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Djokovic aplica 'pneu' em Tsitsipas e conquista hexa
15/05/2022 às 12h49

Roma (Itália) - Crescendo de produção após um começo de temporada conturbado e errático, o sérvio Novak Djokovic mostrou por que é o número 1 do mundo e levantou a taça no Masters 1000 de Roma. Neste domingo, ele teve pela frente o grego Stefanos Tsitsipas, que começou muito mal e foi dominado no começo, depois evoluiu, mas não o suficiente para evitar a derrota com parciais de 6/0 e 7/6 (7-5).

Aos 34 anos, 11 meses e 23 dias, Djokovic se tornou o mais velho campeão do torneio, superando o espanhol Rafael Nadal por apenas 10 dias. O canhoto de Mallorca tinha 34 anos, 11 meses e 13 dias quando levantou a taça no ano passado, justamente com vitória sobre o sérvio na final.

Único tenista a vencer todos os nove Masters 1000, o sérvio também amplia seu recorde de títulos neste nível, levantando seu 38º troféu, dois a mais do que Nadal, que vem em segundo na lista, e 10 a mais do que o suíço Roger Federer, o terceiro maior campeão neste nível.

Um dia após comemorar sua 1.000ª vitória e destacar o Foro Itálico como um de seus palcos favoritos, o sérvio mostrou mais uma vez que se dá muito bem por lá. Esta foi sua quarta final consecutiva em Roma, a oitava nos últimos nove anos e a 12ª no geral, somando seis títulos e seis vice-campeonatos.

A vitória sobre Tsitsipas foi a 64ª de ‘Nole’ na competição e a 232ª sobre rivais do top 10, mais do que o dobro em relação às derrotas (106). Na temporada, foi apenas a 12ª vitória do sérvio, que não havia conquistado títulos até então. Desde 2018, quando só foi levantar sua primeira taça em Wimbledon, ele não demorava tanto para ser campeão.

Jogador com melhor aproveitamento no torneio nos games de devolução, chegando à final com 42% dos games de retorno vencidos, Djokovic teve um início de jogo arrasador e perdeu apenas sete pontos nos saques de Tsitsipas. O sérvio foi ainda mais dominante com o serviço e com ele perdeu somente três pontos, abrindo a final com um imponente ‘pneu’ para cima do rival.

Depois de ser engolido pelo líder do ranking no set inicial, Tsitsipas fez ajustes para o segundo e se deu bem. Um deles foi mudar a colocação do saque, que estava predominantemente indo no forehand de Djokovic, para explorar bem mais o revés. A adaptação surtiu efeito e o jogo ficou bem mais parelho.

O grego inclusive saiu na frente, obteve uma quebra no quarto game e logo em seguida abriu 4/1, mantendo a vantagem até o momento de sacar para empatar. Foi então que Djokovic subiu um pouco mais o nível, pressionou Tsitsipas e devolveu o break. A definição foi para o tiebreak, no qual o sérvio fez valer o melhor desempenho no decorrer da partida e ficou com a vitória.

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