Wawrinka se emociona na despedida: “Cada jogo foi muito especial”

Stan Wawrinka (Foto: FFT)

Melbourne (Austrália) – A trajetória de Stan Wawrinka no Australian Open chegou ao fim neste sábado, com justas homenagens após a partida contra o norte-americano Taylor Fritz na terceira rodada. Campeão em Melbourne em 2014 e disputando sua última temporada no circuito profissional aos 40 anos, o suíço venceu seus dois primeiros jogos no torneio antes de ser superado pelo atual número 9 do mundo.

Wawrinka destacou que sua mentalidade segue sendo a de um competidor, mesmo na reta final da carreira. “Meu pensamento sempre foi o que venho dizendo: Não estou jogando este ano apenas para me despedir dos torneios. É minha última temporada, mas minha mentalidade continua sendo a de competir e de sempre me desafiar”, afirmou Wawrinka na coletiva de imprensa após a derrota por 7/6 (7-5), 2/6, 6/4 e 6/4 para Fritz.

O suíço também ressaltou o esforço para encontrar o equilíbrio entre buscar vitórias e aproveitar o carinho do público. “Estou tentando achar um balanço entre ser competitivo, tentar ganhar, e ao mesmo tempo curtir esses momentos com os fãs e com a atmosfera. Aqui foi mais do que eu poderia esperar em termos de apoio. Cada partida foi muito especial e sou grato por isso”.

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Wawrinka disse não ter se surpreendido com o nível apresentado na Austrália, em que venceu o sérvio Laslo Djere e o francês Arthur Gea. “Não fiquei surpreso, porque sei o quanto treinei e o quanto me esforcei para alcançar esse nível. A United Cup foi o início perfeito, porque me deu muito tempo em quadra contra jogadores de alto nível. Mesmo vencendo apenas uma partida lá, joguei cinco jogos e acumulei muito tempo em quadra. Era exatamente isso que me faltou no ano passado”.

Para o veterano, as últimas semanas foram extremamente positivas, mas ele reforçou que o desempenho não muda seus objetivos para o restante da temporada. “Essas duas ou três semanas, entre a United Cup e aqui, foram ótimas para mim. O nível foi alto. Vejo que ainda sou competitivo, que me sinto bem em quadra, que posso ganhar boas partidas e enfrentar os melhores. É exatamente isso que eu estou buscando”.

“Isso não muda minha meta para o ano. Meu objetivo continua sendo ultrapassar meus limites. Não é porque joguei bem nessas semanas que vou ganhar muitas partidas nos próximos meses, mas pelo menos eu sei qual é o meu nível e o que ainda sou capaz de fazer. E estou feliz com isso”.

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André Aguiar
André Aguiar
24 dias atrás

Gênio da raça.
Dono de um jogo vistoso e potente.
Brilhou num dos períodos mais espetaculares do tênis masculino.

Devanor
Devanor
23 dias atrás
Responder para  André Aguiar

Sem dúvidas , grande jogador

Lara
Lara
24 dias atrás

Parabéns Stan! Você tem o backhand mais lindo do circuito! Boa sorte nos próximos torneios!

Adriano
Adriano
24 dias atrás

Ganhar três Slams jogando junto com o Big3 foi absolutamente fantástico… Inacreditável!!
Numa época onde três tenistas de outro planeta elevaram o nível á estratosfera e monopolizaram os títulos, Wawrinka escalou a montanha e ousou desafia-los e vence-los… Um feito absurdo!!!
Parece pouco mas vencer Três Slams é algo surreal que coloca o Suíço no mesmo patamar de Guga, Ashe e Murray, superando jogadores fantásticos como Kafelnikov, Safin, Rafter e Hewitt…
Atuando no início sob a sombra da lenda Federer, Wawrinka demorou a chegar no auge, mas quando chegou se tornou um pesadelo para os adversários porque era um pacote completo: Forehand potente, voleio eficiente, boa movimentação e sobretudo aquele revés absurdo, devastador que na minha opinião é e talvez será por muitos anos o melhor backhand do mundo!!

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