Mais do que a perda de sua primeira partida de estreia num Grand Slam, o que me desgostou mesmo foi ver João Fonseca sem pernas ainda na metade do terceiro set, quando já tinha dificuldades para sair das bolas, seus golpes e saque perdiam rapidamente potência e o deslocamento lateral se mostrava um tanto sacrificante. E isso logo depois de ter feito um bom segundo set, em que impôs seu ritmo pesado.
Sinal claro que o carioca estava longe das condições físicas ideais para encarar uma partida extensa e intensa, como se espera de um Slam. E olha que o norte-americano Elliot Spizzirri está longe de ser um tenista excepcional. Fez tudo direitinho na parte tática, martelando o backhand do brasileiro, além de sacar muito bem em alguns momentos e aproveitar qualquer bola mais curta de Fonseca para tentar a definição do ponto. Mexeu-se infinitamente melhor também.
Claro que foi muito bom ouvir de Fonseca que não houve sinal do problema nas costas, ou seja, jogou sem dores ou limitações. Segundo ele, o que faltou mesmo foi preparo físico, o que é compreensível. Precisou parar por vários dias desde Brisbane para resolver a crise aguda na lombar, voltou aos poucos aos treinos e obviamente não conseguiu entrar na forma necessária. A pergunta que se pode fazer de forma justa é: valeu a pena entrar em quadra?
O começo de temporada se mostra frustrante, não resta dúvida, com apenas uma partida disputada na longínqua Austrália. Fonseca ao menos terá tempo de voltar para casa, fortalecer para valer o corpo e se adaptar perfeitamente ao saibro nos longos 20 dias que o separam do retorno a Buenos Aires para defender seu título espetacular do ano passado e da pressão que novamente o aguarda no Rio Open.
Sinner chega a 15 vitórias seguidas
O primeiro jogo do bicampeão Jannik Sinner mal serviu para um bom treino, já que o canhoto francês Hugo Gaston, que não dá lá muito ritmo, ainda por cima desistiu após 15 games disputados. Talvez o italiano consiga trocar mais bolas contra o velho James Duckworth e aí se preparar para Spizzirri ou o quali Yibing Wu. E tende a fechar a primeira semana contra Karen Khachanov, que já começou com cinco sets diante de Alex Michelsen. Na entrevista, Sinner falou muito sobre seu saque e acha que pode melhorar muito mais.
Resta esperar que Ben Shelton siga em nível elevado para vermos mais competitividade. Ele fez um jogo duro e bem disputado contra o também canhoto Ugo Humbert e pode ter no caminho o sempre imprevisível Valentin Vacherot. O norte-americano foi até a semifinal do ano passado, quando parou no próprio Sinner.
Quem passou tremendo sufoco foi Jakub Mensik, a quem eu considero um nome muito forte, mas parece que o tcheco se desgastou na semana passada rumo ao título de Auckland. Esteve bem perto da derrota ainda no quarto set para Pablo Carreño e claramente tentava encurtar pontos, tendo ido 55 vezes à rede e arriscado muito, com 85 winners (27 aces) e 79 erros.
O susto da campeã e o choque de Osaka
A ucraniana Oleksandra Oliynykova causou sensação em Melbourne. Com ousadia, abriu 4/0 e depois 5-2 no tiebreak antes de enfim Madison Keys, a atual campeã, reagir. Mas também exibiu uma série de tatuagens, no rosto inclusive, e colocou uma camiseta provocante. Foi bem divertido, dentro e fora da quadra.
Já Naomi Osaka chocou o público com seu traje totalmente inusitado. Depois, precisou lutar game após game e escapar de quebra atrás no terceiro set contra a boa croata Antonia Ruzic. Após contar que teve permissão da Nike para criar o modelo, a bicampeã enfrenta a romena Sorana Cirstea, que gosta de bater na bola.
Nomes também importantes da forte parte inferior da chave, Elena Rybakina e Belinda Bencic avançaram. A cazaque sacou a 191 km/h, fez cinco aces e ainda assim teve de salvar um break-point diante da eslovena Kaja Juvan, mantendo a sina de jamais perder na estreia em sete presenças no torneio. Já a suíça começou arrasadora, mas depois oscilou contra Katie Boulter. Segue firme para o reencontro com Elise Mertens, um dos grandes jogos da recente United Cup.
