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Cornet diz que tenistas estão escondendo Covid
28/06/2022 às 14h50

Segundo a francesa, jogadores com sintomas não estão fazendo testes

Foto: FFT

Londres (Inglaterra) - Pode estar em curso uma epidemia de Covid-19 entre os tenistas do circuito, mas um acordo entre eles sugere não se fazer o teste e evitar que haja controle mais rígido por parte dos organizadores. Nos últimos dois dias, o croata Marin Cilic e o italiano Matteo Berrettini revelaram estar positivos para coronavírus e desistiram voluntariamente de Wimbledon.

Em entrevista ao diário L'Equipe, a francesa Alizé Cornet revelou que houve dezenas de casos de covid-19 durante Roland Garros, incluindo jogadores de ponta, mas os tenistas concordaram em não relevar para que controles não fossem realizados.

"Não quero subestimar o impacto da Covid, mas é algo que já entrou em nossa rotina. Fomos vacinados, fizemos bolhas de contenção por um ano e meio e cumprimos nossa missão. Essa doença faz parte de nossa vida e não faria sentido os torneios recomeçarem a fazer testes em massa e estabelecer de novo protocolos duros", argumentou Cornet.

Ela contou que houve inúmeros tenistas contaminados e com sintomas durante Roland Garros. "Ninguém sabe mas em Paris houve uma verdadeira epidemia de coronavírus e todos os tenistas concordaram em não fazer o teste. Havia grandes jogadores envolvidos e estou preocupada com o que essa informação pode gerar quando for divulgada", pontuou.

"(Barbora) Krejcikova se retirou das duplas devido à Covid. Todo o resto do circuito estava doente, com os mesmos sintomas, como tosse e dor de garganta. Havia acompanhantes com máscaras em todas as áreas comuns porque tinham certeza de que o vírus circulava", completou.

Embora a organização de Wimbledon esteja relatando a maioria dos abandonos como contusões, os casos de desistência aumentam a cada dia. Nesta terça-feira, também saíram Xinyu Wang, Makoto Ninomiya e Clara Tauson.

Cornet iguala recorde e vence
Na disputa de seu 62º Grand Slam consecutivo, Cornet igualou a marca recorde da japonesa Ai Sugiyama e ainda avançou para a segunda rodada de Wimbledon, ao derrotar a cazaque e cabeça 27 Yulia Putintseva, por 6/3 e 7/6 (7-5).

"Se tudo correr bem, espero superar o recorde no US Open. Essa é uma prova de longevidade. É difícil não perder um Grand Slam por tanto tempo, não se machucar, e não sair do top 100 também. É uma prova de regularidade no ranking também. Sempre estive entre as 50 do mundo, e isso me permitiu entrar nos Grand Slam sem um convite. Claro que estou orgulhosa disso. É claro que eu queria ter melhores resultados em Grand Slam, mas isso já é uma coisa muito bonita".

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