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Raducanu é muito exigida e vence após 2 tiebreaks
04/08/2022 às 18h53

A partida contra a colombiana Camila Osorio teve 2h50 de duração

Foto: Citi Open

Washington (EUA) - Depois de ter superado uma estreia tranquila no WTA 250 de Washington, Emma Raducanu foi muito mais exigida em seu segundo jogo no torneio. A número 10 do mundo e atual campeã do US Open precisou de dois tiebreaks e 2h50 para vencer a colombiana Camila Osorio, 67ª colocada, por 7/6 (7-5) e 7/6 (7-4).

Esta é apenas a segunda vez na temporada que Raducanu chega às quartas de final de um torneio. Ela já havia feito essa campanha no saibro de Stuttgart, onde foi superada apenas pela número 1 Iga Swiatek. Em Washington, a jovem britânica de 19 anos faz seu primeiro torneio desde que começou a treinar com o russo Dmitry Tursunov, ex-técnico das também top 10 Aryna Sabalenka e Anett Kontaveit.

Durante a longa partida desta quinta-feira, Raducanu encarou uma rival que se defendia muito bem. Osorio correu muito e sempre fazia jogar uma bola a mais. A colombiana tinha habilidade para usar alguns slices e curtinhas, mas também não via problemas em jogar a bola para cima quando precisava. Tudo isso sob um calor de 36ºC.

A partida teve oito quebras de serviço, quatro para cada lado, e um total de 25 break-points. Osorio fez mais winners, 27 a 25, e também mais erros, 60 a 51. As duas jogadoras também sofreram muito fisicamente e precisaram de atendimentos médicos, a colombiana para o pé direito e a britânica com bolhas na mão.

"Acho que eu morri umas três vezes na partida, mas consegui voltar", brincou Raducanu na entrevista em quadra. "Camila é uma jogadora que luta muito em todos os pontos, e às vezes você precisa bater cada vez mais forte, porque ela sempre chega. Mesmo quando eu estava liderando o segundo set por 4/2 e tive mais três break-points, ela continuou lutando e voltou para o jogo. Estou muito feliz por ter vencido".

Duelo com Samsonova nas quartas
A adversária de Raducanu nas quartas terá um estilo bem diferente. Ela enfrenta a russa Liudmila Samsonova, de 23 anos e 60ª do ranking, dona de um tênis agressivo e de muita potência nos golpes. Samsonova atuou na abertura da rodada e venceu a australiana Ajla Tomljanovic por 4/6, 6/3 e 6/2 em 2h14 de jogo. A partida precisou ser interrompida por 10 minutos no intervalo entre o segundo e o terceiro set para a aplicação da regra de calor extremo.

"Hoje estava muito quente e difícil para jogar, mas eu estava preparada para isso. Depois do primeiro set eu estava muito nervosa, mas continuei procurando soluções para jogar contra a Ajla e mantendo o pensamento positivo. A regra do calor também me ajudou muito, estava sonhando com isso. Quando voltei estava me sentindo muito melhor", disse Samsonova, após a vitória de virada. Ela fez 37 winners contra só 10 de sua adversária, e por ser muito mais agressiva naturalmente também cometeu mais erros, 41 a 30. "Acho que estou melhorando o meu jogo, é como um quebra-cabeças. Tive um mês para me preparar porque não pude jogar em Wimbledon, mas assim tive muito tempo para trabalhar".

Apesar de o confronto das quartas ser inédito no circuito, a britânica sabe o que esperar. "Ela bate muito forte na bola e tem a habilidade de tirar o jogo das suas mãos. Tenho que me recuperar o máximo que puder hoje, e sei que ela teve um jogo de três sets. Então vai ser difícil para nós duas".

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