E mais
– Taylor Fritz chegou a Melbourne num mar de desconfiança sobre seu joelho, mas ao menos na estreia ele foi bem e fez dois ótimos sets finais contra o francês Valentin Royer.
– Embalado pelo título em Adelaide, Tomas Machac passou com autoridade por Grigor Dimitrov e terá um jogo interessante contra Stefanos Tsitsipas. O grego virou na estreia horas depois de ser objeto de fofocas nas redes sociais.
– Como se esperava, Lorenzo Musetti suou contra Raphael Collignon e foi certamente um alívio ver o belga desistir no meio do quarto set. Faz agora duelo caseiro contra Lorenzo Sonego.
– E Gael Monfils deu adeus ao Australian Open, onde foi campeão juvenil em 2004 e fez duas quartas como profissional.
– Sensacional vitória de Sebastian Baez, que começou muito bem 2026, agora em cima do grandão Giovanni Perricard. Enfrentará o compatriota que joga como italiano Luciano Darderi, que passou muito mal do estômago e ainda conseguiu dominar Cristian Garin.
– Bem humorado, Novak Djokovic falou sobre o novo movimento de saque de Carlos Alcaraz. Este vídeo diz tudo.
– Mais três cabeças se despediram cedo da chave feminina: Liudmila Samsonova para Laura Siegemund, a esperança local Maya Joint frente a Tereza Valentova e Leylah Fernandez diante de Janice Tjen.
– Marcelo Demoliner, ao lado do bom duplista holandês Jean-Julian Rojer, atropelou o desafeto Alexander Bublik, que jogou com Alexander Savchenko. E faltou pouco para Ingrid Martins e Alexandra Eala passarem da estreia, tendo desperdiçado 4/0 no primeiro set e perdido no terceiro.
– A segunda rodada dá a largada na noite desta terça-feira, mas Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka são muito favoritos. Zverev-Muller e De Minaur-Medjedovic podem ser mais divertidos, assim como Gauff-Danilovic e Andreeva-Sakkari. Em duplas, estreiam Stefani, Pigossi e Matos/Luz.










Todos esses caras jogam igual… ou seja, dependência do físico só aumenta. É o tênis roleta russa.
Na minha opinião, há uma análise invertida nesse ponto.
Não é o tênis que provoca dependência do físico. É o físico que provoca mudanças no tênis.
Explico: quem tem mais de 50 anos e sempre viveu no interior, pode dizer que havia oferta de academias de musculação em qualquer lugar? Eu não via.
Com o avanço do conhecimento em todas as áreas que a humanidade vive, percebemos que trabalharmos nosso físico, de pessoas comuns à atletas de ponta, seria e será sempre uma grande vantagem, seja para benefício de apenas nossa saúde ou para as conquistas nos esportes.
E o tênis e tenistas perceberam que tendo o físico como terceiro pilar do jogo, aliado à mente e à técnica, tornaram-se mais exigentes consigo mesmo, ao ponto, de hoje praticamente nenhum tenista de ponto ter à sua disposição uma equipe multidisciplinar, com treinador, nutricionista, preparador físico e até psicólogo. Ninguém vence sem a combinação dos três pilares.
Então, porque temos hoje jogos extremamente rápidos, com jogadores sacando em velocidades impressionantes e cobrindo a quadra como se tivessem rodas nos pés?
Porque o nível físico subiu e o jogo o acompanha.
Tem um exemplo clássico no voley: no início dos anos 80, Renan da seleção brasileira criou o saque “viagem ao fundo do mar”. Não foi a altura da rede ou o peso e tamanho da bola que proporcionaram essa inovação. Foi a capacidade atlética (físico e técnica) dele que permitiram eficiência nesse golpe. Anos depois, todos os saques eram desse forma, pois perceberam que se continuassem “sacando por cima”, eram presas fáceis para o adversário preparar um ataque após a recepção.
