Procura-se alguém para mexer com os brios de Bia Haddad

Foto: Maria Christina Acosta

Não existe nada mais difícil no esporte individual, e ainda mais no tênis, do que sair de uma má fase prolongada. É uma bola de neve. Para recuperar a confiança, o jogador precisa vencer. Mas como atuar solto se você tem dúvidas sobre si mesmo? Aí vem nova derrota, talvez pior do que a anterior, e o mental vai se esvaindo semana após semana.

É o que vemos acontecer com Beatriz Haddad Maia desde o ano passado. Por motivos que muitas vezes parecem estar fora da quadra, a ex-top 10 começou a se perder em atuações muito irregulares. O saque, que forma a base de seu estilo, sumiu pouco a pouco e se tornou um golpe cada vez mais medroso, inseguro. E sabemos que o saque é o único dos elementos do tênis que dependem exclusivamente do próprio jogador, com raras interferências, como sol ou vento. Quando a confiança vai embora, é sempre o golpe mais afetado.

O calvário da brasileira já vinha tomando forma ao longo de todo o primeiro semestre do ano passado, mas ela ainda encontrou alguns portos seguros, que pareciam lhe dar esperança. Fez semifinal em Estrasburgo tirando nomes de peso como Clara Tauson e a então top 10 Emma Navarro antes de dar trabalho a Elena Rybakina. Semanas depois, derrotou Elina Svitolina na grama.

Não era a mesma jogadora sólida e ofensiva de antes, mas ao menos Bia conseguia superar os momentos duros da partida, como aconteceria no US Open. Diante de tenistas medianas, chegou nas oitavas de final e aí não foi páreo para a embalada Amanda Anisimova, de quem só tirou três games. A vinda a São Paulo se revelaria desastrosa, muito provavelmente por conta do favoritismo, e não passou das quartas.

Bia precisava do título no Parque Villa-Lobos para poupar a dura viagem a Seul, onde teria de defender o título e o ranking. Teve de ir às pressas e não passou de uma 105ª do ranking. O final do jogo foi melancólico, com mais uma crise de ansiedade em plena quadra. Finalmente, prevaleceu o bom senso, encerrou a temporada com 16 vitórias em 42 tentativas. Começou 17ª do mundo e terminou 58ª.

A expectativa de todo mundo, e acredito de sua própria equipe, é que Bia reiniciasse o ano zerada de cabeça e preparada para reagir. E não faltaram chances. Ganhou o primeiro set de Victoria Mboko, então 17ª do mundo, e tudo poderia ter mudado em caso de uma vitória em Adelaide. Sofreu outra dura virada da bem menos categorizada Yulia Putintseva no Australian Open, deixando escapar outra oportunidade de levantar a cabeça. Inexplicavelmente, também abandonou as chaves de duplas, onde poderia ganhar jogos, um pouco mais de ritmo e treinar saque principalmente.

Quando olhamos suas atuações mais recentes, como as de Indian Wells, Austin e Miami, já sem o treinador Rafael Paciaroni, fica claro que Bia precisa menos de um técnico que lhe corrija golpes e muito mais de alguém que mexa com seus brios. Que a faça se recordar de tantos buracos de que já saiu em sua longa e bela carreira. E com isso recuperar o espírito guerreiro que nunca lhe faltou.

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Hares
Hares
1 mês atrás

Esse alguém bem que poderia ser voce Dalcim!! Ótimo texto!! Parabéns

Mauricio
Mauricio
1 mês atrás

Exatamente isso !!
Falar a verdade sem ser rude ou grosseiro.
Lamentável a fase, mas precisa de apoio.
Continuo torcendo pela tenista e mais ainda pela pessoa.

Aurelio
Aurelio
1 mês atrás

Boa análise, mas esbarra num sério problema: ela, ao que parece, não confia em ninguém.

Ninguém para lhe dizer o que está errado, ninguém para lhe dizer exatamente o que é necessário fazer. (A mãe, por lá, é só suporte logístico e emocional, ao que parece – o que é justo)

Passou tanto tempo “blindada” (são três temporadas, não duas) que já não dá pra se livrar dessa “carapaça” de forma assim tão fácil e rápida.

Não vai ser fácil, nada fácil. Resta acompanhar e torcer que ela “ache” o caminho certo.

Elfer
Elfer
1 mês atrás
Responder para  Aurelio

Discordo sobre “não confiar em ninguém”. Staff estável por anos com psicóloga, técnico, etc…não sobrevive ao lado de alguém fechada a feedback.

