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Alcaraz: 'Não me parece justo jogar de novo à noite'
29/05/2022 às 22h18

Alcaraz fez dois jogos seguidos nas sessões noturnas em Paris

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Paris (França) - O quebra-cabeças a respeito da definição dos horários das quartas de final de Roland Garros ganhou mais um capítulo no fim de noite deste domingo. Após os posicionamentos de Rafael Nadal, Novak Djokovic e Alexander Zverev, foi a vez de Carlos Alcaraz, último a ter atuado pelas oitavas, se manifestar: E o número 6 do mundo não quer um terceiro seguido à noite, depois de ter enfrentado Sebastian Korda pela terceira rodada e Karen Khachanov nas oitavas sempre no encerramento das rodadas.

"Já joguei duas vezes no turno da noite. Não estou dizendo que me incomoda, mas não me parece justo. Você tem menos tempo para descansar e tudo acaba muito tarde. Pode parecer que não, mas, mesmo que você termine à meia-noite, você tem pensar em tudo o que precisa fazer depois: jantar, fisioterapia... Você não descansa mesmo com a adrenalina da partida", disse Alcaraz, em entrevista ao jornal Marca.

O jovem espanhol de 19 anos enfrenta nas quartas o alemão Alexander Zverev, terceiro do ranking. Alcaraz venceu o duelo mais recente, na final do Masters 1000 de Madri, mas Zverev lidera o histórico de confrontos por 2 a 1. "Quero jogar uma partida muito parecida com a que fizemos na final de Madri e aproveitar todas as oportunidades disponíveis para mim. Será importante jogar de forma muito agressiva e pressioná-lo desde o início da partida. Aqui estamos em um Grand Slam e tenho que deixar claro que vou enfrentar a melhor versão de Zverev".

A respeito da vitória nas oitavas sobre Khachanov, Alcaraz aprovou o desempenho em quadra. "Foi uma grande partida, joguei bem do início ao fim. Eu sabia que ia seria uma batalha para nós dois e que eu tinha que estar focado. Karen é um jogador agressivo e estou feliz ter vencido", disse após marcar as parciais de 6/1, 6/4 e 6/4.

O espanhol também agradeceu à torcida pelo carinho recebido. "Sempre digo que é muito importante que a torcida o apoie. As partidas são muito longas, há muitos momentos ruins nelas. Com o amor das pessoas, é mais fácil vencer. As arquibancadas são tão importantes quanto cada golpe".

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