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Gauff: 'Estou mentalmente melhor que ano passado'
27/05/2022 às 22h26

A norte-americana de 18 anos tenta voltar às quartas de final em Paris

Foto: Nicolas Gouhier/FFT

Paris (França) - Uma temporada depois de ter feito sua melhor campanha em Grand Slam, ao chegar às quartas de final de Roland Garros, Coco Gauff está a uma vitória de igualar esse resultado. A jovem norte-americana de 18 anos e atual 23ª do ranking se sente cada vez mais preparada para chegar longe nos grandes torneios, especialmente no aspecto mental.

"Acho que agora estou mentalmente melhor do que no ano passado, chegando à segunda semana. O que torna os Grand Slams mais difíceis são as duas semanas e não há outra maneira de se preparar para duas semanas de jogo", avaliou Gauff, que apesar da pouca idade já disputa seu terceiro Roland Garros e o 11º Grand Slam de sua carreira profissional. "Acho que estou muito mais preparada para jogar duas semanas de tênis".

Gauff vem de vitória no duelo de gerações contra Kaia Kanepi, estoniana de 36 anos, por 6/3 e 6/4 nesta sexta-feira. A norte-americana foi perguntada na entrevista coletiva sobre a longevidade de sua adversária e se ela acredita que jogará até essa idade. "Eu não sei, não olhei tão à frente, mas é incrível que ela esteja jogando nesse nível aos 36 anos. Ela ainda está jogando muito bem".

"Espero que, se eu ainda quiser jogar, chegar à idade dela jogando nesse nível. Fico feliz por ela, porque hoje em dia é meio raro voce ver jogadores terminando as carreiras em seus próprios termos. Que bom que ela seja capaz de jogar. Presumo que ela seja saudável e tudo mais", acrescentou a vencedora de dois torneios da WTA.

A adversária de Gauff nas oitavas será a belga Elise Mertens, 32ª do ranking. A jovem de 18 anos levou a melhor no único duelo anterior, disputado na grama de Eastbourne no ano passado. "Eu já joguei com ela antes e acho que estou muito mais relaxada do que na minha partida das oitavas do ano passado".

"Também já joguei muitas vezes com ela nas duplas e sei que ela pode bater muito bem na bola. Mas acho que se eu puder usar as variações de jogo, isso me ajudará durante essa partida", complementou.

A jovem tenista também falou sobre sua adaptação ao saibro. "A movimentação é um dos meus pontos fortes em outros pisos e acho que o saibro só melhora isso. Eu realmente gosto de deslizar. Acho que me ajuda a me recuperar mais rápido depois de pegar a bola. Eu também joguei bem pesado com o meu forehand e acho que o saibro faz a bola quicar ainda mais alto".

"Em todas as quadras aqui, é raro você ter um quique ruim ou qualquer coisa em comparação com outras quadras de saibro. Gosto do ritmo daqui. Não é muito rápido, nem muito lento. Eu sei que no passado, pelo menos vendo pela TV, parecia um pouco mais lento. Mas sinto que agora, com o passar dos anos, acho que ficou mais rápido, e acho que gosto da velocidade em que está agora. Acho que não existe saibro melhor no mundo, na minha opinião. Não joguei em todos os lugares, mas nos torneios que joguei, esse é provavelmente o melhor".

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