Aurelio
Aurelio
1 mês atrás
Responder para  Elfer

Entendo.
Se você acompanhou nos últimos 3 anos, entrevistas da Bia (ou mesmo do Rafael Paciaroni) onde diziam que ela estava “blindada”, se referiam mais ao fato de não darem ouvido a qualquer tipo de vozes e opiniões externas à equipe; ou seja, as críticas não chegam até ela ou, se chegam, não são levadas em consideração.

A urgência em contratar um técnico é algo que parece não estar em prioridade; e mesmo quando chegar essa hora, achar alguém “de confiança” (na opinião dela), tal qual era com o Paciaroni, acredito ser quase “missão impossível”.

Rockton
Rockton
1 mês atrás

A única versão possível da Bia é aquela em que ela esteja aposentada do tenis, sendo mãe (como ela disse que quer ser), curtindo o dinheiro que já ganhou e sendo feliz.
Bia jogadora de tenis que tenha nível de competir pode esquecer.

Fernando
Fernando
1 mês atrás

Difícil falar da Bia. Está me lembrando o Guillermo Coria que, pouco antes de parar, mal conseguia sacar de tanta insegurança. O outro nome deste esporte chamado Tênis é Confiança. Quando ela vai embora, o jogo vira um desastre. É uma gangorra. Quando o adversário sente a falta de confiança nos golpes, ele cresce a vai pra cima. Atualmente, a Bia perde de qualquer jogadora.

Andre Lima
Andre Lima
1 mês atrás

Bia precisa encontrar um Apollo como no Rock III, voltar a sujar as meias no saibro meia boca dos clubes fundo de quintal, dizer que não vai perder… olhando na cara das adversárias.

Fernando carlos delatti
Fernando carlos delatti
1 mês atrás

Precisaria, não sei se aceitaria, uma nova equipe que lhe propusesse reiniciar a carreira. Tem 30 anos de idade, poderá jogar mais uns 4, 5 anos. Começar de novo, com chalengers e melhora de tudo, tecnica, tatica e fundamentos. Trabalhar um ano na reconstrução. Insistir com torneios, em que logo nao terá ranking para jogar , é um profundo engano…é preciso um trabalho de verdade e não o abandono a que se entregou….

SANDRA
SANDRA
1 mês atrás

Dalcim , ela já não tinha tido um problema no ombro.
que a impedia dela ter o mesmo saque que ela tinha antes ? Será que não sao outros problemas físicos E por último , ela não corre o risco de perder patrocinadores ? E quem está treinando ela ?

Mário Mendonça
Mário Mendonça
1 mês atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Porque ela não está jogando duplas?

SANDRA
SANDRA
1 mês atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

E porque ela não jogou mais duplas Dalcim ?

João Mendonça
João Mendonça
1 mês atrás

Não posso classificar o tênis como um esporte mais fácil ou mais dificil do que outros que já joguei.

Mas dentre os que posso comparar, é talvez o único onde “o acreditar” anda de braços dados com os golpes.

É uma sensação bastante estranha, mas se você – por exemplo – NÃO acreditar que o saque vai tocar dentro da quadra quando soltamos o braço, ele então ele não vai tocar mesmo e automaticamente entramos num ciclo vicioso:
– Menos confiança, traz menor precisão. Menos precisão trás a necessidade de tentar um golpe de mais segurança e menos arrojo (menos risco). Então o golpe de “menor risco traz previsibilidade para o adversário, que com certeza te estudou antes da partida.

Ao entrar na partida, o resultado é começar a dar pontos que normalmenre ganharíamos e então a confiança despenca de vez e após algumas partidas/torneios/meses nesta situação nâo há mais remédio. Vide a situação da atleta.

Não sei a resposta, mas considerando que não há nenhum problema físico afetando, eu arriscaria que é necessário deixar o ranking cair mesmo e partiria para torneios menores e a partir de então tentar retomar o caminho das vitórias, dando consistência a esse sentimento com títulos e recuperaçãoa no ranking.

No entanto, o tema é até onde podem haver fatores que não enxergamos, como depressão, fadiga crônica/pre burn-out, problemas físicos ou mesmo uma mudança de rumo (atleta já não tem planos mas persiste por não saber como parar ou insiste por compromissos assumidos ou pelo $$$).

Mas são apenas idéias. Na minha opinião, na real – não dá pra ter a menor idéia sobre o que se passa na cabeça da atleta.

