Não existe nada mais difícil no esporte individual, e ainda mais no tênis, do que sair de uma má fase prolongada. É uma bola de neve. Para recuperar a confiança, o jogador precisa vencer. Mas como atuar solto se você tem dúvidas sobre si mesmo? Aí vem nova derrota, talvez pior do que a anterior, e o mental vai se esvaindo semana após semana.
É o que vemos acontecer com Beatriz Haddad Maia desde o ano passado. Por motivos que muitas vezes parecem estar fora da quadra, a ex-top 10 começou a se perder em atuações muito irregulares. O saque, que forma a base de seu estilo, sumiu pouco a pouco e se tornou um golpe cada vez mais medroso, inseguro. E sabemos que o saque é o único dos elementos do tênis que dependem exclusivamente do próprio jogador, com raras interferências, como sol ou vento. Quando a confiança vai embora, é sempre o golpe mais afetado.
O calvário da brasileira já vinha tomando forma ao longo de todo o primeiro semestre do ano passado, mas ela ainda encontrou alguns portos seguros, que pareciam lhe dar esperança. Fez semifinal em Estrasburgo tirando nomes de peso como Clara Tauson e a então top 10 Emma Navarro antes de dar trabalho a Elena Rybakina. Semanas depois, derrotou Elina Svitolina na grama.
Não era a mesma jogadora sólida e ofensiva de antes, mas ao menos Bia conseguia superar os momentos duros da partida, como aconteceria no US Open. Diante de tenistas medianas, chegou nas oitavas de final e aí não foi páreo para a embalada Amanda Anisimova, de quem só tirou três games. A vinda a São Paulo se revelaria desastrosa, muito provavelmente por conta do favoritismo, e não passou das quartas.
Bia precisava do título no Parque Villa-Lobos para poupar a dura viagem a Seul, onde teria de defender o título e o ranking. Teve de ir às pressas e não passou de uma 105ª do ranking. O final do jogo foi melancólico, com mais uma crise de ansiedade em plena quadra. Finalmente, prevaleceu o bom senso, encerrou a temporada com 16 vitórias em 42 tentativas. Começou 17ª do mundo e terminou 58ª.
A expectativa de todo mundo, e acredito de sua própria equipe, é que Bia reiniciasse o ano zerada de cabeça e preparada para reagir. E não faltaram chances. Ganhou o primeiro set de Victoria Mboko, então 17ª do mundo, e tudo poderia ter mudado em caso de uma vitória em Adelaide. Sofreu outra dura virada da bem menos categorizada Yulia Putintseva no Australian Open, deixando escapar outra oportunidade de levantar a cabeça. Inexplicavelmente, também abandonou as chaves de duplas, onde poderia ganhar jogos, um pouco mais de ritmo e treinar saque principalmente.
Quando olhamos suas atuações mais recentes, como as de Indian Wells, Austin e Miami, já sem o treinador Rafael Paciaroni, fica claro que Bia precisa menos de um técnico que lhe corrija golpes e muito mais de alguém que mexa com seus brios. Que a faça se recordar de tantos buracos de que já saiu em sua longa e bela carreira. E com isso recuperar o espírito guerreiro que nunca lhe faltou.










Esse alguém bem que poderia ser voce Dalcim!! Ótimo texto!! Parabéns
Exatamente isso !!
Falar a verdade sem ser rude ou grosseiro.
Lamentável a fase, mas precisa de apoio.
Continuo torcendo pela tenista e mais ainda pela pessoa.
Boa análise, mas esbarra num sério problema: ela, ao que parece, não confia em ninguém.
Ninguém para lhe dizer o que está errado, ninguém para lhe dizer exatamente o que é necessário fazer. (A mãe, por lá, é só suporte logístico e emocional, ao que parece – o que é justo)
Passou tanto tempo “blindada” (são três temporadas, não duas) que já não dá pra se livrar dessa “carapaça” de forma assim tão fácil e rápida.
