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Sensação, holandês ainda não perdeu para top 20
01/07/2022 às 16h34

Londres (Inglaterra) - Próximo rival do sérvio Novak Djokovic em Wimbledon, o holandês Tim van Rijthoven é a sensação da grama nesta temporada, aproveitando a sequência de torneios para vencer seu primeiro título de ATP e atingir o top 100 pela primeira vez, algo que acontecerá logo após a disputa no All England Club.

Atual 104 do mundo, o holandês de 25 anos foi campeão em ‘s-Hertogenbosch e agora desafiará Djokovic nas oitavas de final. “Antes de começar o torneio, meu sonho era jogar contra ele. Fiz a minha parte para poder ter essa oportunidade e agora devo conseguir jogar na Quadra Central ou na Quadra 1 de Wimbledon, que é algo mágico”, destacou Van Rijthoven.

“Sou um jogador que entra em cada partida pensando que posso ganhar e também vai ser assim contra Djokovic. Irei a esse duelo com confiança de que posso vencer”, complementou o holandês, que venceu todos os top 20 que já enfrentou até então, todos na atual temporada.

Na campanha em ‘s-Hertogenbosch ele bateu o norte-americano Taylor Fritz, o canadense Felix Auger-Aliassime e o russo Daniil Medvedev, que eram os três principais cabeças de chave do torneio, e agora em Wimbledon passou pelo norte-americano Reilly Opelka na segunda rodada antes de superar o georgiano Nikoloz Basilashvili nesta sexta-feira.

“A partida de hoje não foi como qualquer outra, tinha um jogador imprevisível pela frente que às vezes pode ir muito bem ou muito mal. Então entrei em quadra pensando em apenas manter a bola em jogo e o fazer com que jogasse muitas bolas, lhe dando a chance de errar”, comentou o holandês, que com a campanha em Wimbledon vai subindo provisoriamente para o 99º lugar no ranking.

Questionado sobre suas maiores virtudes na grama, ele destacou seu serviço. “Nas últimas oito partidas, falando de memória, acho que fui quebrado só algumas vezes, então a partir do saque é quando começo a moldar o resto do meu jogo”, comentou Van Rijthoven, que também salientou sua agressividade e falou que gosta de jogar com slices.

Brilhando apenas agora com 25 anos, ele vê seu momento como fruto de muito trabalho. “Para quem vê de fora tudo isso parece um conto de fadas, pois é como se tivesse surgido do nada. Não tinha conquistado sequer um título de challenger até vencer um ATP 250. Trabalhei muito e nunca perdi a esperança para finalmente poder sentir essas vibrações positivas. Agora estou surfando na onda, vamos ver onde termina”, encerrou.

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