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Alcaraz: 'O mais difícil na grama é como se mover'
26/06/2022 às 15h31

Londres (Inglaterra) - Embora chegue neste ano em Wimbledon como a sensação da temporada e ostentando a condição de cabeça de chave número 5, o espanhol Carlos Alcaraz sabe que não terá vida fácil num piso em que tem pouquíssima experiência. O tenista de 19 anos disputou somente duas partidas no circuito sobre a grama, com uma vitória e uma derrota, mas mesmo assim não se assusta com o que vem pela frente.

“Sempre digo que não é fácil jogar na grama e que ainda não joguei em Wimbledon antes, então esta semana vai ser difícil para mim, mas estou me preparando. A coisa mais difícil que eu diria é como se mover. Mas tenho um jogo que vai se adaptar bem na grama, tentando ir para a rede e jogando de forma agressiva. Não consegui me preparar bem para Wimbledon este ano, mas sempre venho a todos os torneios pensando que posso alcançar bons resultados ou até vencer”, comentou Alcaraz.

O espanhol não disputou preparatórios na grama, desistiu do ATP 500 de Queen's por conta de um desconforto no cotovelo e jogou com uma proteção no braço na exibição do Hurlingham Club. Ainda assim, ele espera fazer um bom papel no All England Club, onde estreará contra o perigoso alemão Jen-Lennard Struff e seus estilo agressivo com bastante saque e voleio.

Atual 7 do mundo, ele sabe da importância do ranking, mas segue priorizando sua evolução como tenista. “Estar no top 10 para mim é incrível. Olho para o ranking e quero continuar subindo, mas isso não é a coisa mais importante agora. Ainda estou ganhando experiência em todas as superfícies e em todos os torneios. No momento, também foco nos Grand Slams. A classificação no momento é secundária”.

Questionado sobre a ausência de russos e bielorrussos, ele preferiu adotar um discurso mais neutro e apenas lamentou que os jogadores não estejam em Wimbledon. “É difícil para um torneio não permitir que o número 1 jogue, todo mundo quer vê-lo jogar em todos os torneios. É uma pena perder alguns dos melhores tenistas do mundo. Isso é tudo o que tenho a dizer”, comentou Alcaraz, que sonha em poder um dia jogar na mítica Quadra Central.

“Wimbledon é um dos torneios mais bonitos do mundo para mim. A Quadra Central é incrível, recebeu jogos grandes e históricos. Significa muito, para mim, estar neste torneio e vou tentar passar o máximo possível de rodadas para poder jogar lá”, encerrou o jovem espanhol.

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