“Tudo se baseia em encontrar o equilíbrio”, afirma Eala

Alexandra Eala (Foto: Miami Open)

Miami (EUA) – A filipina Alexandra Eala demonstrou maturidade ao comentar sua ascensão no circuito feminino e de como consegue lidar com a pressão de ser tratada como uma estrela em seu país. Em entrevista ao podcast Served with Andy Roddick, a jovem relembrou a temporada de 2025 e espera manter a mente focada para evoluir ainda mais.

Na temporada passada, Eala surpreendeu o mundo do tênis ao alcançar as semifinais do WTA 1000 de Miami, parando somente diante da norte-americana Jessica Pegula. Embora não tenha conseguido obter o mesmo sucesso neste ano, com eliminação precoce nas oitavas de final, ela destacou como sua vida mudou após entrar no top 30.

“Aquela semana em Miami foi provavelmente a mais louca da minha vida. Entrei na chave com convite, sem muita experiência, então acabou se tornando uma grande surpresa para mim. Quanto mais eu avançava no torneio, mais difícil ficava. Precisava lidar com a pressão e as expectativas”, afirmou a atleta de 20 anos.

A filipina celebrou o apoio recebido dos fãs e demonstrou orgulho por ter representado sua nação com grandes resultados. “Quando vi os vídeos das pessoas esperando para me ver jogar fiquei sem palavras. Acho que eu estava um pouco em negação, porque é difícil se ver com esse nível de influência”, ponderou.

Satisfeita com o seu desenvolvimento, ela tenta manter os pés no chão, pois sabe que é apenas o começo da trajetória. “Muita gente me vê como um modelo, então tento manter a melhor atitude possível. Não sei quanto tempo isso vai durar, então procuro aproveitar ao máximo. No fim, tudo se baseia em encontrar o equilíbrio”.

Depois de chegar à penúltima rodada na Flórida em 2025, Eala demorou a embalar e sofreu com algumas derrotas inesperadas. Mesmo assim, foi finalista na grama de Eastbourne, novamente saindo do qualificatório, e ganhou o WTA 125 de Guadalajara.

+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp

Com mais holofotes sobre si, a canhota buscou se blindar com o intuito de preservar a saúde mental. “Sou a mesma pessoa de antes. O que mudou foi o sucesso. Preciso saber quando ser confiante e quando ser humilde e grata”, ponderou.

“Sou a única filipina nesse nível do tênis, então tento representar bem o meu país. Vejo pessoas comprando ingressos, tirando tempo para me ver, o que é algo incrível. Quantos jogadores podem viver algo assim? Estou realizando meu sonho, atuando com estádios lotados. E sei que é uma troca, com os torcedores elevando a minha experiência e tento dar o meu melhor”.

Com a queda em Miami, Eala perdeu posições no ranking e atualmente é a número 45 do mundo. Ela agora volta sua atenção para a temporada de saibro e está garantida na chave do WTA 500 de Linz, disputado entre os dias 6 e 12 de abril.

“Estou super entusiasmada para a temporada de terra batida, é uma superfície onde definitivamente tenho muito espaço para melhorar. Adoraria ver como isso se desenrola este ano e vou tentar me preparar da melhor forma antes de Linz”, encerrou. A competição passa a ser disputada na terra batida para se adequar melhor aos eventos da temporada europeia.

Subscribe
Notificar
guest
0 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.