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Bruno: 'Sacamos bem e com liberdade para devolver'
02/07/2022 às 20h00
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Matheus Fonseca, de Londres
Especial para TenisBrasil

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Jogando ao lado do anfitrião Jamie Murray, o mineiro Bruno Soares já está nas oitavas de final em Wimbledon. Apesar de a vitória ter sido novamente em sets diretos, o veterano de 40 anos acredita que a partida foi mais difícil do que o placar sugere e citou o bom aproveitamento no saque como fator fundamental para superarem a segunda rodada.

“Foi um jogo duríssimo. No primeiro set fomos superiores, mas a partir da segunda parcial tudo foi muito no detalhe. Sacar muito bem foi muito importante para nós, mantivemos os games de serviços confortáveis e passamos a pressão para o outro lado. Ao mesmo tempo, nos deu uma certa liberdade para devolver, conseguimos ser agressivos e fazer o nosso jogo”, destacou o brasileiro.

Outro ingrediente importante para a vitória foi o fato de ter a torcida a favor, já que o seu parceiro atuava em casa. “Jogar com o Jamie aqui é sempre muito bom, tem uma energia muito boa. Hoje também tinham muitos brasileiros e dava para escutá-los nas arquibancadas o tempo todo. Além disso, eu adoro a quadra 2, é um lugar espetacular para jogar, principalmente dupla, porque fica um caldeirão como hoje, um espetáculo”, disse.

Na próxima fase, Murray e Soares terão os cabeças de chave número 7, o australiano John Peers e o eslovaco Filip Polasek. Na visão de Bruno, uma quebra de saque contra os rivais pode ser fatal. “São dois caras chatos de jogar, que sacam muito bem e são bastante agressivos. Quando sacam bem, é você quem fica com a corda no pescoço. Temos de ficar muito focados nos nossos games de serviço, porque apesar de serem inconstantes na devolução, vão para a bola o tempo inteiro”, avalia.

Parceria com Bia segue firme
Também vivo na chave de duplas mistas ao lado da paulista Beatriz Haddad Maia, Bruno falou sobre a vitória na estreia contra o gaúcho Rafael Matos e a ucraniana Lyudmyla Kichenok na última sexta-feira “Foi um jogaço, um grande primeiro set e um tiebreak melhor ainda, com muitos pontos de altíssimo nível e ralis. Infelizmente foi contra o Rafa, um brasileiro caiu, mas estou feliz pela nossa atuação”.

O mineiro também destacou a evolução do entrosamento com Bia. “Eu acho que desde a segunda rodada de Roland Garros já estava muito claro, a Bia entendeu as coisas que eu faço, o jeito que eu jogo, eu a entendi bem também, as preferências dela, a forma de sacar, as jogadas que ela se sente mais confortável e como pode maximizar os nossos pontos fortes. Acredito que mantivemos bem, com ajustes para a grama, obviamente, mas acho que nós dois temos um bom jogo nesse piso”, disse.

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