Um textão deste e esquece o fundamental. A incrível melhoria do Equipamento, desde a raquete de madeira, até o incrível Equipamento atual . O Sr LF 2 sempre diz que apenas o físico trouxe velocidade. Evidentemente um grande equívoco. Desde quando Renan inventou este saque que revolucionou o Vôlei ???. Exageras no desconhecimento, meu caro . O ” Viagem” foi o Capitão William e o ” Jornada nas Estrelas” , o grande Bernard . Ambos levados para a Seleção Brasileira e ganharam o Mundo . Abs !
Correção : Segundo Renan , nem Japonês, nem Kiraly , ele foi o primeiro a tirar os dois pés do chão. E o nome “viagem ao fundo do mar ” é totalmente criado pelos Brazucas. William e Montanaro ajudaram a divulga-lo . Sorry ! Abs !
Humm, correu lá para perguntar ao Renan, para depois vir destilar mais conhecimento. Tindi.
Mudou o saque “viagem” em alguma coisa?
Dalcim tudo bem, essa entrevista dele que faltou o ritmo, foi para imprensa ouvir, se observar ele mudou o jeito de sacar e a direita se protegendo da lesão, que ele tem, torcemos que ele consiga se recuperar. Sacou na maioria do tempo 140 onde o saque normal acima de 200. Esse americano é um tenista mediano para baixo, se fosse ritmo seria para quase todos os tenistas que começaram agora o ano, acho que o Joao precisa contratar especialista visando o físico, depois pensar em jogar.
Concordo. Eu também não embarco nessa justificativa de falta de ritmo apenas.
Os sintomas de falta de ritmo são principalmente: dificuldade para achar o tempo de bola, má leitura do jogo e fadiga precoce. Houve isso também, mas mudar a técnica de um ou mais golpes não é falta de ritmo. É sintoma de lesão. É uma tentativa de evitar ou minimizar a carga, e consequentemente a dor, em algum local do corpo.
Mais impressionante foi o físico do Fonseca, completamente fora de forma. Talento por si só não ganha jogo, caso não se prepare adequadamente para suportar jogos fisicamente desgastantes, dificilmente conseguirá ritmo para grandes conquistas.
Essa comissao tecnica do JF é amadora. Enquanto isso, Learner Tien, sob comando de Michael Chang vem atropelando .
Complexo a situação do Fonseca, se joga demais sofre com a lesão das costas que parece que o acompanhará por toda vida, se joga pouco para preservar a lesão, fica sem ritmo.
Melhor seria não ter viajado para a Australia e ter feito como o Monteiro, já que ele vai jogar Rio Open que é uma outra superfície?
Ele próprio ja declarou que nasceu com essa condição nas costas. Terá só que administrá-la…
nao ha duvida. Porem jogar a primeira rodada do torneio gerou um premio muito superior ao do ATP 250 de Buenos Aires, , onde , no meu entender e o melhor desempenho da carreira ate o momento
Concordo totalmente.
Monteiro ganhou mais uma, hoje.
Dalcim, uma pergunta que não quer calar , se João Fonseca começar a jogar como no ano passado , um presente para todos nós, será que à dor não vai voltar ? Assim ele ficará eternamente se ritmo .
É algo imprevisível, mas no amo né passado não houve esse problema até A Basileia.
Acho que a cobrança em cima do Fonseca está um pouco exagerada. Precisamos entender que o físico de um atleta de elite – em muitos casos-, aos dezenove anos, ainda não está completamente pronto para muitas horas e/ou muitas exigências físicas qual acontece em qualquer esporte de alto nível.
Torcer pela derrota do Baez na próxima rodada. Do contrário, o João perderá para o argentino a condição de cabeça de chave n° 4 em Buenos Aires e consequentemente de ser bye na R1.
Levando em consideraçâo que JF parou por 60 dias (ficou parado por quase 90 n9 total – podemos concluir cim pouca margem de erro que o joão focou em descansar para curar a lesão em detrimento de uma pré-temporada mais forte, obviamente tratando a lesão durante o período.
Como JF não jogou Brisbane,Adelaide (ou foi Auckland), foi para o ausOpen baleado e não vai disputar a Davis, ou não esperaria muito dele em Buenos Aires, pois vai passar vergonha (sendo ou não cabeça de chave).
Agora é.voltar para.fisio + fortalecimento e aguardar para ver se a dieta anti-inflamatória (sem gluten ou lactose) faz o efeito esperado.