Não vai ser fácil, nada fácil. Resta acompanhar e torcer que ela “ache” o caminho certo.
Discordo sobre “não confiar em ninguém”. Staff estável por anos com psicóloga, técnico, etc…não sobrevive ao lado de alguém fechada a feedback.
Entendo.
Se você acompanhou nos últimos 3 anos, entrevistas da Bia (ou mesmo do Rafael Paciaroni) onde diziam que ela estava “blindada”, se referiam mais ao fato de não darem ouvido a qualquer tipo de vozes e opiniões externas à equipe; ou seja, as críticas não chegam até ela ou, se chegam, não são levadas em consideração.
A urgência em contratar um técnico é algo que parece não estar em prioridade; e mesmo quando chegar essa hora, achar alguém “de confiança” (na opinião dela), tal qual era com o Paciaroni, acredito ser quase “missão impossível”.
A única versão possível da Bia é aquela em que ela esteja aposentada do tenis, sendo mãe (como ela disse que quer ser), curtindo o dinheiro que já ganhou e sendo feliz.
Bia jogadora de tenis que tenha nível de competir pode esquecer.
Difícil falar da Bia. Está me lembrando o Guillermo Coria que, pouco antes de parar, mal conseguia sacar de tanta insegurança. O outro nome deste esporte chamado Tênis é Confiança. Quando ela vai embora, o jogo vira um desastre. É uma gangorra. Quando o adversário sente a falta de confiança nos golpes, ele cresce a vai pra cima. Atualmente, a Bia perde de qualquer jogadora.
Bia precisa encontrar um Apollo como no Rock III, voltar a sujar as meias no saibro meia boca dos clubes fundo de quintal, dizer que não vai perder… olhando na cara das adversárias.
Precisaria, não sei se aceitaria, uma nova equipe que lhe propusesse reiniciar a carreira. Tem 30 anos de idade, poderá jogar mais uns 4, 5 anos. Começar de novo, com chalengers e melhora de tudo, tecnica, tatica e fundamentos. Trabalhar um ano na reconstrução. Insistir com torneios, em que logo nao terá ranking para jogar , é um profundo engano…é preciso um trabalho de verdade e não o abandono a que se entregou….
Dalcim , ela já não tinha tido um problema no ombro.
que a impedia dela ter o mesmo saque que ela tinha antes ? Será que não sao outros problemas físicos E por último , ela não corre o risco de perder patrocinadores ? E quem está treinando ela ?
Se você assistir a Bia jogando duplas, tem certeza de que não há problema no ombro para sacar. Sandra. Ela está apenas na companhia da mãe por enquanto.
Porque ela não está jogando duplas?
Como eu disse no texto, não entendo o motivo. Claro que em WTA 1000 não teria vaga, mas nos outros deveria
E porque ela não jogou mais duplas Dalcim ?
Nunca explicou.
Não posso classificar o tênis como um esporte mais fácil ou mais dificil do que outros que já joguei.
Mas dentre os que posso comparar, é talvez o único onde “o acreditar” anda de braços dados com os golpes.
É uma sensação bastante estranha, mas se você – por exemplo – NÃO acreditar que o saque vai tocar dentro da quadra quando soltamos o braço, ele então ele não vai tocar mesmo e automaticamente entramos num ciclo vicioso:
– Menos confiança, traz menor precisão. Menos precisão trás a necessidade de tentar um golpe de mais segurança e menos arrojo (menos risco). Então o golpe de “menor risco traz previsibilidade para o adversário, que com certeza te estudou antes da partida.
Ao entrar na partida, o resultado é começar a dar pontos que normalmenre ganharíamos e então a confiança despenca de vez e após algumas partidas/torneios/meses nesta situação nâo há mais remédio. Vide a situação da atleta.
Não sei a resposta, mas considerando que não há nenhum problema físico afetando, eu arriscaria que é necessário deixar o ranking cair mesmo e partiria para torneios menores e a partir de então tentar retomar o caminho das vitórias, dando consistência a esse sentimento com títulos e recuperaçãoa no ranking.
