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Osaka prefere enfrentar cabeça de chave já na estreia
21/05/2022 às 17h27

Osaka reencontra a norte-americana Amanda Anisimova, sua algoz no Australian Open

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Paris (França) - Pelo segundo Grand Slam consecutivo, Naomi Osaka enfrentará Amanda Anisimova. A japonesa tem a oportunidade de revanche contra sua algoz na terceira rodada do Australian Open. Atualmente no 38º lugar do ranking, a ex-número 1 do mundo não é cabeça de chave em Paris e diz que prefere enfrentar uma adversária mais bem colocada ainda na estreia, quando todas as tenistas estão ainda se adaptando às condições do torneio.

"Quando o Wim [Fissette, seu treinador] falou que eu jogaria contra ela, a minha reação foi pensar que ele estava brincando. Mas para mim, acho que é melhor jogar com ela na primeira rodada, quando as jogadoras ainda estão se adaptando. Então é mais fácil para mim jogar contra uma cabeça de chave na primeira rodada do que enfrentá-la em outra fase do torneio", disse Osaka, durante a entrevista coletiva pré-torneio.

"Acho que nós duas vamos tirar proveito das experiências, e tive dois match-points naquele jogo. Não tenho certeza se o saibro é uma superfície melhor para ela, porque sei que ela fez uma semifinal aqui há alguns anos. Mas fico feliz por já tê-la enfrentado na Austrália, então posso aproveitar essa experiência. Fizemos também uma exibição em Indian Wells, mas lá ela me matou completamente", acrescentou a respeito da jovem rival de 21 anos e atual 28ª do ranking.

Osaka também brincou com o fato de ter sonhado que enfrentaria a número 1 do mundo Iga Swiatek logo na primeira rodada de Roland Garros. "Eu tive um sonho há alguns dias eu seria sorteada para jogar contra a Iga. Eu estava com medo (sorrindo), porque pensava que ela seria a pior jogadora possível para enfrentar quando eu não sou cabeça de chave. Graças a Deus isso não aconteceu".

A japonesa de 24 anos também falou sobre o incômodo no tendão de Aquiles, que comprometeu seu desempenho em Madri e a fez desistir de jogar em Roma. Ela diz que não ir a Roland Garros estava fora de cogitação. "Não tem como eu desistir deste torneio, então é claro que você meio que tem que administrar as coisas. Na verdade, joguei muitos Grand Slams com algumas dores".

"Quando eu fui campeã na Austrália, ganhando da Kvitova na final, passei cinco partidas com um desconforto nas costas. Então acho que talvez exista a possibilidade de eu jogar muito bem quando estou lesionada, porque sinto que não tenho nada a perder", acrescentou a vencedora de quatro títulos de Grand Slam.

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