Jogar nem pensar…
Muito bem colocado Dalcim! Um GS em 5 sets merece mais atenção, assim como fizeram Draper, Fils e outros. Nós, os torcedores, também não podemos se deixar levar pelo marketing e comentários ufanistas.
Dalcim, você acredita que o problema crônico nas costas do JF pode vir a inviabilizar o futuro brilhante e promissor que todos esperávamos, tendo em vista a temporada passada incrível dele?
Se você ouvir o podcast que fiz comno de.Bang, verá que ele não tem esse pessimismo, Paulo.
Que ótimo! Fico aliviado.
Na torcida para que problemas físicos crônicos/congênitos não abreviem uma carreira que promete ser promissora.
Sinner se sentiu aliviado com a queda do Fonfon
Fala sério…
Cada pérola que vemos por aqui, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Isso não foi uma pérola. Foi uma tirada de onda!
Kkkkkkkk
kkk. Mais conhecido como Leao de Treino.
Deu vontade de procurar uma figurinha. Kkkkk
Como é bem sabido, há 2 tipos de crítica: a construtiva e a destrutiva.
– Construtiva: ” Faltou ritmo/faltou físico/o saque não funcionou nas horas-chave…”
– Destrutiva: ” Foi uma vergonha”.
Não, não foi vergonha. Vergonha é o que o Kyrgios fez algumas vezes, entregando o jogo de propósito. Vergonha é digitar crítica destrutiva no teclado, sentado num sofá de vime, com uma latinha de cerveja de um lado e um tira-gosto do outro. Porque isto não exige esforço.
Parte da torcida, como sempre em todo esporte, quer “mágica”. Não tem mágica. Tem trabalho, resiliência, foco.
Espero que o João Fonseca nem tome conhecimento de certos tipos de internautas, Os quais perdem grande oportunidade de ficarem em silêncio.
Jogadores como Kirgios, McEnroe, Fokina, Wild e Novak realmente nos dão vergonha as vezes, seja pelas atitudes ou idéias pra lá de duvidosas.
Excelente análise, Mauricio!
Onde li “nos dão”, substituo por dão a alguns de nós (vocês).
As atitudes do Djokovic não deram vergonha, é apenas uma ideologia diferente da sua. Saiba conviver com as diferenças, esse é um passo importante para a humanidade.
Concordo plenamente.
Concordo que o período sem treinar em função da lombalgia deva ter prejudicado consideravelmente a forma atlética do João mas, convenhamos, não é de hoje que o BR está abrindo o bico fisicamente no decorrer de jogos mais exigentes atleticamente(inclusive em melhores de 3 sets), pra mim é claramente o grande buraco do jogo dele no momento, muito acima de qualquer questão técnica/tática/mental.
Como o Dalcin bem interrogou: difícil entender essa ida à oceania nessas condições -sobretudo quando se vende aos 4 ventos que o atleta não prioriza a parte financeira nesse momento da carreira-
Por fim uma provocação ao Dalcin: com o Ferrero livre no mercado(e, imagino, ao menos um pouco mordido pela forma como foi desligado do staff do Alcaraz), um atleta com o potencial do Fonseca(e, novamente, com as aparentes ótimas condições financeiras para banca-lo) não tentaria El Mosquito a abraçar o desafio e assumi-lo como pupilo em caso de convite? Me parece uma graaande janela de oportunidades pro João/seu staff.
Prezados, vejam que coincidência interessante:
Há 5 anos atrás, Janik Sinner tinha 19 anos quando disputou pela segunda vez na carreira a chave principal do Australian Open, no ano de 2021. Ele perdeu logo na 1ª rodada para Denis Shapovalov. Seu ranking era o número 32 durante o torneio.
Pois bem, isto aí te lembra algum brasileiro que por acaso também tem 19 anos?
No momento Fonseca também é o número 32 no ranking e também perdeu na primeira rodada para Spizzirri. Exatamente a mesma situação.
Qual a lição que se pode tirar disto?
Bem, nem precisaria dizer: “Olhe só 5 anos depois onde o Sinner chegou.”
A cada vitória de João Fonseca, temos o êxtase dos torcedores, a idolatria de brasileiros carentes de grandes nomes no esporte, em especial no tênis.
