Perth (Austrália) – A campanha do Japão na United Cup chegou ao fim neste domingo, mas Naomi Osaka deixou a competição com sinais positivos e um discurso de confiança para a sequência da temporada. Apesar da eliminação precoce da equipe, após derrotas para Grécia e Grã-Bretanha, a ex-número 1 do mundo destacou a experiência vivida no torneio por equipes e reforçou suas expectativas para o Australian Open.
Líder do time japonês, Osaka foi responsável pela única vitória do país em seis jogos, ao bater Katie Swan em sets diretos. Mesmo com o desempenho abaixo, a japonesa fez um balanço construtivo de sua participação, que marcou sua primeira experiência no evento.
“Para mim, foi definitivamente muito divertido. Sempre quis jogar esse torneio e ver como era. Estar aqui com esse time foi algo realmente incrível, sinto que criei ótimas memórias para o começo do ano”, afirmou Osaka, que também destacou o clima de união do grupo. “Gostei muito de torcer no banco, foi algo diferente e especial.”
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Dentro do time japonês, a tenista de 28 anos também falou sobre o papel que assume naturalmente, ainda que não se coloque como referência absoluta. “Talvez algumas pessoas me vejam como veterana, mas, na minha cabeça, continuo aprendendo com todos. O que mais aprecio nesse time é isso: cada um tem sua personalidade, e é legal ver como tudo se encaixa”, explicou.
Boas expectativas para Melbourne
Questionada sobre sua condição física, Osaka reconheceu que ainda não se sente 100%, mas mostrou tranquilidade ao projetar a estreia no Aberto da Austrália. A japonesa tem convivido com uma tosse persistente, embora não veja isso como um problema mais sério.
“Definitivamente me sinto melhor a cada dia. É até irônico, porque sempre que digo que estou bem, começo a tossir. Não vou me agourar”, brincou. “Não sei exatamente o que está acontecendo com a tosse, mas acredito que estarei bem para o Australian Open. Tenho muitas esperanças para Melbourne, mas só posso viver um dia e um jogo de cada vez”, disse a bicampeã do Grand Slam australiano em 2019 e 2021.”
A atual número 16 do mundo também relembrou os momentos difíceis vividos na reta final da última temporada, quando precisou se retirar no meio da disputa do WTA 250 de Osaka, sua cidade natal, um dia depois do seu aniversário, e também desistir de jogar em Tóquio na semana seguinte. Mesmo assim, ela prefere enxergar o processo como parte do caminho.
“Foi muito duro. Osaka e Tóquio eram torneios muito importantes para mim, e não poder jogá-los foi devastador. Mas tentei tirar algo positivo, que foi o bom desempenho no US Open”, relembra a japonesa, que chegou às semifinais em Nova York.











Osaka cem por cento é uma das candidatas ao título do AO!