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Krejcikova lamenta queda, mas destaca jogar sem dor
23/05/2022 às 21h15

Campeã no ano passado, Krejcikova não passou da primeira rodada em Paris

Foto: Remy Chautard/FFT

Paris (França) - Apesar de lamentar derrota de virada na primeira rodada de Roland Garros, Barbora Krejcikova teve ao menos um ponto positivo para destacar para esta segunda-feira. A número 2 do mundo e campeã do torneio no ano passado estava fora do circuito desde fevereiro, por conta de lesão no cotovelo direito, mas destacou também o fato de conseguir jogar sem dor, o que traz ânimo para as próximas semanas.

"Estou muito feliz com meu braço. Não senti nenhuma dor durante a partida, então acho que isso é muito positivo. Quero dizer, estou ansiosa para jogar outros torneios e continuar melhorando", disse Krejcikova, que deve sair do top 10 após Roland Garros, com a perda dos 2 mil pontos no ranking conquistados há um ano.

"Eu esperava que fosse ser um jogo difícil, e foi. Acho que no geral, meu nível de tênis não foi tão ruim. Mas fisicamente foi um pouco pior. Eu tenho que começar de algum lugar, então é uma pena que tenha que ser aqui e que eu não tive outras partidas, mas acho que é uma boa maneira de seguir em frente", acrescentou a tcheca, que permitiu a virada à jovem francesa de 19 anos Diane Parry, 97ª do ranking, com parciais de 1/6, 6/2 e 6/3 em 2h08 de partida.

"Acho que tive um colapso fisicamente e isso acontece por falta de ritmo de jogo. Normalmente, os jogos são diferentes dos treinos e tentei me preparar da melhor forma possível", avaliou a jogadora de 26 anos. "Eu apenas senti isso quando começamos a jogar os ralis. Eu comecei a me atrasar um pouco para chegar nas bolas. Foi aí que senti que comecei a errar as bolas e foi onde a partida mudou".

Krejcikova também avaliou o jogo de Parry, ex-número 1 do ranking juvenil e que chegou ao top 100 no fim do ano passado. A francesa também chama atenção por seu backhand de uma mão. "Eu estava vendo os vídeos dela, então sabia o que esperar. Acho que por um set e meio eu era a melhor jogadora em quadra. Mas então, eu comecei a chegar atrasada para as bolas, ela estava passando por cima, porque eu não era mais capaz de colocar tanta pressão nela. Acho que a partir do meio do segundo set ela começou a melhorar e eu comecei a jogar pior. E acho que ela fez um ótimo trabalho".

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