“O mundo do tênis está pronto para jogadores gays”, diz suíço

Mika Brunold (Foto: Reprodução/Instagram)

Zurique (Suíça) – No final da última temporada, Mika Brunold decidiu assumir sua homessexualidade publicamente. Agora, alguns meses depois, o suíço disse, em entrevista ao site Blick, ter se surpreendido positivamente com a repercussão da notícia.

“Primeiro, fiquei surpreso com tudo o que a notícia desencadeou e, segundo, com a quantidade de comentários positivos na publicação. Não sei, talvez esperasse muito mais reações negativas; tinha receio de que as pessoas não conseguissem manter a moderação, mas acho que li apenas uns cinco comentários inadequados”, disse o número 459 do ranking. 

“Seria bom se esse caminho que eu e outros jogadores escolhemos encorajasse outros colegas a seguirem o mesmo caminho. Cada pessoa deve escolher seu próprio caminho, decidir por si mesmo se quer tornar isso público ou prefere manter em privado. No meu caso, senti que este era o momento certo para comunicar”, complementou o suíço. 

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O circuito de tênis é relativamente conservador, anteriormente, apenas o brasileiro João Lucas Reis da Silva tinha se pronunciado sobre ser gay. “É improvável que eu seja o único tenista gay no circuito”, disse na época. 

Mesmo nesse contexto, Brunold acha que a questão da sexualidade não é mais uma barreira para uma carreira de sucesso dentro do esporte. “Minha impressão é que o mundo do tênis está pronto para jogadores gays. No meu caso, pelo menos, consegui lidar com a questão abertamente, sem problemas. Talvez eu esteja percebendo que esse assunto não representa mais nenhum problema para o resto do vestiário”,  finalizou o jogador suíço.

 

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Realista
Realista
1 mês atrás

As marcas adoram os gays, ganhariam até mais patrocínio. Muitos não se assumem pq querem ser conhecidos pelo tenis jogado e não por sua sexualidade, que só importa a eles e para sua privacidade.

Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás
Responder para  Realista

Mas deve haver muitos outros mais que preferem ficar no armário…

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás

Ele quer seus 5 minutos de fama… Já que o nível de tênis dele ainda é baixo, Burnold resolveu aparecer expondo sua sexualidade… Ele poderia é melhorar seu nível de tênis, já que uma quadra de tênis, se joga tênis e não é para fazer sexo… Pouco me importa com quem ele transa ou deixa transar, em uma partida de tênis, o que me interessa é o desempenho, a performance esportiva do tenista, a sexualidade do tenista, para mim, não é nem um pouco relevante…

Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Lacrou!!!!

Ney
Ney
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Não sei se você sabe, mas pessoas literalmente morrem diariamente somente pelo fato de serem homossexuais. Quando essas pessoas se assumem publicamente, não é exatamente para “aparecer”.

Sergio
Sergio
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Nada a ver. O cara colocou a opinião dele sobre o assunto. Não tem nada de marketing ou cinco minutos de fama. Ninguém falou de sexo na matéria, apenas de sexualidade, o que é bem diferente. Necessário você aprender um pouco mais sobre o assunto.

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás

Que legal o relato, que assim seja.

A orientação sexual, a raça, o sexo…nada disso altera a essência da pessoa. São apenas características externas; não definem caráter, mérito ou valor.

Rogério Jeaua
Rogério Jeaua
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

Comentário perfeito ! Concordo plenamente .

José Afonso
José Afonso
1 mês atrás

Surpresa é ele se surpreender com isso, kkkk.

Ele acha o quê? Que está no século XX ainda?

Leonardo
Leonardo
1 mês atrás

Para ser sincero, a orientação sexual é irrelevante para o tenis. Billy Jean King, Martina Navratilova, Amélie Mauresmo eram assumidamente gays, e nem por isso foram mais ou menos icones do tenis. Outros icones, como Freddy Mercury, Elton John, não se amparavam na sexualidade, eram ícones pelo talento. Esse tenista ganhou seus 5 min de fama anunciando a homossexualidade, mas seu sucesso vai depender da sua capacidade, se for um tenista mediocre, vai ser irrelevante, independente de ser gay ou não. Acho chato isso. Faz seu trabalho que o mundo vai te admirar pelo talento, não por forçar a barra para aparecer.

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás
Responder para  Leonardo

Também acho chato e oportunismo esse tipo de atitude dele, justamente por não chamar muita atenção jogando tênis dentro de quadra… Tenistas gays como Bill Tilden, Daria Kasatkina, Demi Schuurs, Nadia Podoroska, Martina Navratilova, Billie Jean King, Amélie Mauresmo etc jogaram ou ainda jogam um belo tênis dentro de quadra, sem precisar se apoiar na “muleta gay” para chamar atenção… Alguém avise o Mika Bournold que ele não é o primeiro nem será o último tenista gay, mas que ele precisa treinar mais e focar mais focado no tênis pra ver se melhora mais seu jogo, para não precisar ficar aparecendo somente como “gay”, mas como um “tenista de qualidade” como os citados acima…

Luiz
Luiz
1 mês atrás

Vamos ser “realistas”. Infelizmente, a “realidade” é que ainda há muitas pessoas que odeiam as mulheres (principalmente aquelas que reivindicam seus direitos), homossexuais, pessoas negras, nordestinas; aliás, sendo bem “realistas”, odeiam até mesmo tenistas brasileiros e brasileiras.