Além do mais, não deve ser fácil ser atleta mulher, que visivelmente sofre uma discriminação adicional, sendo medida não por sua pessoa, mas pelos “olhos gulosos” da torcida, cuja voz ganhou alcance com a internet e cujas fixação na atleta se resume a suas medidas físicas que a reduz a ela se encaixar ou nâo no esteriótipo driaf9 na mente de dois ou três.

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás

A Bia poderia procurar uma ex-tenista brasileira. Foram tantas tenistas antes dela que são bem ativas acompanhando tênis. Niege Dias, Patrícia Medrado, Vanessa Menga, Gisele Miró, Joana Cortez, Teliana Pereira e Andrea Vieira. Acredito que algumas delas, dependendo da disponibilidade, adorariam viajar com a Bia como técnica. Faz muita falta não só no Brasil, mas no circuito como um todo não haver mulheres nesta função. O Murray tentou mudar este panorama, não só falando, mas trabalhando por dois anos com Amélie Mauresmo. Martina Hingis trabalhou com jovens talentos suícos, oferecendo suporte técnico e estratégico para Belinda Bencic, Timea Bacsinszky, Viktorija Golubic e Jil Teichmann, além de ter atuado como treinadora/capitã da equipe da Suíça na Billie Jean King Cup. Hingis também teve uma breve experiência como treinadora de Anastasia Pavlyuchenkova. Sinto que faltam mulheres nas comissões técnicas, principalmente chefiando estas comissões. Se não entram no circuito masculino, deveriam entrar no feminino. Com tudo isso, meu maior desejo é que a mãe da Nauhany Silva comece a viajar com a filha para prover suporte emocional insubstituível na adolescência, se já não está fazendo. Se isto não está acontecendo e não houver chances de acontecer no futuro, os responsáveis pela carreira dela devem contratar uma profissional mulher de qualquer área: enfermeira, psicóloga, médica, fisioterapeuta, diarista, cozinheira, amiga, etc, para viajar junto com a Nauhany.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Ronildo

Tenho a sensação que Brasileira atingiu seu limite, caro Ronildo. Agassi depois daquela desastrosa temporada de 97 , quando aprontou todas ( dentro e fora de quadra ) , caindo para Top 110 , não abriu mão de Brad Gilbert. Em 98 já terminou como Top 6 aos 28 anos . Uma treinadora como Conchita Martinez , que levou Muguruza a N 1 ( bateu Serena na Final de RG ) , seria a ideal para tirar nossas dúvidas se ainda dá para Beatriz. Infelizmente está presa com a jovem Mirra . Teria que ser alguém deste calibre , ao menos a meu ver. Abs !

João Mendonça
João Mendonça
1 mês atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Técnico que fala outra lingua trás uma barreira adicional. Por mais que possam se entender, a comunicação essencial se perde pelo caminho e as nuances e detalhes das explicações podem não ter o alcance esperado.

Não que não possa dar certo. Pode! Mas na minha opinião fica muito mais difícil.

Além do mais, o ‘jabá’ precisa estar caindo na conta para pagar por alguém que espera ganhar em EUR ou USD e tenha que deixar seu longínquo e amado lar para acompanhar a atleta aqui nesta pocilga!

Última edição 1 mês atrás by João Mendonça
PedroP
PedroP
1 mês atrás
Responder para  João Mendonça

a Mirra está fazendo isso , não !!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  João Mendonça

Minha nossa!

PedroP
PedroP
1 mês atrás
Responder para  Ronildo

quem foi Teliana no tenis amigo , ela da para ser treinadora de clube e só …

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás
Responder para  PedroP

Ué, como você consegue medir a capacidade da Teliana Pereira nesta área?

Última edição 1 mês atrás by Ronildo
Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
1 mês atrás

Brincadeiras a parte e sem ofender a Bia, então vou sugerir o técnico da Elena Ribakyna, esse sim , bem capaz de mexer com os brios da brasileira, rsrsrsrs.

Antes que me critquem, já deixei bem claro no parágrafo anterior, “Brincadeiras a parte e sem ofender”…..

Olha DAlcim, por mais que vc tenha colocado essas observações em seu brilhante texto, bem que poderia ser você mesmo o técnico dela, como disse o colega abaixo, rsrsrsrs, para cobrar uma atleta como essa, tem quer sábio, ponderado e mostrar a ela, os erros que costumar parecer nos jogos dela, então é isso.

Ah Guto Miguel e suas inspirações, kkkkk, mas bom tenista, vi a entrevista do técnico, e acredito que nesse ano, poderemos, e poderemos ver mais sobre o Guto Miguel.