A cada derrota, temos aquela enxorrada de haters dizendo: “este garoto é só hype”, “não é tudo aquilo que dizem”, “fiasco”, “se terminar o ano no top 100 já está no lucro”, dentre outros que vocês já sabem o teor.
Que João Fonseca saiba se blindar deste “dois venenos”, estes dois extremos. Aristóteles já ensinava que a virtude é meio termos entre dois vícios, um por falta e outro por excesso.
O afeto, o amor que vem da torcida é algo bom em si, mas sabemos que o brasileiro médio não sabe dosar e expressa-lo de maneira saudável.
As paixões desenfreadas das massas acéfalas, emocionadas e cheias de afetação, seja a favor, seja contra, não devem ser a pauta de trabalho para ninguém.
Fonseca tem um enorme potencial para ser um dos grandes. E quem sabe se juntar a Alcaraz e Sinner no topo do esporte. Mas há um caminho a se percorrer até lá e ele mesmo sabe disto. Entretanto os tolos ficam cobrando glórias imediatas de um garoto de 19 anos, uma cobrança totalmente sem noção da realidade das coisas.
Ainda acredito num excelente ano para João, muito trabalho pela frente, vitórias e derrotas. Ou seja, o caminho óbvio a ser percorrido.
As exageradas críticas a João são diretamente proporcionais aos exagerados elogios de certa midia.
Perfeito.
Faço minhas as palavras.
A diferencia é que Sinner levou em conta a famosa frase de Al Pacino: “Não deixe que eles te vejam chegar”.
Fonseca fez tudo o contrário.
Não, eu sinceramente não vejo assim. O marketing em cima do João é parte do jogo também. A ATP sempre está em busca de novas estrelas. O circuito anseia por ter um novo Big 3 ou ainda por algum talento mais jovem capaz de quebrar a hegemonia Sinner Alcaraz.
Você acabou esquecendo do elemento mais importante comum a ambos, que eu fiz questão de mencionar no início do texto: Sinner e Fonseca com o mesmo ranking aos 19 anos.
Em 2025, Fonseca ascendeu do número 145 ao top 30 e 2 títulos de ATP. Uma ascensão meteórica para um garoto de 19 anos, não?
Você acha mesmo que marketing, hype, torcida, mídia ou fama são capazes de trazer tais resultados?
Eis que Fonseca colheu os frutos da fórmula válida para todo tenista: talento, dedicação, trabalho, tempo de maturação.
Também penso que o Fonseca é surpreendentemente maduro, mesmo em sua idade, para lidar com estas questões e não se deixar deslumbrar com a fama.
Em ao menos um aspecto nâo há coincidência entre os dois. Sinner, que eu saiba, não é portador de nenhuma condição física congênita potencialmente limitante. Antes de imaginarmos que JF possa ter uma ascensão similar à do italiano, ele terá que resolver isso. Nossa torcida pra isso é grande e é só o que podemos fazer.
Errei tenho q reconhecer. Postei que a desistência do JF da Davis em Fevereiro era um mau indício, em realidade foi… um péssimo indício…
Errado de novo . Mesmo sem o problema da lombar, JF não iria a Vancouver jogar em Indoor dia 7 de fevereiro , esta repescagem . Daí ir defender seu Título em Buenos Aires, emendando com Rio OPEN , tudo isso no Saibro lento. Em jogo 750 pontos no Ranking. O Capitão Jaime Oncins entendeu de pronto. O mal informado LF 1, cisma pois não pesquisa nada antes de postar . Lamentável!!!. Abs !
PS : J F , Thiago Wild e Thiago Monteiro não foram convocados. Pelo Canadá, Aliassime ( mesmo antes da lesão de ontem ) e Shapovalov, também fora da repescagem. Abs !
Esse Fonseca nunca será número 01 do tênis e muito fraco.
Vamos pensar em outro nome para o tênis brasileiro esse Fonseca e igual ao barriquelo
Até agora é inferior ao citado por ti!
Opa, e assim temos mais um “tenista do quase”.
Não daria para esperar vida fácil mesmo em nenhuma partida de um GS.
Resta saber se a condição dele é passageira ou limitante mesmo e o limite físico vai impor a ele limitações para subir no ranking.
