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Nadal treina após vitória: 'Preciso trabalhar mais'
11/05/2022 às 15h41

Roma (Itália) - Após superar a estreia no Masters 1000 de Roma, batendo o norte-americano John Isner em sets diretos, o espanhol Rafael Nadal surpreendeu a todos e foi treinar antes de conversar com a imprensa. Lutando para recuperar suas melhores sensações no saibro, o canhoto de Mallorca explicou a decisão, falou mais uma vez sobre Carlos Alcaraz e comentou a possibilidade de Wimbledon não dar pontos no ranking.

“Desde que voltei, já disse em várias ocasiões que estou com pressa para encontrar as melhores sensações possíveis, que perdi por causa da lesão. Preciso trabalhar o máximo que puder nas próximas duas semanas, essa é a única forma de me dar oportunidade de competir no melhor nível. Hoje o jogo não foi muito exigente a nível físico, por isso senti que podia treinar um pouco mais”, falou Nadal.

“Neste momento não penso muito no rival que enfrento, mas sim em melhorar a cada dia” acrescentou o espanhol, que agora terá pela frente Denis Shapovalov. “Sei que é um grande jogador e que vai exigir muito de mim, como aconteceu no ano passado, quando foi quase um milagre vencê-lo", comentou o espanhol, lembrando de sua última vitória sobre o canadense, na qual precisou salvar match-points.

Questionado sobre a possibilidade de Wimbledon não dar pontos na ATP, o ex-número 1 do mundo falou que não tem uma opinião clara sobre o assunto. “Houve algumas discussões no Conselho de Jogadores. A única coisa que podemos fazer é manter contato com todas as partes e proteger todos os tenistas, que é quem nós representamos. Não darei minha opinião pessoal porque não importa e porque estamos trabalhando nisso internamente”.

Outra questão abordada foi o momento do jovem Alcaraz, seu algoz em Madri. Educadamente, Rafa pediu para que deixemos as comparações entre os dois de lado. "Não posso ficar falando todos os dias sobre quem vai ser melhor ou quem é mais forte agora. A única coisa que podemos fazer é curtir a carreira dele”, disse o espanhol.

“Temos que parar de compará-lo a mim. Se ele puder ganhar 25 Grand Slams, será ótimo para ele e para o nosso país, mas deixemos Carlos se divertir. Não podemos passar o dia todo pensando no que poderá alcançar. Ele está jogando em um nível fantástico e provavelmente eu também estava em 2005. Mas são tempos diferentes, carreiras diferentes e maneiras diferentes de abordar as coisas . Ele é um ótimo tenista que eu vou gostar de ver por muitos anos, mas agora estou focado no meu lado”, finalizou.

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