Shelton critica calendário: “O protesto vai além do dinheiro”

Ben Shelton (Foto: Terra Wortmann Open)

Londres (Inglaterra) – A polêmica envolvendo um novo protesto dos jogadores, desta vez em Wimbledon, segue repercutindo entre os principais nomes do circuito. O norte-americano Ben Shelton afirmou que os atletas precisam se posicionar e que as medidas não estão relacionadas somente aos valores arrecadados pelos principais torneios do calendário.

O atual número 5 do ranking mundial cobra mudanças no calendário do circuito. Ele confirmou apoio ao protesto organizado pelos jogadores durante o Grand Slam britânico, que será realizado a partir do dia 29.

Assim como aconteceu em Roland Garros, os atletas pretendem encurtar as entrevistas coletivas obrigatórias, como forma de pressionar por maior participação nas decisões e por uma divisão mais equilibrada das receitas dos torneios.

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Em entrevista à revista Tennis Head, Shelton exigiu que os dirigentes respeitem mais o posicionamento dos tenistas. “Essa iniciativa envolve a questão das receitas, mas também o bem-estar dos jogadores. Muita gente vê isso apenas como uma questão de dinheiro. Não se trata somente disso”, afirmou.

“O mais importante é que os jogadores tenham voz nas decisões que realmente afetam nossas vidas. Precisamos ter ao menos um representante nos Grand Slam que participe dessas decisões”, prosseguiu o canhoto de 23 anos.

O norte-americano endossou as medidas propostas junto aos colegas. “Apoio totalmente os jogadores. Precisamos ter voz nas decisões sobre a duração dos torneios, se será acrescentado mais um dia e quais são as consequências disso”, disparou.

Shelton assegurou que a ampliação dos Masters 1000 tem causado danos significativos à saúde dos atletas. “Esses torneios de 12 dias são desgastantes. Não é segredo que o circuito se tornou insustentável para muitos jogadores, inclusive para alguns dos principais nomes do esporte”, avaliou. Ele citou como exemplo o britânico Jack Draper e o francês Arthur Fils, que enfrentaram problemas físicos recentemente.

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Gabriel
Gabriel
19 dias atrás

Masters de duas semana só IW e Miami, o resto fica maçante, fora de propósito, jogos desinteressantes, atletas exaustos mentalmente. Única vantagem é o maior lucro dos torneios e da ATP, pq nem o público e nem os tenistas gostam disso…

Luiz Correia
Luiz Correia
19 dias atrás

Masters 1000 de duas semanas tem que acabar!

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
20 dias atrás

TB sou contra a criança do Master Saudita!

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
20 dias atrás

TB sempre fui contra Master 1000 com mais de uma semana!

Andre Borges
Andre Borges
20 dias atrás

Imagino mesmo que nao seja sobre dinheiro…..

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