Henrique Soares
Henrique Soares
1 mês atrás

Finalmente um jornalista especializado teve coragem de criticar a Bia, com propriedade. A impressão que ficava era que quase todos não tinham coragem de apontar sua falhas e medos.

FERNANDO/MG
FERNANDO/MG
1 mês atrás

Prezado Dalcim, na minha percepção, a Bia, começa o jogo com um bom nível que vai sucumbindo game após game, em alguns momentos me passa a impressão que a vontade dela é sair correndo da quadra, tenta se concentrar novamente, e no primeiro revés, solta um sorriso ingênuo e desesperado. Ela tem uma carreira maravilhosa, o talento e a qualidade ainda estão ali. O problema é totalmente extra quadra na minha opinião.

Tenista
Tenista
1 mês atrás

Na minha opinião, um ponto que também precisa ser destacado é que o jogo de Bia é muito previsível, sem muito repertório. As adversárias já têm o jogo dela bem mapeado. Infelizmente, Bia não consegue aumentar as variações do seu jogo.

PedroP
PedroP
1 mês atrás
Responder para  Tenista

concordo ,,, é mais ou menos o mesmo que está acontecendo com a Swiatek…

Jorge
Jorge
1 mês atrás

Posso estar errado dalcim ,mas acho que o caso da bia é o mesmo por exemplo da sloane sthepens ,o tênis tá ali mas o circuito evoluiu de forma rápida e ela não está acompanhando a velocidade do jogo ,acho que o teto da bia é esse .

Mitzi
Mitzi
1 mês atrás

Rodada do atp de Miami cancelada e a Espn reprisando o jogo da Bia, minha nossa …

levI sIlvA
levI sIlvA
1 mês atrás
Responder para  Mitzi

Deve ser por conta do patrocínio do Itaú…só pode ser isso mesmo…!

horacio nelson
horacio nelson
1 mês atrás

Não sabe a hora de parar.

Joanisson Lima barros
Joanisson Lima barros
1 mês atrás

Na verdade Bia está com problema psicológico e não quer dizer ou mesmo pessoal.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás

Sempre torço pra que ele supere essa fase pessima, mas a cada dia acredito menos nessa possibilidade, pois não se vê qualquer sinal de reação…

Guto Santos
Guto Santos
1 mês atrás

Meu caro, acredito como um amigo aqui já escreveu que ela esteja se aposentando, por questões pessoais (já vimos o quela passou o ano passado) e familiares.
E nesse momento está empurrando a carreira ao máximo para juntar um sprint final financeiro junto aos seus patrocinadores e torneios.
Ela não me parece mais interessada no que seria necessário para dar a volta por cima, por diversas razões que ela mesmo já elencou e vou rerforcar o que me parece claro : ela não tem mais saúde mental e idade para voltar a jogar em alto nível , teria que voltar a se dedicar demais com novos sacrifícios pessoais, sendo que ela já falou que quer filhos e está viajando com a mãe.
Fica aqui meu obrigado a Bia e conformado em saber que provavelmente até o leio do ano ela já não terá mais ranking para continuar.

Haroldo
Haroldo
1 mês atrás

Dalcim, parabéns pelo texto. Concordo com suas opiniões, mas acrescento que deve ter um problema físico, última cirurgia foi no pulso, se não tiver enganado, perdeu a força? Ou medo de machucar mais? As exigências para duplas são menores, por isso aparecer menos. Tem que realmente mexer com os brios dela, mas se ela não deixar…

Hugo
Hugo
1 mês atrás

Problema da Bia é mental. Quando fica perdida e sob pressão ela não aguenta e desaba. Tem potencial que foi prejudicado pela parte física, mas infelizmente falta essa parte importante para ter uma consistência. Triste…

Refaelov
Refaelov
1 mês atrás
Responder para  Hugo

Olha, consistência n tá faltando.. vem perdendo consistentemente há bastante tempo..

PedroP
PedroP
1 mês atrás
Responder para  Refaelov

jajajajajajajaja….buena !!!!!

levI sIlvA
levI sIlvA
1 mês atrás

Beatriz Haddad Maia, infelizmente não está bem…creio que, o melhor seria anunciar que se aposenta ao final da temporada e jogar sem pressão ou compromisso daqui por diante.
Os melhores resultados dela, vieram quando havia poucas expectativas…e desde que subiu de nível ao top 10, as coisas só foram desandando, é triste mesmo, mas é fato…
Não é novidade, nem todos aguentam lidar com a pressão desse esporte em altíssimo nível…!

melkiizedeke
melkiizedeke
1 mês atrás

Talvez seja hora de parar, quantos jogadores(as) encerraram a carreira precocemente, nada a denegrir os feitos que ela conquistou, foi grande, já deu tchau. Vá viver a vida.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás

Patrick McEnroe : ” O efeito Roger Federer vendeu todos os ingressos em recorde de 2 minutos” . Entrada do Suíço no Hall da Fama no USA . Organizadores de olho na segurança. Fonte : T.News . Abs !

