Raducanu revela que não anda sozinha na rua desde incidente com perseguidor

Foto: Jimmie48/WTA

Cincinnati (EUA) – As derrotas sofridas em quadra não são nada para a britânica Emma Raducanu quando comparadas aos problemas que enfrentou fora delas, com dois encontros bem documentados com perseguidores. Um foi preso e recebeu uma ordem de restrição de cinco anos e outro a seguiu por quatro países diferentes no início deste ano.

Não à toa, Raducanu tem preocupações genuínas quanto à sua segurança. “Depois de Dubai, foi a pior coisa que já vivenciei com alguém em evidência. Foi muito difícil para mim sair e desde então sempre tento ter alguém ao meu lado. Não saio muito sozinha, sempre tenho alguém me protegendo”, confessou em entrevista ao The Guardian.

Campeã do US Open de 2021, a jovem britânica afirma que somente neste ano que entendeu como se concentrar em sua melhora e no trabalho diário, ainda que gradual, em vez de comparar cada resultado com sua conquista em Nova York, que curiosamente é seu único título em nível WTA até o momento.

“A comparação é algo que nunca te abandona completamente. Já faz quatro anos e não acho que tenha desaparecido completamente. Talvez em alguns anos, talvez quando eu for mais velha, mais madura, mas é difícil deixar isso de lado completamente”, comentou a tenista de 22 anos.

“Está sempre no fundo da sua mente, mas é mais apenas estar ciente desses pensamentos e não deixar que estraguem o seu dia ou arruínem o trabalho que você fazendo, e trazê-los de volta ao que estou fazendo agora e ao processo”, acrescentou Raducanu, que depois de muitos altos e baixos nos últimos anos, com mais momentos de baixa, parece estar se reencontrando no circuito.

Questionada sobre as críticas pela falta de trabalho duro, ela tratou de rebater. “Não foi bom ouvir isso, porque sempre me orgulhei de ser uma trabalhadora esforçada e durona. E acredito que sou. Eu estava treinando demais e apenas disfarçando, sem dizer que estava com dor, mesmo quando estava”, explicou.

“Então foi muito difícil ouvir. Mas, à medida que fui crescendo com a experiência, meio que passei a ter mais consciência do meu corpo e a confiar um pouco mais em mim mesma”, observou a atual número 39 do mundo.

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André Aguiar
André Aguiar
6 meses atrás

Lembro de ter lido uma matéria sobre esses perseguidores da Raducanu. Os malucos trocam mensagens diariamente sobre cada passo que ela dá, informando, por exemplo, dias e horários de seus voos, hotel em que está hospedada, restaurante em que provavelmente irá almoçar ou jantar, etc.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
6 meses atrás
Responder para  André Aguiar

Muito bizarro e assustador

José Afonso
José Afonso
6 meses atrás

Tem uns sujeitos que realmente não tem mais o que fazer da vida mesmo.

Paulo H
Paulo H
6 meses atrás

Curioso que algumas promessas da atualidade tem dificuldade para se firmar entre as maiores. No passado, tenistas muito jovens como Martina Hingis, Monica Seles, Jeniffer Capriatti, conseguiram muitas conquistas, incluindo grand slams. Atualmente, Leylah Fernandez e a filipina Alex Eala não tem conseguido chegar nas fases finais dos torneios. A exceção era a russa Mirra Andreeva, também em baixa no momento.

Vinicius
Vinicius
6 meses atrás
Responder para  Paulo H

Pq o mundo era muito diferente de hj, o tênis era mais de nicho do que é hj e a pressão sem Internet era muito menor pra performance, hj a pessoa se destaca um pouco vem milhares te julgar ficar te assediando moralmente ou pior, enchem o saco e tudo mais uma Raducanu da vida nos anos 90 ia tá jogando o jogo dela e ninguém iria dar bola pra ela, ele ia estar bem tranquila.

Última edição 6 meses atrás by Vinicius

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