Onda de calor em Paris prejudica jogos de Roland Garros

A pressão aumenta em torneios do Grand Slam. Os jogos em melhor de cinco sets (para o masculino) também são mais exigentes e este ano Roland Garros ganhou mais um desafiador obstáculo: a onda de calor que atinge a Europa, elevando as temperaturas esta semana em Paris para acima de 30 graus centígrados, 91 F. A previsão é de que estas condições sigam até o fim de semana. E segundo normas divulgadas pela organização baseados em documentos da ATP, poderia ter a suspensão de jogos em 5 sets, o que, sinceramente, não acredito que possa mesmo se concretizar. Afinal, em situações extremas pode se fechar o teto da quadra.

A regra da ATP determinada no início desse ano conclui que se o índice superar os 30,1 graus centígrados, de acordo com a apuração do WBGT (uma medida de calor ambiental), os jogos passam a ter 10 minutos de paralisação após o segundo set. Só que este índice não leva em consideração apenas a temperatura marcada à sombra, mas analisa e avalia o efeito no corpo humano em procedimentos debaixo do sol. É relevado não só o calor, como a umidade, o vento, nuvens e ângulo solar.

Estes primeiros dias de Roland Garros apresentaram condições nada comuns para o final do mês de maio e alguns jogos tem forçado os tenistas a chegarem ao limite físico, como se pôde notar com Casper Ruud, Andrey Rublev, entre outros. Muitos recorrem as toalhas de gelo, ameaçam desistência e solicitam a orientação médica.

Outro detalhe levantado numa das entrevistas em quadra pelo espanhol Alex Corretja, é de que as condições de seca, ar quente, aliados aos acentuados top spin, estão dando maior velocidade às bolinhas e quiques mais altos. Mais um obstáculo, mesmo para os mais versáteis tenistas.

Pela minha experiência, Roland Garros costuma ter uma semana seca e quente – não tanto como neste ano – e a outra fria e com chuva. Enfim, é possível que nos próximos dias aqueles que passarem para as oitavas e quartas de final terão novamente de mostrar versatilidade e habilidade para superar os jogos do Grand Slam francês. E isso que faz com esses torneios sejam assim tão especiais.

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Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.
Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.

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