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Paixão pelo tênis reúne família brasileira em Paris
30/05/2022 às 15h15

Família Figueira com a camiseta comemorativa da conquista de Kuerten em 1997.

Foto: Matheus Fonseca
Matheus Fonseca, de Paris
Especial para TenisBrasil

Paris, 8 de junho de 1997. Neste dia e local, Gustavo Kuerten conquistava o primeiro de seus três títulos de Roland Garros, e a vitória do catarinense na capital francesa reacendeu uma velha paixão do médico Francisco Figueira, de 64 anos.

Bastante interessado por esportes, ele começou a praticar o tênis ainda na faculdade, aos 20 anos de idade, com um amigo. O início dos dois foi por conta própria, sem nenhuma orientação profissional, o que, somado ao peso e à pouca tecnologia empregada nas raquetes da época, acarretou uma lesão no braço do então estudante de medicina. Por causa disso, ele precisou parar de jogar e se afastou um pouco da modalidade.

Mas foi durante a épica campanha de Guga na França que o já formado e consolidado pediatra viu acender novamente a chama do tênis. A conquista não apenas emocionou Figueira, como também contagiou toda a família e despertou o interesse dos filhos a praticarem o esporte.

Desde então, Francisco também passou a jogar de duas a três vezes por semana em um clube de São Paulo e nunca mais deixou de acompanhar o circuito profissional pela televisão. Mais do que isso, teve a oportunidade de acompanhar presencialmente um Grand Slam por mais de uma vez.

“Estar em um torneio como Roland Garros e poder assistir de perto todos esses atletas é sensacional”, diz. A ida a Paris em 2022 teve um motivo ainda mais especial. Um de seus filhos, Rafael, vive na França há cerca de sete anos e é casado com uma francesa, também apaixonada pelo tênis. O plano de visitar o filho e a nora e ainda aproveitar para acompanhar a competição se tornou perfeito para ele e sua mulher, Betina.

Para completar a festa em família, eles providenciaram quatro camisas comemorativas da conquista de Kuerten em 1997, desfilando pelo complexo de Roland Garros com uma homenagem ao maior personagem do tênis masculino brasileiro, 25 anos após o seu inesquecível feito.

“O Guga é o grande inspirador do nosso amor pelo esporte, por suas conquistas e principalmente pela pessoa que ele é, um grande exemplo dentro e fora das quadras, se tornando também uma motivação para nós no dia a dia”, finalizou Figueira.

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