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Bia celebra chegada ao top 50 e alto nível de tênis
16/05/2022 às 18h21

Bia é a quinta mulher brasileira a entrar no top 50 do ranking de simples da WTA

Foto: Trophée Lagardère

Paris (França) - Na semana em que debutou no top 50 e aparece com o melhor ranking da carreira, ocupando agora o 49º lugar, Beatriz Haddad Maia comemorou a marca e também o bom nível de tênis apresentado nas duas últimas semanas. Bia disputou dois WTA 125 no saibro francês, conquistou um título em Saint Malo e um vice-campeonato em Paris. Com isso, ganhou 16 posições em duas semanas. Ela também foi campeã de duplas na capital francesa, jogando ao lado da ex-número 1 da modalidade Kristina Mladenovic.

"Essas duas semanas foram muito importantes. Eu consegui trabalhar bem e estou jogando um tênis de alto nível. Tiveram vários jogos no terceiro set, onde eu tive que brigar bastante, e o meu tênis em algum momento apareceu", disse Bia Haddad Maia, sobre o bom momento no circuito. "Isso me deu bastante confiança no meu físico, na minha equipe e no meu trabalho, porque ficar bastante tempo na quadra mostra o quanto a gente evoluiu, principalmente pelo meu histórico".

"Conseguimos cumprir o primeiro objetivo que a gente traçou no começo do ano que era o top 50, e também permaneci saudável. Acho que hoje todas as pessoas da minha equipe têm muito claro onde a gente está e onde a gente pode chegar", acrescentou a número 1 do Brasil, que permanece em Paris para a disputa de Roland Garros. A chave principal do Grand Slam francês começa no próximo domingo.

"Estou realmente feliz com esse primeiro objetivo, estou cuidando do corpo, e estou me sentindo preparada para começar aqui em Roland Garros", comentou a paulista de 25 anos. "Isso está alinhado com o meu nível de concentração durante os jogos, o quanto eu vou oscilar e o quanto eu vou me manter concentrada para estar bem e fazer boas escolhas. E o resto flui, tanto a parte tática quanto a parte física".

Quinta mulher brasileira no top 50
Bia é a quinta mulher brasileira a alcançar o top 50 do ranking de simples da WTA, juntando-se a Maria Esther Bueno, Niege Dias, Teliana Pereira e Patrícia Medrado. "No Brasil já tivemos outras mulheres que estiveram entre as 50 do mundo, mas é especial. Cada uma tem sua história, o seu momento. E todas elas são uma grande inspiração. Gostaria até de lembrar nesse momento delas, porque quando se é mulher no circuito não é fácil".

Novamente, ela reforça o pedido para que a América do Sul receba mais eventos de primeira linha. O único WTA 250 da região é o de Bogotá. "No continente que a gente vive, a maioria dos torneios são para os homens. A gente tem pouquíssimos challengers e tem um WTA só na América do Sul. No resto, são só torneios pequenos. Então todas as tenistas sul-americanas, não só as brasileiras, mas toda as que estão jogando quali de Grand Slam como 200 do mundo ralam muito e eu as admiro muito pela entrega. Quanto mais a gente bate na porta, uma hora a porta abre. E tomara que a gente ainda tenha muitas mulheres brasileiras no topo".

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