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Medvedev vence bem o combalido Bagnis na estreia
24/05/2022 às 08h08

Paris (França) - Com uma estreia traiçoeira em Roland Garros, enfrentando um adversário típico do saibro e ainda buscando ritmo em sua volta ao circuito, o russo Daniil Medvedev acabou contando um pouco com a sorte, que facilitou bastante seu duelo com o argentino Facundo Bagnis, vencendo sem sustos e com o placar final de triplo 6/2 anotado em 1h40 de partida.

Bagnis mostrou um pouco de resistência no começo do jogo, mas um problema na perna direita o fez não conseguir manter o ritmo e acabou se tornando presa fácil para Medvedev, que mesmo oscilando, passou sem grande dificuldade pela estreia. Na segunda rodada, o russo enfrentará o sérvio Laslo Djere, que bateu o lituano Ricardas Berankis com triplo 6/4.

Embora o russo tenha um currículo muito maior, com 13 títulos contra apenas 2 do sérvio, e seja atualmente o segundo cabeça de chave em Roland Garros, o retrospecto é favorável a Djere, que venceu o único duelo entre eles até então, no saibro de Budapeste em 2017, contando com desistência de Medvedev no segundo set após marcar 6/0 e 5/5.


A partida começou com o número 2 conseguindo uma quebra logo de cara e o argentino devolvendo em seguida. Só que depois de Bagnis abrir 2/1 no set, só deu Medvedev, que venceu os cinco games seguintes, com direito a dois breaks para cima do rival, e assim fechou a primeira parcial.

Medvedev viu sua situação na partida ficar mais tranquila graças a quebras já nos primeiros games tanto do segundo set quanto do terceiro, que lhe deram uma vantagem e uma tranquilidade maior na disputa. Além disso, mesmo quando ele oscilava e dava chances, acabava fechando as portas. Na segunda parcial, o russo salvou os três break-points que encarou, e na terceira até levou uma quebra de volta, mas anotou depois duas seguidas.

O desempenho do russo com o saque foi muito bom com o primeiro serviço (80%), mas não tão bom com o segundo (50%). Ele anotou 12 aces e cometeu 7 duplas faltas. A superioridade de Medvedev ficou clara na diferença de bolas vencedoras, com mais que o dobro do rival (35 a 14) e no número de erros não forçados, que foi inferior ao de Bagnis (19 a 28).

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