Melbourne (Austrália) – Nesta terça-feira a organização do Australian Open divulgou a lista de inscritos para as chaves juvenis do torneio e três serão os representantes brasileiros. No masculino, Guto Miguel e Leonardo Storck estarão na disputa, já no feminino Victória Barros será a única na chave.
Embora tenha ranking para disputar o primeiro Grand Slam da temporada, Nauhany Silva não viajará para Melbourne. De acordo com a assessoria de imprensa, a paulista de 16 anos e atual 43ª no ranking juvenil da ITF não irá para a competição por decisão técnica. Naná deverá divulgar o calendário para a temporada de 2026 logo no começo do ano.
O torneio juvenil do Australian Open tem se mostrado forte indicador de sucesso profissional futuro, com campeões do gabarito de Andy Roddick (2000), Jelena Jankovic (2001), Marcos Baghdatis (2003), Gael Monfils (2004), Victoria Azarenka (2005), Anastasia Pavlyuchenkova (2006-07), Karolina Pliskova (2010), Nick Kyrgios (2013) e Alexander Zverev (2014).
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Mais recentemente, jogadores como Sebastian Korda, Lorenzo Musetti, Clara Tauson, Leylah Fernandez, Jakub Mensik, Mirra Andreeva e Learner Tien conquistaram o título ou chegaram à final, antes de causarem grande impacto no nível profissional.
Desde o começo da Era Aberta, Evonne Goolagong, Chris O’Neil, Stefan Edberg e Azarenka continuam sendo os únicos jogadores a terem conquistado os títulos júnior e sênior do Australian Open.











Aprecio a coragem daqueles que tomam decisões diferentes, que fazem pensar estrategicamente. É aguardar o impacto, positivo ou negativo dessa última da equipe da Naná. Boa sorte!
Decisão equivocada. Ela precisa cumprir etapas. Corre sério risco de ser queimada.
A Pietra rivoli está no quali , quinta da lista , a depender talvez até entre direto !
Um equívoco. Ela precisa cumprir etapas. Corre um sério risco de atropelar a carreira.
Rumores que Naná vai jogar um W35 na Argentina. Nada contra Naná se dedicar ao circuito profissional, muito pelo contrário, mas não é como se um W35 no saibro fosse uma oportunidade única. Tem literalmente toda semana esse tipo de torneio e nem é novidade pra Naná jogar W35 cheio de sul-americanas. Ela já fez isso várias vezes.
Então é no mínimo questionável se é a melhor escolha pular um Grand Slam na quadra dura compartilhando o mesmo ambiente e fazendo o mesmo circuito que as maiores estrelas do tenis mundial fazem, enfrentando algumas top juvenis que daqui a um ou dois anos estarão no top50 do circuito profissional pra jogar mais um Future no saibro com a chave cheia de sul-americana top500-top800.
Dá pra fazer as duas coisas (jogar Grand Slam Jr e torneios profissionais). A Efremova por exemplo está jogando um W35 na quadra dura como preparação para o Australian Open JR.
Acho que seria interessante a Naná ter a rotina mais próxima possível de uma tenista de elite. E toda tenista de elite faz circuito na quadra dura e vai pra Austrália no começo do ano. Quem fica presa a W35 no saibro nessa época do ano são tenistas que não tem ranking pra estar na elite e a maioria delas vai ficar presa nesse tipo de torneio a carreira inteira.
Então não é como se a equipe dela estivesse fazendo um grande mousse pulando Grand Slam Jr e todo circuito da quadra dura pra jogar um torneio de baixo nível técnico no saibro na Argentina.
Espero que seja algo pontual e que a Naná não fique limitada a torneios de saibro na América do Sul porque é mais perto, mais prático e mais barato.
Ela nem gosta de jogar no saibro, aprendeu a jogar em quadra dura. O técnico dela é bem apegado ao saibro, já disse que está buscando aprimorar o jogo dela no piso e a paciência da Naná no piso, mas como você disse, na elite o saibro corresponde a apenas 3 meses do ano. Decisão muito equivocada e presa aos velhos costumes do tennis brasileiro, tentando ensinar uma garota agressiva por natureza a devolver bolas no meio eternamente esperando uma brecha para atacar. Nisso o técnico do João foi muito sagaz, nunca podou o garoto e ainda o estimulou a buscar jogo em indoor, grama e mais quadra dura que saibro.
