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Mensagens de cartas e psicóloga têm ajudado Jabeur
12/05/2022 às 17h25

Jabeur já está garantida nas quartas de final em Roma.

Foto: Mutua Madrid Open

Roma (Itália) – A boa fase da tunisiana Ons Jabeur, a primeira tenista árabe a entrar no top 10 do mundo, continua nesta semana em Roma onde, nesta quinta-feira, garantiu vaga nas quartas de final. No sábado passado, ela derrotou a americana Jessica Pegula por 7/5, 0/6 e 6/2, e conquistou seu primeiro torneio WTA 1000 em Madri. Jabeur, de 27 anos, ocupa nesta semana o 7º lugar do ranking mundial.

“É uma loucura porque eu sabia que estava jogando muito bem e tinha o nível para vencer qualquer torneio. Mas às vezes algumas coisas estavam faltando. Para a final, tive que realmente me preparar mentalmente. Tive ajuda de alguns animais”, contou à reportagem do WTA Insider. Animais? Ela explicou que estava jogando cartas e cada dia escolhia uma carta, que tinha a figura de um animal. "Cartas de animais e o animal tinha uma mensagem”, explicou.

Quando pegava uma carta, peguntava: "OK, o que devo fazer para ganhar amanhã?" Um animal me disse para cavar fundo. Um dos animais realmente me disse que estou enfrentando uma lenda. Era Simona (Halep). Foi perfeito. Um animal me disse para usar minha inteligência para estar pronta, e um animal me disse para agir. Então era a carta perfeita cada vez que eu a pegava.”

Na verdade, eu já tinha feito isso uma vez, mas não com animais. Foi em Chicago. Eu tinha um livro, 21 lições sobre tênis, e abri uma página aleatoriamente que dizia o que o tênis pode ensinar a você, e então usei isso. Acho que funcionou melhor aqui em Madri. Obrigada, meus amigos animais, por me ajudarem.”

Jabeur comentou que gosta de receber motivação fora das quadras. “Minha equipe tem me ajudado muito. Issam e Kareem e especialmente Melanie (Maillard, psicóloga esportiva de Jabeur) esta semana. É incrível tê-la e espero que ela volte comigo para mais torneios. O fato de ela estar presente fisicamente comigo ajuda muito. Conseguimos organizar algumas sessões. Eu sinto que o virtual não ajuda tanto quanto quando alguém estar fisicamente com você. O fato de ela poder me ver jogando ao vivo e poder ver meus treinos, isso a ajuda a ter uma ideia melhor do que estou fazendo. Ela pode trabalhar com isso para me ajudar mais.”

A campeã do Aberto de Madri admitiu que normalmente não é se abre com facilidade. “Mas quando ela está aqui é mais fácil de me abrir e falar com ela. Pegar o telefone, é sempre difícil fazer isso. Mas sempre acreditei em Melanie, sempre acreditei que ela poderia me ajudar. Já trabalhamos juntas há muito tempo. Pude ver o progresso que fizemos.”

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