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Bouchard não joga Wimbledon, Pigossi perto da vaga
17/06/2022 às 22h20

Pigossi é a próxima na lista de espera e tenta disputar sua primeira chave principal de Slam

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - O Brasil está muito perto de ter uma segunda representante na chave principal feminina de simples em Wimbledon. Além de Beatriz Haddad Maia, que vive a melhor fase na carreira, Laura Pigossi está a apenas uma desistência de já entrar diretamente e fazer sua estreia em uma chave principal de Slam. A última vez que duas brasileiras na mesma chave foi em 1989, com Niege Dias e Andrea Vieira em Roland Garros. Na ocasião, as duas chegaram à terceira rodada. 

Com o banimento das tenistas da Rússia e de Belarus, Pigossi era a quinta na lista de espera quando houve o fechamento das inscrições, ocupando na época o 123º lugar do ranking. As primeiras desistências foram de Sofia Kenin, Mayar Sherif e Ana Konjuh. E já nesta sexta-feira, foi a vez de Eugenie Bouchard retirar seu nome da lista de inscritas.

Finalista de Wimbledon em 2014 e ex-número 5 do mundo, Bouchard operou o ombro em junho do ano passado e já está há mais de um ano sem jogar. A canadense havia solicitado o ranking protegido de número 118 para entrar na chave. Mas como o Grand Slam londrino não oferecerá pontos no ranking, ainda por conta da não participação das russas e de bielorrussas, Bouchard preferiu não atuar para poder utilizar o ranking protegido em outros eventos, quando terá a oportunidade de recuperar posições. As jogadoras que voltam de lesão só podem usar o recurso em dois Grand Slam.

"Decidi me retirar de Wimbledon por conta da decisão da WTA de não dar pontos no ranking no torneio. Após a minha cirurgia no ombro, eu tenho um número limitado de entradas com ranking protegido. E vou utilizar minhas duas vagas em Grand Slam no US Open e no Australian Open. Por mais que eu ame Wimbledon, tenho que escolher com cuidado em quais torneios eu vou entrar com ranking protegido, para que isso me ajude a chegar onde eu quero. Não faria sentido usar em um tonreio que não vale pontos", justificou a canadense de 28 anos, que chegou a jogar uma final de WTA em março do ano passado, em Guadalajara, três meses antes de operar o ombro.

Pigossi pode entrar mesmo sem desistências
A vaga que seria de Bouchard na chave ficou com a norte-americana Bernarda Pera, que ocupava a 122ª posição quando as inscrições fecharam, uma acima de Laura Pigossi. Mas mesmo que não haja desistência, Pigossi ainda pode conseguir uma vaga. Isso porque a organização do torneio tem direito a oito convites na chave principal e só utilizou sete no momento, para Serena Williams, Daria Saville e para as britânicas Katie Boulter, Katie Swan, Yuriko Miyazaki, Jodie Burrage e Sonay Katral. Se o oitavo convite não for utilizado, a vaga na chave fica para a próxima da lista de espera, beneficiando a brasileira.

A lista atualizada de inscrições ainda tem mais duas tenistas com ranking protegido, a belga Kirsten Flipkens, que disputará seu último torneio da carreira profissional, e a italiana Elisabetta Cocciaretto.

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