SANDRA
SANDRA
1 mês atrás

A Bia desistiu de jogar duplas ?

Nelson Freire
Nelson Freire
1 mês atrás

Como uma vez Federer disse, após vencer o Aus Open em brilhante final contra Nadal, para quem tinha perdido muitas vezes, criando até um bloqueio mental: Sua luta é contra bola. Não uma briga direta, mas indireta contra o oponente através da bola. Foque na bola, deixando o corpo fluir ao sabor desse foco. E ai sim, bater com soltura. Deu certo, ele ganhou depois de algum tempo amargando derrotas em Grand Slam. Claro que cada tenista é diferente, mas o foco na bola é sempre o que conta

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás
Responder para  Nelson Freire

Verdade, Federer foi o melhor da história. Porém jogava sob pressão por causa deste status e isso permitia que seus principais rivais jogassem leves e soltos, aparentando ter mais firmeza mental. Isso enganou muita gente que acompanhou tênis e levou a conclusões errôneas de certa parcela do público.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Ronildo

Que bom Ronildo, que já estás usando o verbo ser no passado.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás
Responder para  Ronildo

Deixe ver se eu entendi: Federer jogava sob pressão e os adversários soltos, será que pelo fato de enfrentarem o melhor da historia não deveria ser o contrario? Meu caro, tente ser menos incoerente para justificar as suas opiniões pessoais…

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fernando

A culpa de Mr. Federer não conseguir ser maior do que foi, foi de seus fãs.
Fonte: Ronildo.

Jose Maurício
Jose Maurício
1 mês atrás

Não é possível salvar alguém, que não quer tirar uma das mãos do penhasco e segurar a sua!!

João Mendonça
João Mendonça
1 mês atrás
Responder para  Jose Maurício

Mas que precisão no comentário! Eu só gostaria de entender de onde vem tanta certeza???

Renato
Renato
1 mês atrás

Discussão boba. A atleta perdeu a vontade de jogar. Não porque ela quis. Nossa mente é assim. Somente isso. Tem gente q é capaz de formular um laudo psicanalitico sobre ela. B
obagem. Já deu e pronto. Deve continuar, jogar com prazer torneios menores. E o ciclo termina. Não sei pq tanto drama

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Renato

Boa!
Gostariam que Bia Haddad saísse ganhando todos os torneios, como fizeram Serena e Venus, mas a bola dela não é para tanto. Ganhou o que foi possível. Não conseguiu mais, deu esse parafuso. Nela e nos fãs.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Perfeito…

Vítor Barsotti
Vítor Barsotti
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Negativo, creio que a maioria esperava que a Bia atuasse por mais algum tempo oscilando ali na faixa das 15-20 melhores, o que seria plenamente compatível com o nível que ela já atingiu.

Mas, muito provavelmente, há um grave problema extra quadra que a impediu de continuar nesse toada (citarei só oThiem como outro exemplo, dentre vários).

O esporte de alto rendimento é cruel. Assim como os torcedores geralmente o são com seus ídolos.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Vítor Barsotti

Boa citação: Dominic Thiem.
Jogou 3 finais de GS e venceu uma. Venceu 17 torneios ao todo e foi #3 do mundo.
Sucumbiu à uma lesão de punho. Venceu Federer, Djokovic (não me lembro se com Nadal conseguiu), mas a diferença de curriculum é gigante.

Rodrigo
Rodrigo
1 mês atrás

Bia está conseguindo manchar sua vitoriosa carreira

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás
Responder para  Rodrigo

Manchar sua carreira? De onde você tirou esta idéia?

Mario Augusto Eduardo
Mario Augusto Eduardo
1 mês atrás

Mesmo com Federer aposentado, no post anterior haviam – até ontem – 19 menções a Federer contra 18 de Djokovic – destes sendo 13 de fánaticos.

Neste post aqui até o momento que pisto este, está 3 x 1 para Federer.

Como pode um tenista que já se aposentou há 4 anos ter uma representatividade e projeção maior que o dito maior de todos os tempos mesmo após tanto tempo parado?

