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'Estou jogando melhor a cada partida', celebra Iga
02/06/2022 às 17h39

Invicta há 34 jogos no circuito, a polonesa tenta conquistar seu segundo Grand Slam

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Paris (França) - De volta à final de Roland Garros, Iga Swiatek tentará no próximo sábado recuperar o troféu conquistado pela primeira vez em 2020 e ampliar sua galeria de títulos. Invicta há 34 partidas e vencedora de cinco torneios na temporada, a número 1 do mundo vai em busca de seu segundo Grand Slam. Atuando no piso em que conquistou seus melhores resultados, a polonesa chega bastante confiante com a evolução de nível de tênis exibida ao longo das últimas duas semanas em Paris.

"Estou ainda mais feliz com o desempenho do que na partida anterior. Sinto que meu jogo está cada vez mais sólido e que posso realmente relaxar quando estou em vantagem e quando consigo uma quebra, então isso é ótimo. Sinto que estou jogando melhor a cada partida", disse Swiatek, depois de vencer Daria Kasatkina na semifinal por 6/2 e 6/1 em apenas 1h04 de partida nesta quinta-feira.

"É ótimo estar na final novamente, especialmente quando eu não sabia realmente como eu iria jogar aqui depois de tantos torneios que seguidos. Parecia meio óbvio para mim que essa sequência de vitórias pode acabar em breve. Então, eu só queria pensar passo a passo. Eu não tinha nenhum objetivo exato neste torneio. E só de ver como meu jogo está se desenvolvendo a cada partida, é algo que me dá muita esperança. Estou orgulhosa de mim mesma", acrescentou a polonesa, que venceu 43 jogos no ano e perdeu apenas três.

Homenagens a Billie Jean King em Paris
Com 21 anos recém-completados, a polonesa participou das homenagens a Billie Jean King, pioneira na luta por direitos iguais no tênis feminino e uma das fundadoras da WTA. Billie Jean recebeu nesta quinta-feira um troféu comemorativo pelos 50 anos de seu primeiro título de Roland Garros, conquistado em 1972. Swiatek conta sobre como é sua relação com a lenda do esporte.

"Acho que nos conhecemos em Indian Wells, no fim do ano passado, quando o torneio foi adiado. Ela me mandou uma mensagem algumas vezes, o que foi bastante motivador. Sei que ela tem muitos jogadores para conversar, porque todo mundo quer conversar com uma lenda. Então, eu realmente não quero tomar muito do tempo dela, mas é ótimo que esteja disponível para nós. Ela realmente gosta de passar alguns conhecimentos", comentou a atual líder do ranking.

Duelo com Gauff na final deste sábado
Adversária da norte-americana Coco Gauff, de apenas 18 anos, na final do próximo sábado, Swiatek celebra o bom momento de sua jovem rival, que chega pela primeira vez a uma decisão de Grrand Slam. Ainda mais por todas as pressões e expectativas que acompanharam Gauff desde a infância, com direito às comparações com Serena Williams.

"Com certeza, estou muito feliz que ela está indo bem, porque ela também teve uma enorme pressão em sua vida. Deve ter sido difícil. Tenho certeza de que ela precisou ser muito forte para chegar até aqui. Pelo que vejo na quadra, ela está se desenvolvendo a cada ano basicamente. E às vezes esqueço que ela tem 18 anos. Ela está sendo muito consistente e é muito bom vê-la progredindo".

Relação com a música e literatura
E mais uma vez, Swiatek falou sobre sua relação com a música e sua preferência por ouvir os clássicos do rock antes das partidas. "Eu uso a música para ter algo que vai deixar meu cérebro ocupado e relaxado antes das partidas, mas também quando quero ter mais energia, isso realmente me ajuda. Existem algumas bandas que eu sempre escuto como Led Zeppelin, AC/DC e Guns N' Roses, eles sempre foram os três perfeitos para a situação". Seu livro de cabeceira em Paris é 'Os Três Mosqueteiros', romance de Alexandre Dumas, mas ela reconhece que o ritmo de leitura está mais lento nas últimas semanas. "Ainda não terminei. Estou indo devagar".

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