Impossivel dizer. No entanto, fica claro que hoje ele apresentou jogo entre Top 100 a 150, e não mais que isso (não tecnicamente, o de ele sobra, mas no conjunto da obra “técnico + físico).
Caso a condição seja mesmo limitrante seria uma pena. Mas ele não seria nem o primeiro e nem vai ser.o último a enfrentar tal situação.
É típico da imprensa brasileira achar que todo bom atleta que surge é fenômeno. Acontece no futebol muitas vezes, e agora no tênis os caras viajaram na maionese. Chamar o João de fenômeno sempre foi exagero da mídia e de alguns torcedores. João é uma boa promessa, que talvez chegue a ganhar um Master 1000 um dia. Mas Grand Slam ou ser número 1? Esquece gente. Isso é para Grandes jogadores.
É típico do comentarista de internet brasileiro ficar esperando ansiosamente as derrotas de um dos maiores prospectos do tênis recente (segundo gente como Becker, Roddick, Agassi, Federer…) para poder dizer que o cara não vale tudo isso e que a carreira dele não vai tão longe quanto se espera. Acontece no futebol muitas vezes, e agora no tênis os caras viajaram na maionese…
Esperando ansiosamente as derrotas dos maiores prospectos do tênis recente? Você conseguiu falar um monte de bobagem num frase só, parabéns! Primeiro que como brasileiro e torcedor, torço pela vitória dele sempre. Segundo que não nego o potencial dele. Mas não adianta falar Federer, Becker, Agassi… Joao Fonseca não é um fenômeno. Você não consegue me dizer nada que o qualifique como um fenômeno. Nada! Pode ser tornar um grande tenista, eu acho que não. É minha opinião. Mas torço que ele cale minha boca. Por enquanto ele não passa de uma promessa!
É óbvio que ele é uma promessa, qualquer jogador com bons resultados antes dos 20 anos é uma promessa. Sobre o tamanho do talento e do potencial dele, bem, se você não leva a sério o que dizem Agassi, Roddick, Becker etc, não vou ser eu que vou perder meu tempo te convencendo. Aparentemente você já decidiu, com base em seu amplo conhecimento tenístico, que um menino que venceu 2 títulos ATP e chegou a 24 do mundo no ano em que completou 19 anos é apenas um “bom atleta”. Tá bom. Bola pra frente. O tempo responderá.
Convido o Berg a uma reflexão acerca da dura realidade do tênis:
A tua barra de referência não pode ser o Big 3, Sinner ou Alcaraz. Estes caras são excepcionais, uma outra categoria, bem acima dos demais. São atletas geniais, raros, especiais. São a exceção e não a regra.
Eis o exemplo de um cara já conhecido no circuito, o espanhol Jaume Munar, com 28 anos de idade. Desde 2018, ele tem uma carreira consistente dentro do top 100.
Sabe quantos títulos de ATP o Munar tem na carreira? Nenhum, zero títulos. ZERO.
Vou citar outros caras acima de 25 anos no atual top 100 com zero títulos: Rinderknech (30 anos), Taberner (28 anos), Duckworth (34 anos), Vukic (29 anos), Van de Zandschulp (30 anos), Majchrzak (30 anos), Kovacevic (27 anos).
Nenhum ATPzinho 250 sequer. E isto aí é só uma amostra pequena atual. Isto significa que estes caras são “losers” que deveriam se enforcar então? Claro que não.
Já é uma vitória para estes caras viverem do tênis. Quem está no top 100 consegue ao menos pagar as contas fazendo o que gosta.
Então sim, Fonseca é sim um fenômeno. Ganhar dois ATPs (250 e 500) aos 19 anos não é para qualquer um. E não só por estes dois resultados excepcionais para a sua idade, mas também pelo “eye test”, o tênis fenomenal que ele joga, a sua habilidade, seu forehand. Diferenciais que saltam aos olhos.
Outro ponto, algo tão óbvio que nem precisaria explicar: como é que se pode cobrar resultados e glórias excepcionais de um garoto de 19 anos? Que mal acabou de entrar no circuito? Repito: ATP 500 em sua idade já é sim uma glória a se celebrar.
A realidade do circuito é muito mais difícil do que se pensa.
