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Kafelnikov: 'Djoko tinha que dar 150% para vencer'
01/06/2022 às 13h59

Paris (França) - Campeão de Roland Garros em 1996, o russo Yevgeny Kafelnikov analisou o clássico do tênis mundial da última terça-feira, que terminou com a vitória do espanhol Rafael Nadal sobre o sérvio Novak Djokovic, pelas quartas de final de Roland Garros. Em entrevista ao Sportklub, o ex-número 1 do mundo afirmou que o atual líder do ranking precisava ter ido além para bater seu maior rival.

“Desde o primeiro ponto, a linguagem corporal de Nadal mostrou que seria difícil para Novak vencê-lo. Para superar Rafa assim, ele tinha que jogar não 100%, mas 150% de suas habilidades. Desde o primeiro jogo da partida, Nadal mostrou que estava afiado e pronto para a batalha”, comentou o russo.

Kafelnikov disse não entender por que disseram que a partida noturna combinava com Djokovic. “Parecia o contrário para mim, acho que a noite ajudou Nadal: o público, as condições mais frias e a bola quicando como convém ao Rafa. O quique foi mais lento e exatamente na área onde ele quer bater”, opinou o dono de dois títulos de Grand Slam.

“Considerando a forma atual de jogar de Novak, eu definitivamente gostaria que as condições fossem mais rápidas. Ele ainda conseguiu fazer winners e mover Nadal, mas as condições difíceis foram tais que ele não conseguiu usar seu jogo até o final. Desde o primeiro ponto ficou claro que algo estava errado com Novak. Não sei o quê, mas algo o estava incomodando”, acrescentou o russo.

Para ele, talvez o aspecto mental tenha sido mais importante que o físico. “O homem ganhou Roland Garros 13 vezes e os fãs definitivamente o apreciam. Acho que incomodou um pouco Novak, mas foi uma partida épica que aproveitei cada minuto. Tenho certeza que os fãs de Paris também amam Novak, mas com Rafa é uma história especial.

O russo também destacou os 30 erros não forçados de Djokovic com seu backhand. “Novak tinha que jogar assim se quisesse vencer: ser agressivo e tentar ditar pontos. Quando você joga assim, comete muito mais erros . Por outro lado, Rafa foi muito físico, o que me surpreendeu. Não vou dizer que estava mais fresco, mas fisicamente no mesmo nível de Novak, que percebeu que teria que jogar no limite se quisesse vencer”, finalizou.

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