No entanto, o tema é até onde podem haver fatores que não enxergamos, como depressão, fadiga crônica/pre burn-out, problemas físicos ou mesmo uma mudança de rumo (atleta já não tem planos mas persiste por não saber como parar ou insiste por compromissos assumidos ou pelo $$$).
Mas são apenas idéias. Na minha opinião, na real – não dá pra ter a menor idéia sobre o que se passa na cabeça da atleta.
Além do mais, não deve ser fácil ser atleta mulher, que visivelmente sofre uma discriminação adicional, sendo medida não por sua pessoa, mas pelos “olhos gulosos” da torcida, cuja voz ganhou alcance com a internet e cujas fixação na atleta se resume a suas medidas físicas que a reduz a ela se encaixar ou nâo no esteriótipo driaf9 na mente de dois ou três.
A Bia poderia procurar uma ex-tenista brasileira. Foram tantas tenistas antes dela que são bem ativas acompanhando tênis. Niege Dias, Patrícia Medrado, Vanessa Menga, Gisele Miró, Joana Cortez, Teliana Pereira e Andrea Vieira. Acredito que algumas delas, dependendo da disponibilidade, adorariam viajar com a Bia como técnica. Faz muita falta não só no Brasil, mas no circuito como um todo não haver mulheres nesta função. O Murray tentou mudar este panorama, não só falando, mas trabalhando por dois anos com Amélie Mauresmo. Martina Hingis trabalhou com jovens talentos suícos, oferecendo suporte técnico e estratégico para Belinda Bencic, Timea Bacsinszky, Viktorija Golubic e Jil Teichmann, além de ter atuado como treinadora/capitã da equipe da Suíça na Billie Jean King Cup. Hingis também teve uma breve experiência como treinadora de Anastasia Pavlyuchenkova. Sinto que faltam mulheres nas comissões técnicas, principalmente chefiando estas comissões. Se não entram no circuito masculino, deveriam entrar no feminino. Com tudo isso, meu maior desejo é que a mãe da Nauhany Silva comece a viajar com a filha para prover suporte emocional insubstituível na adolescência, se já não está fazendo. Se isto não está acontecendo e não houver chances de acontecer no futuro, os responsáveis pela carreira dela devem contratar uma profissional mulher de qualquer área: enfermeira, psicóloga, médica, fisioterapeuta, diarista, cozinheira, amiga, etc, para viajar junto com a Nauhany.
Tenho a sensação que Brasileira atingiu seu limite, caro Ronildo. Agassi depois daquela desastrosa temporada de 97 , quando aprontou todas ( dentro e fora de quadra ) , caindo para Top 110 , não abriu mão de Brad Gilbert. Em 98 já terminou como Top 6 aos 28 anos . Uma treinadora como Conchita Martinez , que levou Muguruza a N 1 ( bateu Serena na Final de RG ) , seria a ideal para tirar nossas dúvidas se ainda dá para Beatriz. Infelizmente está presa com a jovem Mirra . Teria que ser alguém deste calibre , ao menos a meu ver. Abs !
Técnico que fala outra lingua trás uma barreira adicional. Por mais que possam se entender, a comunicação essencial se perde pelo caminho e as nuances e detalhes das explicações podem não ter o alcance esperado.
Não que não possa dar certo. Pode! Mas na minha opinião fica muito mais difícil.
Além do mais, o ‘jabá’ precisa estar caindo na conta para pagar por alguém que espera ganhar em EUR ou USD e tenha que deixar seu longínquo e amado lar para acompanhar a atleta aqui nesta pocilga!
a Mirra está fazendo isso , não !!
Minha nossa!
quem foi Teliana no tenis amigo , ela da para ser treinadora de clube e só …
Ué, como você consegue medir a capacidade da Teliana Pereira nesta área?
Brincadeiras a parte e sem ofender a Bia, então vou sugerir o técnico da Elena Ribakyna, esse sim , bem capaz de mexer com os brios da brasileira, rsrsrsrs.
