Perth (Austrália) – Apesar da derrota no primeiro jogo do ano, Naomi Osaka acredita que não teve uma atuação ruim diante de Maria Sakkari nesta sexta-feira pela United Cup, destacando também que este é o momento de testar soluções diferentes para seu estilo de jogo.
“Sinceramente, achei que não foi uma estreia ruim”, disse Osaka, após a derrota por 6/4 e 6/2 para Sakkari. “Estou tentando coisas novas e eu poderia ter sido mais agressiva nas devoluções. Acho que fui um pouco assim no final. Mas estou aprendendo a não ter medo de errar e simplesmente arriscar desde o início”.
“E também tentando não ser tão previsível, algo que percebi desde o US Open. De novo, tenho um certo medo de errar. Então, estou tentando quebrar essa limitação mental. É bom que por ter outra partida para jogar”, acrescentou a japonesa, que enfrentará Emma Raducanu no confronto com a Grã-Bretanha pela fase de grupos.
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Osaka também falou sobre a estratégia adotada por Sakkari, que havia destacado na entrevista a importância de buscar as paralelas para definir os pontos com o backhand. “É algo que quero aprimorar, porque sinto que meus backhands são bons, mas raramente o uso com a mesma frequência que ela”.
Gripe na véspera do Natal e preocupação com o físico
Além da avaliação técnica da estreia, Osaka também comentou sobre as dificuldades físicas enfrentadas nos últimos dias, revelando que ainda se recupera de um problema de saúde. Durante a partida, a japonesa apresentou tosse e sinais de desgaste, o que ela confirmou após o jogo. “Tenho lidado com algumas questões de saúde, então estou feliz simplesmente por estar em quadra agora. Não é nada sério, mas ainda assim atrapalha”, explicou.
“Tive uma ótima pré-temporada e achei que jogaria muito bem aqui. Aí acabei ficando bem doente. Acho que já estou na fase final disso, mas ainda não estou 100%”, contou. “Estou tentando melhorar a cada dia. Estava com tosse, nariz escorrendo, todas essas coisas chatas. Espero que isso desapareça antes do Australian Open. Acho que começou na véspera do Natal”.
Ainda assim, a ex-número 1 do mundo fez questão de separar o aspecto físico do nervosismo natural da estreia. “Não colocaria a culpa do resultado nisso. Eu estava apenas muito nervosa, minha mão estava tremendo um pouco. Isso é algo que acontece comigo no primeiro jogo do ano ou depois de uma pausa longa”.











