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'Isto já é um sonho', festeja aniversariante Bia
29/05/2022 às 13h29
Matheus Fonseca, de Paris
Especial para TenisBrasil

Nesta segunda-feira, 30 de maio, a paulista Beatriz Haddad Maia completará 26 anos de idade e o presente veio um dia antes com a vitória ao lado do mineiro Bruno Soares sobre a indiana Sania Mirza e o croata Ivan Dodig, garantindo vaga nas quartas de final de Roland Garros na chave de duplas mistas.

Os brasileiros conversaram com TenisBrasil logo após o duelo, e Bia relembrou a primeira vez que esteve no Grand Slam francês, exatos 11 anos atrás, e comemorou também a boa campanha da parceria 100% nacional até aqui no torneio.

“Presente maior do que estar jogando Roland Garros ao lado do Bruno e ainda viva na competição não tem. Acho que isso é tudo e independentemente de resultado já é um sonho. Eu lembro que passei meu aniversário de 15 anos furando o qualificatório juvenil e, apesar de eu ser nova ainda, faz muito tempo que eu já vinha para cá. É um lugar muito especial, um dos meus torneios favoritos e será um dia lindo amanhã”, afirmou.

Sobre a vitória
Apesar de o placar de 6/4 e 6/3 apontar para um resultado tranquilo, a partida em si foi bastante complicada, na opinião de Bruno Soares. “Não comparando com o jogo anterior, mas foi duríssimo também. A vitória no primeiro set foi no detalhe, em alguns pontos decisivos. Quando se joga no formato das mistas, sem vantagem e com match tie-break, a margem para erros é muito pequena”, explica.

Para o mineiro, a chave do jogo foi o entrosamento da dupla que, segundo ele, já está muito mais natural. “Estávamos muito convictos do que tínhamos que fazer em quadra e jogamos bem os pontos importantes. No segundo set, ficamos na frente com chance de segunda quebra e eles foram salvando. Querendo ou não, é difícil sacar depois disso, mas soubemos lidar bem e fechar o jogo”, completou o tenista brasileiro.

Próxima rodada
Nas quartas de final, Haddad Maia e Soares terão pela frente a parceria formada pela norte-americana Nicole Melichar-Martinez e Kevin Krawietz, a quem Bruno conhece muito bem no circuito e já projetou o duelo.

“Já joguei muito com a Nick e ela é bem diferente da Mirza, gosta de fechar a rede e saca super bem também. O Krawietz é bastante experiente, bicampeão aqui (nas duplas masculinas), nunca joguei dupla mista contra ele, mas é um cara de muita qualidade também, muito firme do fundo e muito bom no saibro. É importante pegarmos alguns vídeos para estudar o que estão fazendo. Temos que focar no nosso jogo, pois, se conseguirmos executar as coisas que queremos fazer, ficamos perigosos”, analisa.

Parceiros canhotos
Curiosamente, nos últimos anos Bruno Soares tem tido bom desempenho com tenistas que joguem predominantemente com a mão esquerda, como o croata Mate Pavic, o britânico Jamie Murray e agora a brasileira Beatriz Haddad Maia. Questionado se isso é uma preferência, o mineiro garantiu que é somente um acaso.

“Na verdade, é uma coincidência. Não que eu estava procurando canhotos para jogar, mas eu gosto, principalmente na formação que a gente utiliza, com a Bia no ‘iguais’ e eu na ‘vantagem’. Querendo ou não, acaba mudando o jeito de jogar, pois tem o saque do destro e do canhoto, o adversário tem sempre que fazer um ajuste ali e outro aqui e acho que isso é um ponto positivo”, explica.

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