Antes que me critquem, já deixei bem claro no parágrafo anterior, “Brincadeiras a parte e sem ofender”…..
Olha DAlcim, por mais que vc tenha colocado essas observações em seu brilhante texto, bem que poderia ser você mesmo o técnico dela, como disse o colega abaixo, rsrsrsrs, para cobrar uma atleta como essa, tem quer sábio, ponderado e mostrar a ela, os erros que costumar parecer nos jogos dela, então é isso.
Ah Guto Miguel e suas inspirações, kkkkk, mas bom tenista, vi a entrevista do técnico, e acredito que nesse ano, poderemos, e poderemos ver mais sobre o Guto Miguel.
Finalmente um jornalista especializado teve coragem de criticar a Bia, com propriedade. A impressão que ficava era que quase todos não tinham coragem de apontar sua falhas e medos.
Prezado Dalcim, na minha percepção, a Bia, começa o jogo com um bom nível que vai sucumbindo game após game, em alguns momentos me passa a impressão que a vontade dela é sair correndo da quadra, tenta se concentrar novamente, e no primeiro revés, solta um sorriso ingênuo e desesperado. Ela tem uma carreira maravilhosa, o talento e a qualidade ainda estão ali. O problema é totalmente extra quadra na minha opinião.
Na minha opinião, um ponto que também precisa ser destacado é que o jogo de Bia é muito previsível, sem muito repertório. As adversárias já têm o jogo dela bem mapeado. Infelizmente, Bia não consegue aumentar as variações do seu jogo.
concordo ,,, é mais ou menos o mesmo que está acontecendo com a Swiatek…
Posso estar errado dalcim ,mas acho que o caso da bia é o mesmo por exemplo da sloane sthepens ,o tênis tá ali mas o circuito evoluiu de forma rápida e ela não está acompanhando a velocidade do jogo ,acho que o teto da bia é esse .
Rodada do atp de Miami cancelada e a Espn reprisando o jogo da Bia, minha nossa …
Deve ser por conta do patrocínio do Itaú…só pode ser isso mesmo…!
Não sabe a hora de parar.
Na verdade Bia está com problema psicológico e não quer dizer ou mesmo pessoal.
Sempre torço pra que ele supere essa fase pessima, mas a cada dia acredito menos nessa possibilidade, pois não se vê qualquer sinal de reação…
Meu caro, acredito como um amigo aqui já escreveu que ela esteja se aposentando, por questões pessoais (já vimos o quela passou o ano passado) e familiares.
E nesse momento está empurrando a carreira ao máximo para juntar um sprint final financeiro junto aos seus patrocinadores e torneios.
Ela não me parece mais interessada no que seria necessário para dar a volta por cima, por diversas razões que ela mesmo já elencou e vou rerforcar o que me parece claro : ela não tem mais saúde mental e idade para voltar a jogar em alto nível , teria que voltar a se dedicar demais com novos sacrifícios pessoais, sendo que ela já falou que quer filhos e está viajando com a mãe.
Fica aqui meu obrigado a Bia e conformado em saber que provavelmente até o leio do ano ela já não terá mais ranking para continuar.
Dalcim, parabéns pelo texto. Concordo com suas opiniões, mas acrescento que deve ter um problema físico, última cirurgia foi no pulso, se não tiver enganado, perdeu a força? Ou medo de machucar mais? As exigências para duplas são menores, por isso aparecer menos. Tem que realmente mexer com os brios dela, mas se ela não deixar…
Não parece haver qualquer limitação física. Eu imagino que esteja tudo mais no mental mesmo.
Problema da Bia é mental. Quando fica perdida e sob pressão ela não aguenta e desaba. Tem potencial que foi prejudicado pela parte física, mas infelizmente falta essa parte importante para ter uma consistência. Triste…
Olha, consistência n tá faltando.. vem perdendo consistentemente há bastante tempo..
jajajajajajajaja….buena !!!!!
