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'Ainda tenho esse fogo em mim', garante Wawrinka
10/05/2022 às 10h04

Roma (Itália) - Depois de encerrar um jejum de 15 meses sem vitórias no circuito, superando a estreia no Masters 1000 de Roma com uma grande virada sobre o norte-americano Reilly Opelka, o suíço Stan Wawrinka falou sobre o seu momento. Já com seus 37 anos, ele ainda acredita que possa conquistar bons resultados na reta final da carreira.

“Na minha idade, depois de duas cirurgias, poderia facilmente ter parado de jogar porque minha carreira é muito melhor do que esperava quando era jovem. Mas ainda tenho esse fogo em mim. Ainda acredito que posso jogar um ótimo tênis. Ainda acredito que vou conseguir grandes resultados, talvez não agora, mas em alguns meses”, afirmou suíço.

Ex-número 3 do mundo, Stan atualmente é apenas o 361º do mundo e sabe que precisa de algum tempo até recobrar o melhor nível. “Não há atalho, preciso de tempo em quadra e fora dela. Fazia muito tempo que eu estava fora. Ganhei peso, foi difícil. Com a cirurgia do pé você não pode fazer muito. Precisei de muito esforço para voltar, mas já nas últimas semanas desde Monte Carlo está muito melhor”.

O suíço aprovou seu desempenho na estreia em Roma. “Acho que, em geral, estava me sentindo bem na quadra, principalmente fisicamente. Com certeza, quando você não vence uma partida em mais de um ano, começa a pensar mais do que deveria e não se concentra nas coisas certas”, comentou Wawrinka.

“No geral, acho que foi um grande jogo, uma grande batalha. Fiquei positivo e comecei a me sentir muito melhor no final do segundo set e no terceiro set. Estou muito feliz com esta vitória”, acrescentou o tenista de Lausanne, que na segunda rodada enfrentará o sério Laslo Djere.

Wawrinka também falou sobre a dificuldade que o austríaco Dominic Thiem vem encontrando em seu retorno. “Treinamos bastante em Marbella, gosto de treinar com ele, é um jogador incrível. Mas acho que cada lesão é completamente diferente. Todos nós temos uma mentalidade diferente para voltar”, comentou o suíço.

“A realidade é que leva tempo e você precisa aceitar isso. Você precisa fazer o trabalho certo. Ele é um jogador esforçado, vai voltar com certeza, mas leva tempo. Não se trata apenas da preparação física. Não é apenas sobre o jogo de tênis. É também sobre a parte mental. Você tem que conectar tudo junto para poder jogar seu melhor tênis novamente”, finalizou.

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