Thionville (França) – O veterano Kei Nishikori demonstrou franqueza e conformidade com o seu atual momento, ao afirmar que não se encontra mais em condições de enfrentar adversários ranqueados dentro do top 100 da ATP.
“Já não acho que consiga competir contra os 100 melhores jogadores. Já não sou tão jovem, e o meu corpo e o meu jogo não me permitem. Primeiro, preciso continuar a trabalhar, a melhorar passo a passo, a apreciar cada etapa do processo”, declarou Nishikori ao diário L’Equipe.
Atual 284º do mundo, aos 36 anos, o japonês está se dedicando ao circuito challenger em busca de aprimorar o ritmo, após enfrentar seguidas lesões ao longo da carreira. Além disso, ele salienta que o momento é o de aproveitar a paixão pelo tênis, sempre sorrindo e com otimismo acerca do futuro.
O nipônico superou o qualificatório em Thionville, na França, e avançou à segunda rodada ao superar o local Clement Tabur por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 4/6 e 6/2, em 2h de partida. Na próxima fase, ele encara o norueguês Nicolai Kjaer, 150º do ranking.
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Nishikori também declarou que o valor de uma vitória atualmente é algo bastante significativo, especialmente devido ao seu espírito competitivo. “Preciso de uma sequência de jogos. Se conseguir jogar durante dois ou três meses seguidos, sei que vou recuperar a minha confiança e o meu ritmo competitivo”, assegurou.
O ex-top 4 e vice-campeão do US Open de 2014 tem no currículo a conquista da medalha de bronze em simples nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, quando superou o espanhol Rafael Nadal. Nishikori contabiliza 12 títulos de ATP, sendo o último obtido em Brisbane, em 2019.
Embora seu auge tenha passado, o japonês busca manter o foco, mas sem estabelecer metas ousadas para a atual temporada, já que tudo dependerá de como o seu corpo reagirá diante dos desafios futuros. Em janeiro, Nishikori sofreu uma lesão no ombro, fator que o impediu de preparar o calendário adequadamente.













Uma pena! Pra mim no seu auge em 2016, ele seria melhor que todo mundo do circuito atual, exceto pelo atual BIG3.
Grande tenista. Em seu melhor momento jogou melhor que Djokovic. Porém Djokovic regularmente era melhor que ele.
HAHAHAHAHAHHAHAHAHAH
É, não há resposta mais apropriada.
Pensar que ele foi top 4 em plena era Federer, Nadal, Djoko, Murray, Wawrinka, Potro é surreal.
E não há outro motivo para enfrentar o que enfrenta hoje, se não for paixão mesmo.
Porque, certamente, está gastando muito do que já faturou em seu auge. Falo de dinheiro.
Deu azar. Tivesse surgido nos tempos de hoje estaria brigando por GS.
Fico pensando se este não pode ser o caminho da Bia, ainda que por motivos e processos diferentes. Será que o japonês se sente livre das pressões?