Melbourne (Austrália) – Campeã de Wimbledon em 2022, a cazaque Elena Rybakina teve que esperar quase quatro anos para voltar a triunfar em um Grand Slam, levantando a taça do Australian Open neste sábado ao derrotar a bielorrussa Aryna Sabalenka em uma movimentada final definida em três sets.
Na entrevista coletiva após o título, Rybakina garantiu que nunca duvidou que poderia voltar a vencer um título deste porte. “Sempre acreditei que poderia voltar ao meu nível. Todos nós temos nossos altos e baixos. Todos pensavam que eu talvez nunca mais chegasse a uma final, ou mesmo ganhasse um troféu, mas tudo se resume a trabalho duro”, afirmou.
“Acho que temos trabalhado muito duro com a equipe e eles têm me apoiado incrivelmente. Quando eu não estava me sentindo tão positiva, eles me ajudaram. Quando você conquista vitórias, grandes vitórias contra jogadores de alto nível, você começa a acreditar mais, a ganhar mais confiança”, acrescentou a cazaque.
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Comparando seu triunfo em Wimbledon com o da Austrália, ela contou que é uma sensação diferente. “Em Wimbledon foi a primeira vez que cheguei tão longe no torneio. Lembro-me de não ter dormido bem, nem nas semifinais nem nas quartas de final. E nem me fale da final — as emoções e os pensamentos estavam a mil por hora”, lembrou Rybakina.
“Foi muito estressante. Com a experiência, com os anos no circuito, aprendi muito. Aqui, consegui dormir bem e isso é bom. Como meu treinador sempre me diz: você perde, mas tem outra chance de jogar na semana que vem. E ainda temos muitos Grand Slams pela frente, então eu provavelmente estava bem concentrada e não muito estressada”, acrescentou.
Importância da equipe e rivalidade com Sabalenka e Iga
A cazaque não deixou de salientar a importância de Stefano Vukov e toda sua equipe na conquista em Melbourne. “Nos preparamos bem. Tivemos alguns altos e baixos durante a pré-temporada, inclusive no início do ano, em nosso primeiro torneio, então sim, estou muito feliz”, observou a atual número 5 do mundo.
“Espero conseguir manter esse nível ao longo da temporada e continuar a melhorar. Não pensei em nada em particular, porque já conquistamos tantos títulos juntas, incluindo o do ano passado em Ningbo, no WTA FInals, e agora, com este troféu. Sinto-me mais uma vez orgulhosa e grata à minha equipe pelo trabalho”, complementou.
Com a conquista, Rybakina sairá do quinto para o terceiro lugar no ranking e pode tentar desafiar Sabalenka e a polonesa Iga Swiatek, que dominaram o topo nos últimos anos. “São adversárias difíceis, têm excelentes resultados, estão no topo há muito tempo e mantêm a consistência”, comentou a cazaque.
“Estou feliz por estar de volta a este nível e espero conseguir manter a consistência ao longo da temporada, continuar a jogar um ótimo tênis e alcançar bons resultados. Tive muitos jogos difíceis aqui. Fico contente por ter aproveitado as oportunidades que tive durante a partida e por ter vencido no final”, falou Rybakina.
Análise sobre a decisão
Rybakina também compartilhou suas percepções sobre a final desta sábado. “É uma conquista incrível. Estou muito feliz e orgulhosa. Foi uma batalha muito difícil, não esperava conseguir a virada”, comentou a cazaque sobre o terceiro set, em que venceu cinco games seguidos depois de estar perdendo por 0/3 para Sabalenka.
“Tive algumas chances, mas a Aryna é uma adversária muito forte, então estou muito feliz por ter conquistado o troféu desta vez. Da última vez, cheguei perto, mas ela jogou muito bem naquela partida. Lembro que ela entrou no jogo, arriscou nos golpes, estava sacando muito bem e acho que até arriscou um pouco”, disse Rybakina, lembrando a final que perdeu para Sabalenka em 2023.
“Eu sabia que hoje, se tivesse a chance de liderar, teria que arriscar alguns golpes e simplesmente ir para cima, sem esperar por erros ou entrar em longas trocas de bola”, finalizou a campeã do Australian Open.













A rivalidade entre elas é uma das maiores do tênis feminino de altíssimo nível. Em jogos grandes (GS e Finals), 5 dos 6 confrontos foram decididos no 3o set. Sabalenka venceu em WB/21, AO/23 e Finals/23; a cazaque, por sua vez, ganhou nos Finals de 24 e 25 e no AO/26.
Elena tem jogo pra ser a numero 1. A punição do treinador dela pela WTA prejudicou muito a sua carreira.
Foi a jogadora que mais cresceu ano passado, o que se confirmou com a merecida vitória do WTA Finals e agora com este título.
Iga Swiatek ainda é a maior ganhadora de Slams da atualidade. 6 Grand Slams. E é mais nova do que as duas finalistas. Digo isso sem nenhum desmerecimento às duas grande finalistas. Mas o ano está só começando. Vamos ver. Penso que será muito mais disputado ainda. Ano passado já foi extremamente disputado. Este ano promete mais ainda.
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