Analdo
Analdo
1 mês atrás

A escolha sexual de cada tenista não interessa, isso é ativismo! Gosto de assistir jogos de tênis de qualidade se for gay ou heterossexual tanto faz.

Maroc Ponti
Maroc Ponti
1 mês atrás

E necessario divulgar pessoalmente a orientacao sexual? Nao irei por ai dizendo que sou heterossexual. Para que? A nao ser que sou forcado a divulgar devido a um clausula profissional.

Luiz
Luiz
1 mês atrás
Responder para  Maroc Ponti

Não é necessário. Também não é proibido. Se ele quer dizer que é gay, é um direito dele, não concorda? Agora, eu nunca fui agredido por ser heterossexual, mas pessoas amigas minhas já foram agredidas por serem gays ou lésbicas. Então, realmente, acho que se estas pessoas entendem que é importante afirmar sua sexualidade em um mundo no qual pessoas são, inclusive, mortas por serem diferentes, não sou eu que vou dizer que estão erradas.

M. Lima
M. Lima
1 mês atrás

Acho inacreditável como muitas pessoas não percebem a importância da representatividade no tênis. No circuito feminino, é relativamente comum ver atletas lésbicas assumidas, e isso já ajuda a inspirar jovens que se identificam. No masculino, porém, é outra história: dois homens juntos ainda é muito menos aceito do que duas mulheres. E ver comentários dizendo que “é só fama”, que “não interfere em nada” ou que “é irrelevante” me dói o coração. A representatividade importa! Assim como a presença de mais jogadores negros ou asiáticos serve de inspiração para jovens dessas comunidades, o mesmo vale para os atletas LGBT+. Eles mostram que o tênis, além de técnica e talento, também pode ser um espaço de diversidade e inclusão.

Kario
Kario
1 mês atrás

Ele está ensinando q se assumir ajuda o tenista gay a ser feliz. E que se outros fizerem o mesmo, de modo q os gays não sejam apenas exceçoes, passíveis de virarem assunto, no futuro isso não será mais assunto. Ele não está preocupado com a opinião dos outros.

Realista
Realista
1 mês atrás

Outro vai ser melhor quando as pessoas pararem de se dividir, colocar rótulos e prateleiras.
Bobeira pensar em representatividade… cada um faz o que bem entender, contanto que não prejudique o outro.

M. Lima
M. Lima
1 mês atrás
Responder para  Realista

É uma pena que o mundo real não funcione assim. Em muitos países, a homossexualidade ainda é crime, em alguns casos punível com a morte. Em pleno século XXI, pessoas continuam sendo perseguidas, humilhadas, silenciadas e condenadas simplesmente por existirem e por amarem quem amam. Vidas são tratadas como erro, como pecado, como algo que precisa ser apagado. Isso é cruel, é injusto e é desumano.
Por isso, é necessário, sim, que tenhamos representatividade não só no tênis, mas em todos os esportes. Cada atleta que se assume rompe um ciclo de medo, vergonha e solidão. Cada história visível salva outras histórias invisíveis. É um lembrete de que ninguém deveria precisar se esconder para sobreviver.
Não é sobre moda, não é sobre lacração, não é sobre polêmica. É sobre respeito, humanidade e o direito básico de viver livre, inteiro e com dignidade.

Sergio
Sergio
1 mês atrás
Responder para  M. Lima

Perfeito. Esse realista vive fora da realidade mesmo. Para ele o mundo já está perfeito, já está pronto, o que não é verdade. É necessário sim, em alguns casos e situações haver mais debates e posicionamentos sobre o assunto. Caso contrário, pode haver a “normalização” do preconceito e da discriminação contra os homossexuais.

JClaudio
JClaudio
1 mês atrás

Bobby Blair, um dos primeiros protegidos de Nick Bollettieri e um destaque nas categorias de base, com um futuro imenso no tênis, desistiu da carreira, trancado num armário com medo de que o público do tênis descobrisse que ele era gay.
Gottfried Von Cramm, campeão de Roland Garros, foi preso pelo governo alemão por ter um caso homossexual com um ator judeu. Ficou preso por seis meses, proibido de jogar Wimbledon (na Inglaterra, até o final da década de 60, optar por ser homossexual era crime).
Bill Tilden, ganhador de 10 Slams, foi preso na Sunset Boulevard, na decada de 40, tendo relações com um menor, faleceu na pobreza, quase ninguém o queria por perto (Charles Chaplin ofereceu sua quadra de tênis, para que Tilden pudesse dar aulas, nenhum outro clube permitia sua presença).
Nos dias atuais, mais de 25 países na África e quase todos da Ásia criminalizam a homossexualidade (locais onde temos vários torneios).
Não é para qualquer um ser gay no tênis masculino, local bastante preconceituoso.
Legal o jovem se posicionar, abre novos caminhos para a turma do Deus, Pátria e Família.

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