Raciocine comigo: se não há tempo hábil para um garoto de 19 anos já ter um currículo grande, qual a métrica então?
A métrica é a sua habilidade, técnica, potência, algo que se possa ver. Federer e Djokovic já enxergaram isto. Tu quer saber mais que este dois aí?
Não se mede o momento de um tenista por uma derrota ou uma vitória pontuais.
O correto é analisar a sua TRAJETÓRIA, ao longo de pelo menos 6 meses.
Daí eu te pergunto: qual foi a trajetória de João Fonseca desde o ano passado? Ele subiu ou desceu no ranking? Evoluiu física e tecnicamente? Obteve vitórias expressivas sobre caras de maior ranking? Nem vou responder… A informação é pública lá no site da ATP. Só ir lá verificar.
Fenômeno? Um tenista que ganha dois atps aos 19 anos é um fenômeno? Fenômeno foi o Nadal e o Alcaraz, isso sim se classifica como Fenômeno. E é sério que você veio justificar o sucesso de Fonseca com esses caras que você citou? Quem são esse tenistas mano? Quem é Munar na fila do pão? Caramba! Esse é teu padrão para medir a grandeza do João? E ainda diz que é fenômeno? kkkkkkkkkkkk… QUe ridiculo!
Ano passado eu já tinha falado que o físico e a movimentação do Fonseca tinha muito o que melhorar. Preciso trabalhar muito para entrar no TOP20 e se sustentar nesse grupo. Início de ano que coloca muitas dúvidas nas metas que ele mesmo colocou pra ele. Espero que se recupere e saiba o que está fazendo.
Olá, meus caros gafanhotos então meu querido Dalcin o físico sim! Concordo plenamente que foi o primordial pra derrota, Mas!!! Vou além já falei aqui antes algo que vou voltar a repetir sei que vc não gostou mais tenho tanta certeza dessa minha opinião que vou insistir nela por que sei que se o JF não buscar preparação técnica e mental fora do Brasil mais específicamente nós EUA, além de fazer trocas no Sttaf também, tem gente alí dentro que não tem preparo pra fazer do JF um tenista top 10. Não vou citar nomes por questões éticas. Abs!!!
Sua idéia é excelente! Uma pena que Trump não está mais permitindo visto para esportistas estrangeiros treinarem no país. Segundo ele, esses esportistas vão até lá, se preparam e depois roubam títulos e medalhas de esportistas americanos.
Há inclusive uma citação dele dizendo:
– Let’s make the American sports great again.
Vc não ouviu??? Procuraê!
Reaultado negativo do JF foi culpa dos três estarolas, que estavam fazendo secando o João e sexando os Superbigs, para que eles não alcancem os.recordes do Djokovic.
Três estarolas? Num tendi…
OK, Carlo VW.
Será só mera coincidência um se denominar como Renê Lima e outro como Benê Lima?
Isso é o que dá fazer essas paradas longas e desistir de alguns torneios.
Pois é, e se ele for obrigado a fazer isso de forma recorrente para preservar as costas, já viu né? As melhores expectativas em relação a seu futuro correm sério risco de evaporarem.
E tem pessoas que querem acreditar que o gordinho J Fonseca disputará contra Sinner e Alcaraz.
Aí tu apelaste!
João havia melhorado sua movimentação em quadra, devoluções e backhand no ATP da Basileia no final do ano passago. Parece me que essas deficiências retornaram. João usa muita força no seu jogo e isso cobrará um preço no futuro. Vejo ele jogando alguns campeonatos durante o ano e meses de inoperância. Terá dificuldade em conseguir séries de boas atuações em torneios. Pode conseguir um master 1000, ou até beliscar um Slam mas seu estado físico sempre será seu tendão de Aquiles. Na pior das hipóteses pode seguir uma carreira similar com a do Raonic e na melhor das hipóteses com a do Delpo.
À distância e sem mais dados, não sei muito o que dizer do fraco desempenho físico do João nesta partida. Apenas fico com uma pulga atrás da orelha, pois, se jogos oficiais são extenuantes (e ele não fez nenhum nos últimos meses), atividades de condicionamento não costumam produzir esse efeito. Pelo contrário até. Então, o que houve afinal? Eu chego a pensar que o simples fato de ele ter tornado público seu problema congênito lhe criou um abalo emocional que acabou afetando a parte física.
