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Laura: 'Triste pelo resultado, mas feliz como competi'
28/06/2022 às 22h25
Matheus Fonseca, de Londres
Especial para TenisBrasil

Última brasileira a estrear na chave de simples em Wimbledon, a paulistana Laura Pigossi foi eliminada na primeira rodada do torneio, assim como Bia Haddad Maia e Thiago Monteiro no dia anterior. Após a inédita aventura em sua carreira, a paulistana de 27 anos avaliou seu desempenho e descreveu o sentimento de jogar um torneio de Grand Slam.

“Estou muito feliz como competi, a forma como abri a cabeça para tentar encaixar meu jogo da melhor maneira possível na grama e por não ter abaixado a cabeça por pior que fosse o placar, desfrutando o momento, sem pensar em ganhar ou perder, mas curtindo essa conquista pessoal. Saio um pouco triste por ter perdido esse primeiro jogo, mas acredito que tudo soma como experiência e com certeza eu vou voltar melhor na próxima vez”, disse a jogadora.

Falando mais especificamente da partida, Laura, destacou como ponto positivo a capacidade de reagir no primeiro set, empatando o jogo após estar perdendo por 5/2, e apontou os principais motivos para a vitória da eslovaca Kristina Kucova por 6/0 na segunda parcial.

“No primeiro set eu consegui alongar os pontos, puxar uma ou outra bola para cima e trazer ela para a rede, o que tornou o jogo mais parelho. No segundo ela já foi mais agressiva, entendeu melhor a maneira como eu estava jogando, as mudanças de altura que eu estava fazendo, se antecipou muito bem e conseguiu me dominar”, analisou a brasileira.

Ainda segundo ela, o baixo índice de aproveitamento de saque foi outro fator que contribuiu para a derrota. “Acabei jogando muito com o segundo serviço e na grama o saque é crucial. Acho que se eu tivesse conseguido manter uma porcentagem maior teria feito um pouco mais de estrago, mesmo assim também não posso falar que foi o grande diferencial, pois eu tive chances no primeiro set e, da maneira como foi, poderia ter vencido a parcial”.

Correndo atrás do resultado duas vezes
Uma das coisas que mais chamou a atenção na partida foi o fato de a brasileira ter começado ambas as parciais tendo o serviço quebrado duas vezes consecutivas. Questionada se isso teve alguma influência emocional ao longo do jogo, ela negou e destacou sua força mental para tentar reverter a situação, principalmente no primeiro set.

“Eu só pensei em jogar cada ponto e acho que esse foi o motivo de eu ter conseguido buscar o empate no 5/5. Se eu tivesse ficado irritada provavelmente teria perdido por 6/1 e 6/0. Mas o fato de eu estar ali lutando e tentando achar soluções deixou os dois sets bem parelhos, pois, mesmo que o segundo tenha sido um ‘pneu’, todos os games foram apertados chegando a iguais ou 30-30”, observou.

Essa capacidade de lidar com as adversidades foi muito citada por Pigossi, que relembrou também uma virada que quase resultou em título neste ano. “Eu sou muito positiva nos meus jogos e acho que esse é um diferencial que me fez ganhar muitas partidas, entendendo que sempre tenho chance de voltar ao jogo, sabendo me perdoar dentro de quadra. Na primeira rodada do quali em Bogotá eu estava perdendo por 7/5, 5/3 e 40-15, me mantive firme, virei o jogo, entrei na chave principal e fui para a final do torneio. Essa energia positiva e entrega dentro de quadra é algo que vou carregar comigo sempre”.

Próximos passos
Após se despedir de Wimbledon, Laura deverá voltar a jogar no saibro europeu antes de partir para a temporada de quadra dura na América do Norte. Nas próximas semanas ela jogará o WTA 125 de Contrexeville (França) e os 250 de Budapeste (Hungria) e Palermo (Itália). Sem nada a defender até o US Open, o plano da brasileira é somar o máximo de pontos para tentar uma vaga direta também na chave principal do último Grand Slam do ano.

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