Beatriz Haddad Maia, infelizmente não está bem…creio que, o melhor seria anunciar que se aposenta ao final da temporada e jogar sem pressão ou compromisso daqui por diante.
Os melhores resultados dela, vieram quando havia poucas expectativas…e desde que subiu de nível ao top 10, as coisas só foram desandando, é triste mesmo, mas é fato…
Não é novidade, nem todos aguentam lidar com a pressão desse esporte em altíssimo nível…!
Talvez seja hora de parar, quantos jogadores(as) encerraram a carreira precocemente, nada a denegrir os feitos que ela conquistou, foi grande, já deu tchau. Vá viver a vida.
Patrick McEnroe : ” O efeito Roger Federer vendeu todos os ingressos em recorde de 2 minutos” . Entrada do Suíço no Hall da Fama no USA . Organizadores de olho na segurança. Fonte : T.News . Abs !
A Bia desistiu de jogar duplas ?
Como uma vez Federer disse, após vencer o Aus Open em brilhante final contra Nadal, para quem tinha perdido muitas vezes, criando até um bloqueio mental: Sua luta é contra bola. Não uma briga direta, mas indireta contra o oponente através da bola. Foque na bola, deixando o corpo fluir ao sabor desse foco. E ai sim, bater com soltura. Deu certo, ele ganhou depois de algum tempo amargando derrotas em Grand Slam. Claro que cada tenista é diferente, mas o foco na bola é sempre o que conta
Verdade, Federer foi o melhor da história. Porém jogava sob pressão por causa deste status e isso permitia que seus principais rivais jogassem leves e soltos, aparentando ter mais firmeza mental. Isso enganou muita gente que acompanhou tênis e levou a conclusões errôneas de certa parcela do público.
Que bom Ronildo, que já estás usando o verbo ser no passado.
Deixe ver se eu entendi: Federer jogava sob pressão e os adversários soltos, será que pelo fato de enfrentarem o melhor da historia não deveria ser o contrario? Meu caro, tente ser menos incoerente para justificar as suas opiniões pessoais…
A culpa de Mr. Federer não conseguir ser maior do que foi, foi de seus fãs.
Fonte: Ronildo.
Não é possível salvar alguém, que não quer tirar uma das mãos do penhasco e segurar a sua!!
Mas que precisão no comentário! Eu só gostaria de entender de onde vem tanta certeza???
Discussão boba. A atleta perdeu a vontade de jogar. Não porque ela quis. Nossa mente é assim. Somente isso. Tem gente q é capaz de formular um laudo psicanalitico sobre ela. B
obagem. Já deu e pronto. Deve continuar, jogar com prazer torneios menores. E o ciclo termina. Não sei pq tanto drama
Boa!
Gostariam que Bia Haddad saísse ganhando todos os torneios, como fizeram Serena e Venus, mas a bola dela não é para tanto. Ganhou o que foi possível. Não conseguiu mais, deu esse parafuso. Nela e nos fãs.
Perfeito…
Negativo, creio que a maioria esperava que a Bia atuasse por mais algum tempo oscilando ali na faixa das 15-20 melhores, o que seria plenamente compatível com o nível que ela já atingiu.
Mas, muito provavelmente, há um grave problema extra quadra que a impediu de continuar nesse toada (citarei só oThiem como outro exemplo, dentre vários).
O esporte de alto rendimento é cruel. Assim como os torcedores geralmente o são com seus ídolos.
Boa citação: Dominic Thiem.
Jogou 3 finais de GS e venceu uma. Venceu 17 torneios ao todo e foi #3 do mundo.
Sucumbiu à uma lesão de punho. Venceu Federer, Djokovic (não me lembro se com Nadal conseguiu), mas a diferença de curriculum é gigante.
Bia está conseguindo manchar sua vitoriosa carreira
Manchar sua carreira? De onde você tirou esta idéia?
Mesmo com Federer aposentado, no post anterior haviam – até ontem – 19 menções a Federer contra 18 de Djokovic – destes sendo 13 de fánaticos.