Fale, Dalcim! Bom dia!
Você acha que o João possa ser impedido de feitos maiores por ter um biotipo mais como Nalbandian, Fish e Wawrinka? Tenho sérias dúvidas de que seja mais um físico aceitável e promissor para jogador de ponta. É extremamente incomum o tanto de vezes que ele usa o slice de direita em bolas em que quase todo o circuito chega batendo. Além de ser mais lento do que esperado para idade, ainda é fraco em termos de musculatura e não é um prodígio em termos de resistência. Tal qual o suíço devolve muito com slice para tentar encontrar uma brecha para armar os golpes bem potentes e daí reverter o andamento do ponto. Mas começo a achar um grande limitador de disputas mais lá em cima, em que a correria é grande e ninguém te deixa muito parado para armar golpes. Quem sabe no saibro. Abraço!
Bom, com tudo isso ele já ganhou um ATP 500, Júlio. Claro que, pensando em Grand Slam, a parte física tem um peso muito grande e isso certamente terá de ser corrigido. Ainda acho cedo para cravarmos qualquer tendência, precisamos que ele jogue ao menos uma temporada toda no altíssimo nível. Abraço!
Pena que apenas meia dúzia ( de 3 ou 4 ) , leiam esta resposta. Abs !
Acho que muito mais que isso leram e a pertinência da pergunta do Julio Marinho é procedente.
É óbvio que foi forma de expressão. Vários jogadores possuem problema parecido e tratam as vezes por toda a carreira. O Especialista entrevistado pelo Dalcim aqui mesmo no Podcast, esclarece. Alguns desinformados, insistem em repetir a exaustão, e sem noção, não perceberam que JF estava longe do seu melhor em Melbourne. Aguardemos Buenos Aires e Rio Open, SR pertinente…rs. Abs !
SR Pertinente é um belo elogio, gostei!
Mard Fish ainda teve um grave problema cardíaco.
Sim sim, uma pena. Curioso que desses mais barrigudinhos e lentos, os 3 que citei tinham backhands espetaculares. De tudo aí comentado, acho que minha preocupação não é sobre essa dor lombar, coisas que podem acontecer com qualquer um e perder um slam. Mas de sentir ele meio cansadão, ainda se musculatura mais formada. Não sei se investiram nisso na pré-temporada, mas temos que deixar a água rolar e ver como ele responde nesse aspecto. Os golpes espetaculares, um bom mental, só podem levá-lo até um ponto. Depois o físico vai ter que estar em nível parecido.
Alguém ainda acredita que o JF vai competir em Buenos Aires? Duvido! No máximo participará do Rio Open que será disputado no quintal de sua casa e deve haver pressão de patrocinadores para sua presença!
Você teve acesso aos exames do João? Tem falado com os médicos dele, com o staff? Ou só tem poderes mediúnicos?
O que é menos ruim para o Fonseca , saibro, dura ou grama ?
Menos ruim? Acho que você está negativa demais. Ele é nascido no saibro, mas tem jogo muito bem adaptado às quadras sintéticas e já provou que se vira bem na grama também, com o saque poderoso e bom jogo de rede.
Sabalenka afirmou que os Aussies mantiveram a quadra rápida também nesta edição. Sinner e o atual Djokovic, agradecem . Sérvio além de estar sacando muito, consegue encurtar os pontos como prefere a essa altura. Carlitos já jogou a noite e de dia . Como sempre vai pegando no tranco. Podemos ter Zebra no AOPEN 2026 ? . Com certeza que sim. A conferir. Abs !
Quanta eficiência, hein?
O Fonseca com toda essa pressão, às vezes exagerada é para que todos que tanto o enaltecem que precisam ter mais sensibilidade, ele é um bom jogador no momento e nada mais. Pode até evoluir, mas vamos esperar no futuro para ver o que acontece.
Tinha comentaristas dizendo que o grande obstáculo do Siner Seia o João Fonseca.Nao venceu nenhum torneio de expressão..e mais simples jogador!
Nada a acrescentar.
Vou aguardar os próximos torneios do João.
Fonseca já chegou no fim da carreira.
Sinner tambem