Romboli faz campanha nas redes em busca de novos patrocinadores

Fernando Romboli (Foto: Juarez Santos)

São Paulo (SP) – Brasileiro mais bem colocado ranking entre os especialistas em duplas, Fernando Romboli lançou uma campanha nas redes sociais em busca de patrocínio. Ele conta que teve pedidos recusados de algumas empresas que têm priorizado o número de seguidores em relação ao ranking e resultados esportivos. Por isso, iniciou um projeto para aumentar seu engajamento.

“Hoje em dia, no esporte profissional, o número de seguidores vale mais que o ranking. É duro de falar isso, mas é a realidade. E digo isso sendo o número 1 do Brasil em duplas”, disse Romboli, em vídeo publicado em seu perfil no Instagram. “Mesmo com bons resultados, muitas vezes eu escuto um sonoro ‘não’ nos patrocínios… Simplesmente pelos meus números nas redes sociais”.

O experiente jogador de 36 anos começou a temporada na 100ª posição e terminou 2025 com o melhor ranking da carreira, ocupando o 40º lugar. Jogando ao lado do australiano John-Patrick Smith, ele conquistou seu segundo título de ATP 250 na carreira em Houston. A parceria também fez boas campanhas em dois Masters 1000, semifinal em Indian Wells e quartas em Toronto, além de chegar às oitavas no US Open. Romboli também foi finalista em Hamburgo, com o argentino Andres Molteni.

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“Jogo tênis profissional há quase 20 anos, vivo o melhor momento da minha carreira e estou no top 40 do ranking mundial, disputando os principais torneios do circuito”, comentou o jogador nascido no Rio de Janeiro e radicado em Santos. “Estou lançando um desafio de 50 dias até o Rio Open e meu objetivo é chegar a 10 mil seguidores, com conteúdo real, sem personagem e sem filtro. A sua curtida e seu follow podem me ajudar muito a continuar competindo em alto nível”.

Para o ano de 2026, Romboli formará uma parceria brasileira com o mineiro Marcelo Melo, veterano de 42 anos e vencedor de dois títulos de Grand Slam, que aparece atualmente no 54º lugar do ranking. Eles jogarão juntos em Brisbane e Auckland antes do Australian Open. “Estou muito animado para iniciar essa nova fase ao lado do Marcelo, um ex-número 1 do mundo e dono de uma trajetória incrível no esporte. Formar uma dupla 100% brasileira torna tudo ainda mais especial. Confio no potencial dessa parceria e no que podemos construir juntos nesta próxima temporada”.

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Andre Borges
Andre Borges
23 dias atrás

Um grande exemplo do que nos trouxe a Raducanização do circuito. Um top40 não consegue patrocínio e faz campanha para aumentar seguidores, pois as marcas preferem patrocinar quem tem seguidores em detrimento a quem joga tenis.

JClaudio
JClaudio
23 dias atrás

Algo está errado no mundo do tênis.
Romboli tem um bom ranking, ganhou mais de 300 mil dólares em prêmios (2025), mesmo assim não consegue um patrocinador para a temporada 2026, nem mesmo fornecedor de raquetes (a Wilson, equipamento usado pelo tenista, não tem interesse de patrocinar ou fornecer raquetes).
A questão de seguidores é algo relativo, hoje, qualquer pessoa pode “comprar” seguidores, potencializando seus nomes, algo artificial, acontece com muita frequência.
O problema é um pouco mais profundo que uma simples “vaquinha”, falta direcionamento para os tenistas, a CBT poderia ter um plano de carreira para seus profissionais, ter um departamento para buscar empresas interessadas em ajudar os tenistas (Lei de Incentivo ao Esporte seria uma boa ferramenta), lembrando sempre, o tênis é um esporte olímpico, recebe verba pública para fomentar o esporte, torneios como o Rio Open são praticamente feitos com dinheiro público (isenção de impostos).
Um esporte elitista, como o tênis, não deveria ter personagens com o pires na mão, parecendo alguém num semáforo defendendo o almoço.
Algo está errado.

Última edição 23 dias atrás by JClaudio
Andre Borges
Andre Borges
23 dias atrás
Responder para  JClaudio

Todo o ecossistema agora é sobre o dinheiro e não mais sobre o esporte. E 99% do ecossistema é favor disso, salvo raríssimas exceções. O próprio Romboli fala na reportagem que é a favor da Raducanização do esporte e que comnpreende marcas preferirem influencers à atletas. O próprio Dalcim e redação já defenderam aqui os WCs para atletas/influencers sob pretexto de que atraem muita mídia e patrocínios e é direito dos torneios convidar por méritos não esportivos. Então acho que é isso aí mesmo e quem não gostar está fora.

JClaudio
JClaudio
23 dias atrás
Responder para  Andre Borges

Apenas para lembrar, Emma Raducanu tem ascendência multirracial, mãe chinesa, pai romeno, nascida no Canadá, criada na Inglaterra, e principalmente, vencedora de um slam, algo que não acontecia no feminino desde Virginia Wade na década de 70.
Assim como Tiger Woods e Naomi Osaka, Raducanu é uma atleta rara, afinal, “etnicamente”, ela fala com vários povos, e ainda é campeã de um slam, o que não é para qualquer um, patrocinadores, gostam dessa diversidade.
Voltando ao caso Romboli, falta imaginação por aqui, na Itália, que hoje é uma potência do tênis, a Federação tem um canal de TV para divulgar torneios e jogos (o Super Tênis), com ele cria um ambiente, onde o tênis possa ser visto e divulgado, novos (e velhos) jogadores ficam na “vitrine”, caso algum patrocinador se interessar.
Mesmo não atuando diretamente na relação tenista/empresa, a federação cria um ambiente para o desenvolvimento das relações.
Oferece centro de treinamentos, existe uma relação da entidade com seus tenistas e para o crescimento do tênis na Itália.
No Brasil continua um certo conformismo na “bolha” do tênis…da forma que está indo, veremos muitos tenistas nos “faróis” das “avenidas brasileiras”…
Com o pires na mão, pedindo “seguidores” (seja lá o que isso significa).

Henrique
Henrique
23 dias atrás

Esse cara é agressivo demaaaaiiisssss!!! Torço muito por ele! E que 2026, seja o ano dele.

Neto
Neto
22 dias atrás

Ok. Vou contribuir seguindo-o.

ITA
ITA
20 dias atrás
Responder para  Neto

Ah ah ah

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