Neste post aqui até o momento que pisto este, está 3 x 1 para Federer.
Como pode um tenista que já se aposentou há 4 anos ter uma representatividade e projeção maior que o dito maior de todos os tempos mesmo após tanto tempo parado?
Ele não é o dito maior. Ele de fato é o maior com 24 slam, 40 masters e 7 atp finals. Tem alguém mais vencedor no tênis?
Outra coisa: lembre que popularidade não é sinônimo de goat.
E achas mesmo que os números de Federer também não são de um verdadeiro MultiCampeão???. O resto, o mais eimportante jogador da história tem de sobra para ser considerado ” goat ” , caríssimo Paulinho. Aguardemos. Abs !
Tem uma meia dúzia sim e com recordes tão grandiosos quanto…
19 menções Federer x 18 menções Djokovic. Dessas, 13 são de fanáticos.
As outras 19 são todas de santos?
Vamos todos apenas torcer pela Bia!
Até mesmo aqueles que só torcem por ela ser bonita (sic) façamos todos uma corrente com vibração positiva para que ela – como pessoa – esteja bem apesar dos altos e baixos na carreira.
Mesmo porque nem todos podemos ser ‘Top 2’ naquilo que fazemos e estar entre os 100 ou 200 também não seria nada mais nada menos que um verdadeiro previlégio para qualquer um de nós.
Dalcim: na remota possibilidade da Bia largar o tênis, você vê nela qualidades de carisma e comunicação (potencial) para ela entrar no jornalismo?
Há ex-tenistas que são ótimos comunicadores e falam a linguagem do público e outros extremamente tímidos que terão que se enveredar e ter sucesso em outras áreas.
Mas qual a sua opinião?
Não acredito nessa possibilidade tão imediata, mas acho que ela daria, sim, uma ótima comunicadora.
Sim, o desafio da Bia é mental. E diante dessa deficiência, a parte técnica despenca juntamente.
O medo tem um poder cruel de paralisar qualquer pessoa, em qualquer coisa que pratique na vida. Mesmo algo em que você sabe que é bom.
Não vai ser fácil a Bia sair dessa. Mas vou torcer muito por ela. Ela é uma boa tenista, e também uma boa pessoa.
O texto do Dalcim é primoroso no diagnóstico e também muito respeitoso em relação à grande profissional e à maravilhosa pessoa da Bia mas penso que faltou uma sugestão importante: talvez o que possa ajudá-la a sair desse buraco sem fim, seja mesmo um excepcional psicólogo esportivo. O problema dela parece ser mental e não técnico ou físico.
E lembremos que ela demitiu a psicóloga que havia no time dela.
JF fez partida nota 7 ( de um Top 20 ) , mas venceu perigoso oponente. Fabian Morozsan bateu Alcaraz em Roma 2023 e JF em Roma 2025 . Ambos em Sets diretos. O predestinado com apenas 19 , não fez feio contra Top 2 . Vale a Torcida para aprontar para cima de N 1. Deu calor em Los Angeles. Carlitos precisou sair de um 0 x 5 , no Super Tiebreak …Abs !
Gosto do jogo da Bia, mas ela precisa realmente de levar uma sacudida, vai para o jogo, jogue a bola na tela bata, jogue com determinação, curta o jogo nao interessa quem esteja do outro lado. Bata com raiva na bola. Perca por você, não porque vc esta passando a bola, tenha espírito de guerreira na9 aceite a derrota sem lutar, este lutar e coloque a bola na linha forte se sair o público vai entender e te aplaudir. Vc sai ganhado de todas. Então arrebente.
A Beatriz é produto da espn. Acumulou pontos por causa da matemática do circuito. Nunca foi grande coisa. Tenista era Steffi. Vi três jogos ao vivo da moça. Venceu os três. Dois em menos de 1 hora. O outro derrotou Navratilova na final. Ali tinha variações de golpes, mudanças táticas, excelente técnica e vontade de vencer. Obr, Steffi a eterna campeã.