Última edição 1 mês atrás by Mario Augusto Eduardo
Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
1 mês atrás
Responder para  Mario Augusto Eduardo

Ele não é o dito maior. Ele de fato é o maior com 24 slam, 40 masters e 7 atp finals. Tem alguém mais vencedor no tênis?
Outra coisa: lembre que popularidade não é sinônimo de goat.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Paulo Sérgio

E achas mesmo que os números de Federer também não são de um verdadeiro MultiCampeão???. O resto, o mais eimportante jogador da história tem de sobra para ser considerado ” goat ” , caríssimo Paulinho. Aguardemos. Abs !

Mario Augusto Eduardo
Mario Augusto Eduardo
1 mês atrás
Responder para  Paulo Sérgio

Tem uma meia dúzia sim e com recordes tão grandiosos quanto…

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Mario Augusto Eduardo

19 menções Federer x 18 menções Djokovic. Dessas, 13 são de fanáticos.
As outras 19 são todas de santos?

João Mendonça
João Mendonça
1 mês atrás

Vamos todos apenas torcer pela Bia!

Até mesmo aqueles que só torcem por ela ser bonita (sic) façamos todos uma corrente com vibração positiva para que ela – como pessoa – esteja bem apesar dos altos e baixos na carreira.

Mesmo porque nem todos podemos ser ‘Top 2’ naquilo que fazemos e estar entre os 100 ou 200 também não seria nada mais nada menos que um verdadeiro previlégio para qualquer um de nós.

João Mendonça
João Mendonça
1 mês atrás

Dalcim: na remota possibilidade da Bia largar o tênis, você vê nela qualidades de carisma e comunicação (potencial) para ela entrar no jornalismo?

Há ex-tenistas que são ótimos comunicadores e falam a linguagem do público e outros extremamente tímidos que terão que se enveredar e ter sucesso em outras áreas.

Mas qual a sua opinião?

Última edição 1 mês atrás by João Mendonça
Rodrigo S. Cruz
Rodrigo S. Cruz
1 mês atrás

Sim, o desafio da Bia é mental. E diante dessa deficiência, a parte técnica despenca juntamente.

O medo tem um poder cruel de paralisar qualquer pessoa, em qualquer coisa que pratique na vida. Mesmo algo em que você sabe que é bom.

Não vai ser fácil a Bia sair dessa. Mas vou torcer muito por ela. Ela é uma boa tenista, e também uma boa pessoa.

Última edição 1 mês atrás by Rodrigo S. Cruz
Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás
Responder para  Rodrigo S. Cruz

O texto do Dalcim é primoroso no diagnóstico e também muito respeitoso em relação à grande profissional e à maravilhosa pessoa da Bia mas penso que faltou uma sugestão importante: talvez o que possa ajudá-la a sair desse buraco sem fim, seja mesmo um excepcional psicólogo esportivo. O problema dela parece ser mental e não técnico ou físico.
E lembremos que ela demitiu a psicóloga que havia no time dela.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás

JF fez partida nota 7 ( de um Top 20 ) , mas venceu perigoso oponente. Fabian Morozsan bateu Alcaraz em Roma 2023 e JF em Roma 2025 . Ambos em Sets diretos. O predestinado com apenas 19 , não fez feio contra Top 2 . Vale a Torcida para aprontar para cima de N 1. Deu calor em Los Angeles. Carlitos precisou sair de um 0 x 5 , no Super Tiebreak …Abs !

Edvaldo
Edvaldo
1 mês atrás

Gosto do jogo da Bia, mas ela precisa realmente de levar uma sacudida, vai para o jogo, jogue a bola na tela bata, jogue com determinação, curta o jogo nao interessa quem esteja do outro lado. Bata com raiva na bola. Perca por você, não porque vc esta passando a bola, tenha espírito de guerreira na9 aceite a derrota sem lutar, este lutar e coloque a bola na linha forte se sair o público vai entender e te aplaudir. Vc sai ganhado de todas. Então arrebente.

Marcelo d
Marcelo d
29 dias atrás

A Beatriz é produto da espn. Acumulou pontos por causa da matemática do circuito. Nunca foi grande coisa. Tenista era Steffi. Vi três jogos ao vivo da moça. Venceu os três. Dois em menos de 1 hora. O outro derrotou Navratilova na final. Ali tinha variações de golpes, mudanças táticas, excelente técnica e vontade de vencer. Obr, Steffi a eterna campeã.

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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