Péssima decisão. Sofreu muito no USOpen e acho que seja o motivo da decisao, mas o hard domina o circuito e o time tem que sair da zona de conforto, sob o risco de acabar com o futuro da atleta.
Esse ano depois da Austrália, ela só foi jogar dois torneios na quadra dura só em agosto antes do US Open. Ficou o ano inteiro no saibro praticamente. E ela foi muito mal nos torneios juvenis em quadra dura. E não acho que seja uma boa ideia fugir do que ela tem dificuldade, pelo contrário. Se é difícil, enfrenta até superar e se tornar fácil. Quanto mais difícil, melhor pra ela se desenvolver. Torneios W15 e W35 aqui na região ela deita e rola porque o nível técnico é baixíssimo. Como disse, nada contra Naná jogar torneios profissionais, mas é temerário ela pular Grand Slam na quadra dura pra jogar um W35 no saibro na Argentina porque é mais fácil, mais prático e mais barato. Parece uma decisão preguiçosa.
Que nebulosa essa decisão da Naná não jogar o AO, aguardar as próximas cenas…
Eu gostaria (e muito!!) de vê-la jogando lá, ainda que no juvenil. E penso que até teria boas chances de uma boa campanha…
Go, Brazucas, go, go, go!!!
Se for pra focar no profissional eu tô de acordo.
Ao que parece, é isso mesmo. Mas é uma “pulada grande” de etapas! Veja o que o staff da Victória está fazendo com ela! Praticamente o mesmo que foi feito com João Fonseca, que saiu do círculo juvenil, só quando se tornou o número 01 do mundo. Isso é o que tá buscando a Victória e o Guto. Concordo com o comentário acima, que isso pode correr um grande risco de “queimar” a atleta, ainda muito jovem e muito “verde”, pra já ser classificada como um fenômeno como a Andreeva, por exemplo.
Concordo. O risco de nauhany jogar contra Victoria Barros no futuro e perder é grande por uma simples razão: base e estrutura de cabeça. Algo que o tênis exige cada vez mais.
Mas a quantidade de torneios que ela pode disputar no profissional são limitados. 12? 10? Alguém tem o número correto?
A ITF criou regras e limites para impedir a transição precoce de tenistas adolescentes para o profissional. Se a Naná focasse no full profissional na próxima temporada ela poderia jogar apenas 12 torneios até março de 2026 quando ela faz 17 anos. Seria um retrocesso pra ela que jogou 22 torneios em 2025 ( 7 torneios no profissional e 15 torneios no juvenil). Então é inviável. Certamente ela vai continuar mesclando juvenil com profissional, mas a equipe dela optou por pular a gira na quadra dura. Uma pena porque ela jogou saibro 70% do ano de 2025. Quase não jogou na quadra dura.
Se são 12 jogos até marco de 2026, o que acontece após março de 2026?
* ela poderia jogar apenas 12 torneios até março de 2027 quando ela faz 17 anos.
Eu achei boa a decisão. Só acho que o pessoal responsável pelo treinamento dela ajude ela a jogar na quadra dura, onde ela se sente mais à vontade e onde a confiança dela só tende a aumentar.
Concordo com a decisão da equipe da Naná
Nauhany é uma jogadora de nível imprecionante! Enfrenta outras já gabaritadas no circuito e demonstra em certos momentos superioridade.
Mas o mais certo é ela chegar aos 18 anos pronta para o circuito mundial.
Remar por remar a Bia já faz isso muito bem. Mas falta o algo mais que certamente a Nana tem.
Boa decisão da equipe da Nana..
Temos vários exemplos de atletas de sucesso que pularam o circuito Juvenil..
Nadal, Sinner, Andreeva, etc.
Só que nenhum desses aí é do Brasil, né? Talento só, não basta! Mas vamos ver o que acontece, pois o próprio João Fonseca não pulou etapas, e antes dos 20 anos já é top 30.