Enquanto isso, eu conseguia entrar em todos os Grand Slams e me perguntava: por que eu consigo jogar nos Slams, mas não nos Masters 1000? É por isso que acho importante que os Masters 1000 tenham uma chave com 96 jogadores”, defendeu.
“Indian Wells e Miami fazem isso há 35 anos. Eu não inventei nada. Cheguei, analisei os números e percebi que funcionavam muito melhor do que os outros. Talvez o problema resida no fato de os jogadores terem que passar mais tempo em um torneio, mas precisamos de mais alguns anos para estabelecer o plano e compensar melhor os jogadores que chegam mais longe nos torneios, porque é graças a eles que o valor é gerado”, complementou.
Sugestão de mudança na Copa Davis
Com um calendário extenso e apertado, a disputa da Copa Davis sempre é uma questão a mais para os tenistas. Neste ano, por exemplo, o italiano Jannik Sinner abdicou de defender seu time depois de dois títulos nas temporadas passadas. Para resolver isso, Gaudenzi tem uma sugestão: “No mundo ideal, acho que a Copa Davis poderia ser disputada em casa e fora ao longo de dois anos”.
O presidente da ATP defende o torneio sendo disputado durante dois anos e não em apenas um, como é atualmente, e também ressalta a importância dos confrontos dentro e fora de casa. “Acho que o melhor produto são os jogos em casa e fora. A final que joguei em Milão é provavelmente a melhor lembrança da minha carreira”, observou.
“Independentemente dos jogadores que você tiver, você terá um estádio lotado torcendo pelo seu país. Essa atmosfera, para mim, é a essência do nosso produto. O problema na época era jogar todos os anos e em superfícies diferentes. Um ano jogamos a Copa Davis contra a República Tcheca em Nápoles. Ganhamos. Na terça-feira, tive que jogar em quadra dura em Dubai. É um desafio”, salientou Gaudenzi.











Masters 1000 de duas semanas são muito chatos! Monte Carlo e Paris foram muito mais legais de acompanhar do que os outros.
Ele tem que rever seus conceitos.
Do jeito que está indo, está centralizando os Torneios e o número de Jogadores que podem alcançar uma renda financeira vantajosa.
Ele não deveria reduzir os ATP 250, pelo contrário deveria ter 4 ATP 250 em uma mesma semana, com isso poderia dar oportunidades para a África, América do Sul e Central de terem Torneios grandes, e alguns jogadores desses locais terem oportunidades.
O que se vê, é que esses dirigentes estão dominados pelo dinheiro, e priorizam quem dá mais. Até em parte é normal, mas não podem deixar os outros de terem oportunidades.
Do Jeito que vai, os 100 melhores do Ranking tem um ganho satisfatório
Dos 100 aos 200, um ganho regular.
Dos 200 aos 300 um ganho de substância.
E dos 300 acima, de ganho de migalhas ( por isso muitos jogadores juvenis iniciam bem, mas não tem espaço no Tênis profissional e acabam se afastando do Tênis. Outra coisa que se vê muitos jogadores até de certo destaque, deixam o tênis com 30 anos, são engolidos pelo sistema ( pressão da imprensa e mídia), exceção a Djokovik que não se influência.
O circuito da ATP vai acabar virando um esporte de divisão…
Assim como em outros esportes tem a a primeira, segunda, terceira é assim por diante.
Daqui pouco o tênis terá a primeira divisão com 50 tenistas (que jogarão os Slam e master mil), a segunda divisão com outros 50 (ATP 500 e 250), a terceira divisão com o restante do circuito (challenger).
Com rebaixamento.