Turim (Itália) – Ausente da equipe italiana que disputa a semana decisiva da Copa Davis, Jannik Sinner foi uma peça fundamental no recente bicampeonato de seu país na competição e que encerrou um jejum de conquistas que vinha desde 1976.
Mas apesar dos dois títulos em 2023 e 2024, Sinner lamenta não ter disputado a Davis em seu formato tradicional, com confrontos dentro e fora de casa desde primeira fase até a final. Ao citar um exemplo de um ambiente que gostaria de vivenciar na competição, o número 2 do mundo citou as torcidas sul-americanas, do Brasil e da Argentina.
“Infelizmente, eu nunca joguei a Copa Davis de verdade, fora de casa, jogando na Argentina ou no Brasil, onde você tem o estádio inteiro torcendo, não contra você, mas a favor do outro time. Acho que isso sim é a Copa Davis, sabe?”, disse Sinner, em coletiva de imprensa durante o ATP Finals, na última semana em Turim.
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“Nós, italianos, temos sorte porque podemos jogar aqui. Ou mesmo em Málaga [na Espanha, sede do título do ano passado], que também não fica longe. Temos um público enorme e muito apoio. Eles adoram tênis. As pessoas sempre vão se mobilizar”, avaliou o jogador de 24 anos. “Ao mesmo tempo, como eu disse, pode acontecer de a Austrália jogar contra os EUA no ano que vem, talvez em Bolonha. É claro que vai ter público. Não estou dizendo isso. Mas Não há aquela atmosfera da Copa Davis”, ponderou o vice-líder do ranking.
Sinner propõe uma readequação do calendário para que as edições da Davis durem duas temporadas, possibilitando os confrontos dentro e fora de casa e a participação dos melhores jogadores de cada país. “Com esse calendário, é difícil ter os melhores jogadores de cada país em todos anos na Copa Davis. O que eu consigo imaginar no futuro, é ter uma única competição durasse dois anos. Assim você poderia marcar as semifinais no começo do ano e vender ingressos para a final depois, para que pudéssemos organizar grandes partidas e em locais excelentes. Isso a tornaria ainda maior”.
Mesmo desfalcada, Itália está na semifinal
Mesmo sem contar com seus dois tenistas do top 10, Jannik Sinner e Lorenzo Musetti, a Itália está na semifinal da Davis. Jogando em casa na semana decisiva, em Bolonha, os italianos venceram a Áustria por 2 a 0, com vitórias de Matteo Berrettini e Flavio Cobolli e vão enfrentar a Bélgica na próxima sexta-feira.
O experiente Matteo Berrettini venceu Jurij Rodionov, 177º do ranking, por 6/3 e 7/6 (7-4). Já na sequência foi a vez de Flavio Cobolli garantir a classificação italiana no confronto. O jovem de 22 anos e 23º do ranking venceu Filip Misolic, 79º colocado, por 7/6 (7-5) e 6/4.












