“Precisei confiar muito no preparo físico”, diz Gauff após dura estreia

Coco Gauff (Foto: BNP Paribas Open)

Indian Wells (EUA) – Esperança da torcida norte-americana, a jovem Coco Gauff passou por apuros em sua estreia no WTA 1000 de Indian Wells. Após superar a uzbeque Kamilla Rakhimova por 6/3 e 7/6 (7-5), a cabeça de chave 4 destacou o excelente preparo físico e as dificuldades para lidar com um piso mais lento e o excesso de vento.

No duelo contra a 57ª colocada do ranking mundial, Gauff precisou salvar set-point antes de sacramentar o avanço à terceira rodada no tiebreak. “Ela bate a bola muito baixa, então se você não estiver bem no tempo da bola é fácil cometer erro não forçado”, analisou a ex-número 2 do mundo. Na terceira rodada, ela encara a filipina Alexandra Eala, a quem derrotou nas quartas de final em Dubai no final de fevereiro.

Além disso, a norte-americana pontuou as dificuldades de atuar no evento californiano, conhecido pelas variações de temperatura e a dificuldade de controlar a bola por conta dos fortes ventos que atingem a região.

“Foi uma partida difícil. Quando as condições ficaram mais lentas, senti que comecei a ter dificuldades. Quando está assim e ventando, você tem mais tempo para pensar e acaba pensando demais”, explicou”, analisou.

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Reconhecida no circuito ótimo preparo físico, Gauff atestou que estava bem focada em executar o seu plano de se manter no jogo diante das adversidades.

“Hoje precisei confiar muito na minha condição física. Quando a quadra está muito lenta, é difícil sair da defesa. Normalmente sou boa em transformar defesa em ataque, mas é algo que ainda preciso ajustar nessas condições”, afirmou.

A tenista de 21 anos também reconheceu o apoio da torcida, fator que a impulsionou a manter a concentração. “Às vezes, ouvir alguns aplausos extras ajuda a parar os pensamentos negativos. Contar com a força da torcida pode mudar a forma como você encara o próximo ponto”, destacou.

Sobre ter vencido mais um duelo com tiebreak, Gauff demonstrou espanto ao saber que detém um recorde de 59 vitórias e 30 derrotas. “Sério que já joguei tantos tiebreaks assim? Estou me sentindo velha”, brincou. “Tenho bastante confiança na minha devolução, então sinto que sempre tenho chance de ganhar pontos importantes”, analisou a norte-americana.

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