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Para Iga, série de vitórias coloca pressão nas rivais
13/05/2022 às 20h13

A número 1 do mundo está invicta há 26 jogos e tenta alcançar a quinta final seguida

Foto: Internazionali BNL d Italia

Roma (Itália) - Invicta há 26 partidas no circuito, com direito a quatro títulos seguidos em Doha, Indian Wells, Miami e Stuttgart, a número 1 do mundo Iga Swiatek acredita que sua sequência de vitórias traz maior pressão para as adversárias do que para ela mesma. A polonesa de 20 anos tem tratado do assunto com sua equipe, destacando o trabalho feito pelo técnico Tomasz Wiktorowski e pela psicóloga Daria Abramowicz. Atual campeã do WTA 1000 de Roma, ela já está na semifinal e enfrentará Aryna Sabalenka às 7h (de Brasília) deste sábado.

"Eu precisava de tempo para aprender como lidar com isso corretamente, e como usar a sequência de vitórias ou o ranking para pressionar as minhas oponentes. Sinto que estou aprendendo a usar isso de maneira positiva", disse Swiatek, após a vitória por 7/6 (7-2) e 6/0 sobre a canadense Bianca Andreescu pelas quartas de final em Roma.

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"No ano passado, quando eu subia no ranking, parecia que era algo me pressionava para baixo. Desta vez é totalmente diferente. Estou muito feliz que minha equipe, porque a Daria e eu trabalhamos duro para mudar minha mentalidade em relação a isso. Estou bastante orgulhosa do nosso trabalho. Além disso, o Tomasz é muito experiente e já trabalhou com jogadoras top, o que também é muito útil. Eu sinto que posso me apoiar neles nesse assunto".

Swiatek lidera o histórico de confrontos contra Sabalenka por 2 a 1, sendo que seus dois triunfos aconteceram neste ano, nas quartas de final em Doha e na final de Stuttgart. "É difícil traçar um prognóstico porque o saibro de Stuttgart era muito diferente. Na verdade, poderíamos jogar lá com o mesmo tipo de tática, como em quadra dura", ponderou a polonesa, ao destacar que o torneio alemão é disputado em quadras cobertas.

"Aqui em Roma, eu sinto que é a quadra mais lenta do circuito. Com certeza, eu preciso me ajustar. Honestamente, só temos três ou quatro torneios no saibro, e apenas dois deles são como no saibro normal, porque em Madri tem altitude, o que é muito louco", acrescenta a líder do ranking.

"Quando penso nas minhas adversárias, realmente não tenho uma visão de como elas jogam no saibro. Esse é o único problema que eu tenho em relação à comparação com a quadra dura. Mas sei que meu treinador vai fazer um ótimo trabalho taticamente. Eu não posso te dizer agora qual é a diferença entre jogar contra ela no saibro e na quadra dura. Acho que veremos amanhã".

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