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Bellucci: 'Já estou no lucro, mas quero ir mais longe'
20/06/2022 às 20h43

Bellucci furou o quali e garantiu vaga na chave do challenger de Oeiras, no saibro português

Foto: Divulgação

Oeiras (Portugal) - Depois de vencer seus dois jogos no quali do challenger de Oeiras e garantir vaga na chave principal, Thomaz Bellucci está animado com seu nível de tênis apresentado no início da semana. Recuperado de lesões no joelho e nas costas, Bellucci sabe que "está no lucro" pelo bom início de torneio, mas quer ir ainda mais longe.

"Fiz dois bons jogos. Já fazia quase oito meses que eu não disputava um torneio, e a última vez que eu havia vencido duas seguidas deve fazer mais de um ano. Tive uma série de lesões que me prejudicaram nos dois últimos anos", disse Bellucci, em entrevista coletiva nesta segunda-feira em Portugal. O brasileiro passou pelo francês Tristan Lamasine, 463º do ranking, e pelo espanhol Alejandro Moro Canas, 338º colocado, durante o quali.

"Já estou no lucro, mas acho que dá para ir mais longe no torneio. Estou jogando bem e as condições são boas. Estou acostumado a treinar nessas quadras, e graças a Deus sem dor nenhuma. Estou bem fisicamente para a primeira rodada amanhã", comenta o veterano de 34 anos, que enfrenta o português Gonçalo Oliveira, 351º do ranking, nesta terça-feira, estreando na chave principal.

"Só de estar jogando saudável e sem dor, já fico feliz. Tenho que tentar continuar jogando assim, com nível bom de tênis. Não estava nem inscrito para o torneio, mas como eu venho aqui para Lisboa para treinar de vez em quando, eu assinei a lista de alternate. Não estava nem programado. Algumas semanas atrás eu não estava nem treinando", comenta o ex-número 21 do mundo, que aparece atualmente apenas no 1.104º lugar do ranking da ATP.

'Não é fácil começar do zero aos 34 anos', diz Bellucci

Bellucci falou sobre suas metas para as próximas semanas e o desejo por voltar a jogar torneios grandes, mas garante que não veria problemas se tiver que voltar ao nível future. "Minha preferência é jogar quali de challenger, porque sinto que estou com nível para jogar. A gente está tentando alguns convites em challengers na Europa para conseguir jogar, e não usar todos os meus rankings protegidos de uma vez só, porque eu só tenho nove. Vou poder usar um ranking protegido para entrar em alguns torneios, não é muito, mas é o suficiente para entrar em alguns futures. Então, a prioridade é jogar challenger, mas se tiver que jogar future não tem problema nenhum".

"A curto prazo, quero jogar saudável, sem dor, e sem me lesionar. Nos últimos anos eu tenho conseguido disputar poucos torneios seguidos, jogava dois ou três torneios e já me lesionava. Então não tinha muito ritmo. Quero voltar a jogar os grandes torneios, mas primeiro vou ter que jogar future e tomara que eu consiga passar logo disso", afirmou o tenista, que completa 35 anos em dezembro. "Até o final do ano tenho perspectiva de continuar jogando. Se até o final do ano eu estiver com condições e achando que ainda consigo entrar de novo no top 100, vou continuar jogando. Mas por enquanto vou jogando semana a semana".

"Depois que você sai do top 100 e do top 200 você fica desmotivado, as coisas ficam muito distantes, vem as lesões, pensei várias vezes em parar de jogar. Não é fácil começar do zero aos 34 anos. O nível é muito equilibrado, e se você não estiver jogando bem, não vai conseguir ganhar. Eu consegui montar uma equipe boa esse ano e estou motivado para voltar a jogar e voltar a treinar. Hoje em dia, o mais difícil é treinar. Mas ainda consigo ter motivação e estou evoluindo pouco a pouco", complementou.

Lesões no joelho e nas costas prejudicaram a temporada 
A atual temporada tem sido marcada por lesões para o paulista de Tietê. "A gente começou a treinar em janeiro na pré-temporada, mas aí eu comecei a sentir dores no joelho. Tentamos recuperar, fazer fisioterapia, baixar o volume de treino. Tive que voltar para o Brasil, o médico pediu para sair da quadra por alguns meses. Isso foi entre março, abril e maio. E quando estava quase voltando tive uma lesão nas costas. Então só consegui voltar a treinar forte há umas três ou quatro semanas".

Momento do tênis brasileiro e grande fase de Bia
O vencedor de quatro títulos de ATP também falou sobre o momento do tênis brasileiro, especialmente Beatriz Haddad Maia, vinda de dois títulos seguidos no WTA 250 de Nottingham e Birmingham. "A Bia é um ponto fora da curva. O Brasil nos últimos anos tem tido dificuldade de encontrar um jogador consolidado entre os 100. O Thiago Monteiro está ali entre 70, 80 e 90, mas depois cai um pouquinho. Ele tem um nível de jogo muito grande, mas com dificuldade de se consolidar entre os 100. Mas agora a Bia veio para ficar. Ela teve muitas lesões a vida inteira, mas é uma menina com muito potencial, além de ser uma grande amiga minha. Como pessoa admiro muito ela".

Duelo com portugueses na Copa Davis
Por último, Bellucci também falou sobre o confronto entre Brasil e Portugal pelo Grupo Mundial I da Copa Davis, que acontecerá ainda este ano, com data a definir. "Vai ser um confronto bem difícil, com o João Sousa que é top 100, o Pedro Sousa e o Gastão Elias voltando a jogar bem. Se bobear, acho que Portugal deve ser favorito, não sei quem vão ser os jogadores do Brasil, mas o confronto é equilibrado".

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